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Sustentabilidade e design de mobiliário urbano no espaço público: é possível?

Montenegro, Glielson N.

Actas de Diseño Nº23

Actas de Diseño Nº23

ISSN: 1850-2032

XII Encuentro Latinoamericano de Diseño “Diseño en Palermo” VIII Congreso Latinoamericano de Enseñanza del Diseño

Año XII, Vol. 23, Julio 2017, Buenos Aires, Argentina | 253 páginas

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Resumen:

El mobiliario urbano es parte de un sistema integrado relacionado con el uso del espacio público, el entorno construido y las acciones urbanas que ocurren cotidianamente en la ciudad. La configuración e implementación de estos artefactos deben seguir la evolución socio-cultural, morfológica y del paisaje de los espacios públicos en las ciudades, reflejando los cambios, usos y nuevas funciones urbanas, considerando las implicaciones derivadas de la creación del mobiliario urbano y su impacto ambiental. El eco diseño debe contribuir a la formación y socialización de estos espacios en un contexto urbano especifico.

Palabras clave:

Mobiliario urbano - Sustentabilidad - Espacio público - Eco diseño - Ambiente urbano

Introdução 

Urban space is not always treated very kindly  Martin Despang

Em meio ao dinâmico processo de transformação das cidades e de seus espaços públicos, o mobiliário também acompanhou tais mudanças, por vezes alterando seu desenho, incorporando novos materiais, novas tecnologias, novos formatos, assumindo também, novas funções, tornando-se, juntamente com outros elementos, uma referência visual da história e dos costumes de seus habitantes. Preocupações ambientais relacionadas a produção em larga escala remontam aos primeiros movimentos vanguardistas no início do século XX, destacadamente a Bauhaus na Alemanha, que se opunham aos sistemas tradicionais de fabricação que degradavam o meio ambiente.

Buscando criar produtos inovadores, asseguravam que a forma de um objeto deveria adequar-se a sua função e que formas simples aumentavam a durabilidade e a qualidade dos objetos. Certamente esta atitude presumia uma mudança social importante ao se produzir artefatos com economia de material, de forma e de energia.

As contínuas preocupações sobre a exploração dos recursos naturais, consumismo, geração de resíduos e poluição ambiental, geradas pela crise energética e pelos desastres ambientais acontecidos entre as décadas de 1970 e 1980, origina-se uma consciência sobre os limites da produção industrial de produtos que sobrecarreguem a capacidade biológica da Terra. Pela primeira vez, em 1972, foi feita uma avaliação a respeito da “vida” de um produto industrializado, elaborando-se desta maneira, uma análise detalhada sobre seu ciclo de vida1 , demonstrando as implicações que o consumo de energia e de insumos têm na produção dos bens materiais e seu impacto para o meio ambiente. Este estudo permitiu identificar como os impactos ambientais são transferidos de um meio para outro, ou de um está- gio de ciclo de vida para outro, dentro do processo de produção moderno ainda utilizado até hoje.

Diante dessas inquietações, estudiosos como o arquiteto Victor Papanek (1927-1999), defenderam “um design recentrado no homem, na ecologia e na ética”2 onde a responsabilidade moral do desenhador é fundamental para a criação de produtos que atendam as “reais” necessidades da sociedade em oposição àquelas “criadas” a partir de apelos publicitários e dos modismos.

[...] o design, influenciado pelo movimento ambientalista e pelas agendas internacionais para o desenvolvimento sustentável, desenvolveu um novo campo no sentido de incorporar os impactos ambientais, econômicos e sociais no ciclo de vida do produto, denominado design sustentável (Bhamra e Lofthouse, 2007). Esse conceito integra a idéia (sic) dos três pilares do desenvolvimento sustentável, ou “triple bottom line”3 (Elkington, 1997), visando a construção de uma cultura sustentável por meio da mudança de comportamentos individual dos consumidores e estilos de vida (Bhamra et al., 2008). (Muñoz et al, 2009)4

Todavia as preocupações para com o desenho de produtos ambientalmente sustentáveis só adquiriram maior impacto a partir dos anos 1990, “quando passamos a considerar a relação entre a evolução tecnológica (em rápida disseminação), as matérias-primas (de livre circulação) e o fenômeno da globalização (entenda-se o aumento produtivo e mercadológico em diferentes partes do planeta)”5 .

Neste sentido, o desígnio de produtos incorpora as preocupações relacionadas à criação, produção e descarte, voltando-se para as questões da sustentabilidade ambiental, procurando estabelecer um equilíbrio entre a funcionalidade e o lucro das empresas com as exigências ambientais. Portanto,  

A prática do design orientado para a sustentabilidade ambiental, por seu caráter holístico e sistêmico, passa pelo conceito da constelação de valor em que diferentes abordagens são consideradas em busca de um objetivo comum, isto é: o baixo impacto ambiental6 .

No caso específico do mobiliário urbano, a despeito das inovações possibilitadas pelo desenvolvimento de novos materiais e processos de fabricação, a adequação desses artefatos às demandas por produtos eco eficientes7 só começaram a povoar os espaços públicos quando, recentemente, surgiram alternativas de elementos que apresentavam preocupações ambientais.

Um dos fatores que contribuiu para a revalorização dos elementos urbanos foram as ações intervencionistas em áreas degradadas em algumas cidades, tais como Londres (Canary Wharf) e Buenos Aires (Puerto Madero), que procuravam revitalizar e recuperar determinados espaços por meio de projetos urbanos, geralmente direcionados a criação de uma identidade ou imagem positiva para a cidade, com forte apelo turístico.

Dessa maneira, os novos desenhos do mobiliário urbano voltados para esses espaços buscou incorporar qualidades essenciais presentes nos novos projetos, tais como ordenamento, unidade e coerência. Estas qualidades foram traduzidas nos elementos através da utilização de produtos monomateriais, mais duráveis e resistentes (aço inox, alumínio, vidro), partes e componentes pré- -fabricados, de fácil reposição (peças modulares), manutenção, produção (uso de apenas um tipo de material e acabamento), transporte e montagem local.

Elementos urbanos criados por arquitetos como Jean Michel Wilmotte (banco Auriga (1997); Abrigos de ônibus (2001); Philip Cox (abrigos de ônibus (1996) e Philip Starck (poste de iluminação pública Reverbère (1992); coletor de lixo Poubelle (1992), dentre outros, podem ser relacionados como exemplos de artefatos elaborados com a intencionalidade de serem compatíveis com uma produção de enfoque sustentável.

No Brasil, o exemplo mais icônico é o conjunto de mobiliário urbano (abrigos de ônibus, quiosques, lixeiras), criado pelo arquiteto Manoel Coelho para a cidade de Curitiba/PR, cujos artefatos são fáceis de montar, transportar, de realizar a troca de peças e componentes, além de serem, na sua maioria, produtos monomateriais, atendendo alguns dos propósitos do desenho sustentável. Por se tratar de produtos destinados ao uso comum no espaço público, requerem resistência a parâmetros ambientais relacionados diretamente às condições ambientais e atos de violência. Como nos explica Cardoso (2012)8 :

A existência de qualquer objeto decorre dentro de um ciclo de vida que comporta desde sua criação até sua destruição. Quanto mais tempo ele consegue resistir –ou seja, manter-se íntegro e reconhecível– maior será a chance de incidirem sobre ele mudanças de uso e de entorno.

Devemos ressaltar que um dos grandes problemas enfrentados pelas administrações municipais relacionados à sustentabilidade dos elementos urbanos instalados nos espaços públicos abertos em grandes cidades brasileiras, refere-se ao descarte ou o pós-uso desses elementos e ao vandalismo, uma vez que nem sempre há uma manuten- ção periódica desses elementos, fazendo com que sua vida útil e durabilidade sejam significativamente reduzidas, tornando-se um “resíduo instalado” nas calçadas, parques e praças.

Para amenizar os efeitos negativos dessa situação, algumas prefeituras adotam a parceria público-privada com grandes empresas produtoras de mobiliário urbano, onde a responsabilidade pela instalação, manutenção, reposição e coleta de estruturas danificadas é do próprio concessionário, sem ônus para a municipalidade. Cidades como São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ e Brasília/DF adotam tal política no sentido de reduzir esse tipo de impacto ambiental, ao mesmo tempo em que as empresas investem em inovação tecnológica e produtos eco eficientes9 .

Vezzoli (2007) apud De Moraes (2010)10 aponta cinco critérios que devem ser considerados como estratégias para reduzir o impacto ambiental quando do desígnio de produtos industrializados, são eles:

1. Minimização dos recursos: projetar em busca de reduzir o uso de materiais e energias em todas as fases do ciclo de vida; 

2. Escolha de recursos e processos de baixo impacto ambiental: selecionar os materiais, os processos e as fontes energéticas atóxicas e não nocivas em busca de uma redução do impacto qualitativa; 

3. Otimização da vida dos produtos: projetar artefatos que durem no tempo e que sejam utilizados intensamente por meio de reaproveitamento de componentes e de reciclagem; 

4. Extensão da vida dos materiais: projetar em função de reciclagem, combustão ou compostagem dos materiais descartados; 5. Facilidade de desmontagem: projetar em função da facilidade de separação das partes, design for disassembly, visando a facilidade de manutenção, reparos, updating ou reuso (otimização da vida dos produtos) e materiais (extensão da vida dos materiais).

O princípio da durabilidade, em oposição à obsolescência11 dos produtos atuais, talvez seja a característica mais importante a se considerar no desígnio do mobiliário urbano, uma vez que a vida útil do produto justificaria seu valor de uso. Embora a durabilidade geralmente esteja diretamente associada com os materiais, acabamentos e estrutura dos produtos, deve, igualmente, ser relacionada ao design do artefato enquanto objeto atemporal, ou seja, artefatos industrializados inovadores em todos os seus aspectos práticos, estéticos e simbólicos, que continuam contemporâneos mesmo se concebidos anos atrás. Produtos detentores dessa característica permitem atualizações técnicas, funcionais e estéticas, porém sem comprometimento de sua essência inovadora, reduzindo custos excessivos na criação e produção de outros elementos que possam substituí-los, amenizando, deste modo, impactos ambientais desnecessários. A durabilidade desse tipo de mobiliário urbano, possibilita, ao longo do tempo, atribuição de significados, tornando-os elementos simbólicos, icônicos e de identidade urbana, que os caracteriza como elemento representante da cultura local, como pode ser constatado com as célebres cabines telefônicas da cidade de Londres ou as estações tubulares de Curitiba/PR.

Neste sentido, sobre as questões de durabilidade e materiais referentes ao mobiliário urbano, o Centro Português de Design (2005)12 nos esclarece que, 

[...] Todos os materiais a utilizar na execução de mobiliário urbano devem ser duradouros e resistentes à frequência e intensidade de uso, envelhecimento, variações de temperatura, radiação solar, corrosão, e limpeza; deve considerar-se a durabilidade e necessidade de manutenção de todos os revestimentos de proteção e acabamentos de superfície, especialmente no caso de madeiras e metais [...].

Assim sendo, questões que dizem respeito à sustentabilidade também demandam mudanças culturais que exigem alterações no estilo de vida das pessoas, afetando consequentemente a relação com sua cidade, seus espaços, elevando o nível de exigência na qualidade dos serviços públicos e privados oferecidos aos cidadãos, através da percepção da responsabilidade ambiental dos produtos eco compatíveis, dentre eles o mobiliário urbano.

Faz-se necessário uma interpretação do estilo de vida local pelos desenhadores, empresários e fabricantes a fim de se projetar produtos que incorporem aspectos só- cio culturais, como também ambientais de determinada sociedade, refletindo no desenho desses artefatos especificidades locais. No caso do mobiliário urbano criado por grandes empresas multinacionais, existe uma tendência à uniformização e homogeneização desses elementos, que embora ambientalmente sustentáveis, algumas vezes não encontram ressonância na cultura local, provocando estranhamento aos usuários e, consequentemente, menos interação e maior rejeição.

Segundo De Moraes (2010)13,

É importante dizer que a visão sistêmica aplicada ao design para a sustentabilidade contempla também o âmbito socioambiental; dessa forma o território é considerado como modelo de referencia que une o social com o ambiente geográfico local.

Por outro lado, a medida que se procura incorporar traços culturais no desenho de produtos, criando-os de maneira inovadora, se possibilita a identificação do artefato com seu usuário e o entorno, estabelecendo uma relação de uso mais intensa. Os abrigos de passageiros desenhados pelo arquiteto alemão Martin Despang14 para as estações de trem urbano da cidade de Hannover na Alemanha em 2000, foram criados a partir de uma “abordagem holística”, segundo o autor, conforme os parâmetros funcionais, econômicos e técnicos necessários à realização do projeto. Criando uma estrutura suporte, modular, que pode ser revestida com diferentes tipos de superfícies (pedra, ladrilhos, madeira e metal), de acordo com o material predominante no entorno que identifica a arquitetura, a paisagem e a cultura da localidade onde está instalada, Despang estabeleceu um repertório visual e definiu um diálogo entre o produto, os usuários e o ambiente. Os materiais empregados foram previamente tratados para resistirem às intempéries e atos de violência (grafitagem, vandalismo), ampliando sua durabilidade e vida útil.

Os elementos urbanos desenhados pelo arquiteto Manoel Coelho para a cidade de Curitiba/PR e produzidos pela empresa Adshel em 2002, apresentam na estrutura dos abrigos de passageiros, bicicletários e quiosques alusões à araucária, uma árvore nativa de grande ocorrência no Estado do Paraná que passou a ser considerada a árvore- -símbolo daquele Estado. Buscou-se assim, uma aproxima- ção do local em relação ao global como forma de agrupar ao produto referências sócio culturais que caracterizassem uma identidade urbana para a cidade a partir da compreensão e percepção dos usuários sobre o produto.

Apesar da sua contribuição para a qualificação do espaço público urbano, alguns aspectos importantes para o Design tais como acessibilidade, mobilidade, organização urbana e percepção urbana, inovação e compromisso ambiental, muitas vezes são poucos valorizados por órgãos competentes (sejam estes públicos ou privados), quando do planejamento, seleção e implantação do mobiliário urbano em áreas centrais da cidade. Deste modo, os elementos do mobiliário urbano que deveriam contribuir para a estética, funcionalidade, conforto, segurança e integração dos espaços públicos de circulação no meio urbano, representando facilidades para os usuários da cidade acabam, por fim, criando barreiras físicas e visuais que prejudicam a qualidade de vida nas cidades.

Observamos que muitas das situações inadequadas aos cidadãos, relacionadas ao uso do mobiliário urbano, ocorrem porque nem sempre tais elementos refletem sua adequação ao contexto ambiental onde se encontram inseridos, seja pela aplicação inadequada de materiais e tratamentos superficiais que não condizem com as condições climáticas, portanto não representam conforto para os usuários; seja pela inadequação funcional dos produtos em relação as atividades realizadas pelas pessoas naquele contexto específico; seja ainda, pela incoerência estético-simbólica do produto em dentro do contexto sócio cultural da cidade onde se encontra implantado, prejudicando, deste modo, a apropriação15 dos espaços e seu uso de modo mais efetivo e sociopetal16, mesmo estando correlacionados ao espaço urbano e ao ambiente construído.

Lamentavelmente, tais circunstâncias só contribuem para a criação de obstáculos físicos, usos inapropriados e alteração da função básica dos elementos do mobili- ário urbano, uma vez que tais produtos passam a ser vistos pelos usuários como meros artefatos decorativos que “entulham” a cidade, especialmente as calçadas, tornando-se resíduos sólidos que em nada contribuem para a qualificação e apropriação dos espaços públicos, provocando reações adversas, inclusive atos de vandalismo, degradando o ambiente urbano e sua paisagem, originando, como consequência, espaços sociofugais.

Partimos do princípio que os elementos do mobiliário urbano são objetos com os quais temos que conviver nas cidades e nos identificarmos com eles, sendo importantes para a qualidade física do ambiente urbano, podendo definir comportamentos sociais e ações que contribuem para a criação de uma identidade urbana associada a determinados locais, seja pelo seu uso efetivo ou através de adaptações das estruturas ali disponibilizadas, bem como pela utilização apropriada de materiais, técnicas e tecnologias que possibilitem a inovação de produtos eco sustentáveis voltados a atenderem satisfatoriamente as necessidades dos cidadãos por serviços públicos de qualidade. Qualidade esta que deve estar refletida no desenho dos elementos do mobiliário urbano enquanto objeto industrializado cujo valor de uso justifique a existência de tais artefatos.

A importância do mobiliário urbano para o espaço pú- blico pode ser observada tanto através da quantidade, da qualidade, do ordenamento, dos materiais empregados e da localização de cada um de seus elementos, ou seja, a legibilidade e visibilidade, em relação às necessidades de uso dos indivíduos dentro do espaço urbano. Entretanto, na maior parte das vezes, a instalação e o posicionamento são inadequados, apartados dos aspectos espaciais e de uso dentro do contexto urbano, criando situações inconvenientes como também interferências negativas que dizem respeito à circulação e acessibilidade urbana por parte dos cidadãos. Todas estas questões formam o arcabouço no qual a sustentabilidade do espaço público urbano encontra-se inserida, já quem as implicações decorrentes de cada um desses aspectos interfere direta ou indiretamente na qualidade de vida urbana e na relação produto-usuário-ambiente onde se estabelece uma identidade urbana.

Como argumenta Cardoso (2012)17,

O presente impasse ambiental nos obriga a adotar outro olhar para o artefato – como cultura material, ou seja: o vestígio daquilo que somos como coletividade humana. Os artefatos são expressão concreta do pensamento e do comportamento que nos regem. O conjunto de todos os artefatos que produzimos reflete o estado atual da nossa cultura. [...] Daí que mesmo as formas mais originais são fruto de linguagens existentes. Para compreender verdadeiramente os desafios a serem enfrentados por um pensamento projetivo renovado, é preciso entender que a vida do artefato tem duração muito longa. Toda forma tem raízes num passado imemorial, o do repertório, e abre-se para um horizonte ilimitado, o da linguagem materializada. 

Assim sendo, respeitar os diferentes valores entre as sociedades ao mesmo tempo em que se incentivam processos de mudança que incorporem especificidades locais, é a maneira para se inovar e criar novos artefatos, definir novas relações entre produtos, pessoas e ambiente de modo coerente e compatível com as questões da sustentabilidade cultural18 e urbana, a partir do repertório sócio ambiental existente.

Desse modo, o mobiliário urbano poderá via a ser compreendido como o elemento que estrutura funcionalmente e atribui qualidade ao espaço público urbano, contribuindo para que este possa ser efetivamente usado e usufruído por todos os cidadãos, proporcionando maior integração entre o ambiente construído e o homem, além de promover uma interação social entre os usuários que utilizam determinado lugar para realizarem suas atividades urbanas. Para Carmona (1985) apud Águas (2010, p. 23), “as características inerentes ao mobiliário urbano podem ser definidas pelos conceitos de funcionalidade e idoneidade da instalação; solidez e duração; facilidade de reparação; facilidade de manutenção e estética”. Neste sentido, percebemos que as questões da sustentabilidade dos elementos do mobiliário urbano dizem respeito não apenas aos fatores técnicos dos materiais e suas características físicas e plásticas, tais como ductilidade, resistência, condutibilidade térmica, dentre outros, mas, sobretudo, em relação a vida útil que tal tipo de produto que deve possuir, já que se trata de um bem público a ser utilizado grupos sociais distintos durante muito tempo.

O mobiliário urbano possui uma presença física no espaço público que se relaciona ao ambiente construído de uma cidade tais como as edificações, vias, calçadas e praças, mas também com o clima, a cultura, os comportamentos e as percepções que as pessoas têm a respeito de sua cidade, e que, numa relação sistêmica, geram uma imagem urbana característica. Considerar apenas os aspectos técnicos produtivos e os parâmetros ergonômicos no design do mobiliário urbano, é uma visão reducionista e pragmática do designer que deve ser evitada e que pode ter como consequência um produto tecnicamente bem resolvido, mas que, por outro lado, não incorpora o ponto de vista do usuário nem reflete suas aspirações com relação a sua identificação com o objeto.

Concluindo... 

Questões concernentes à sustentabilidade, acessibilidade, mobilidade, às relações público-privado, ao uso do espaço público, à cultura e ao comportamento social devem ser observadas logo no início do planejamento e desenvolvimento projetual a fim de se obter soluções adequadas ao ambiente e contexto urbanos onde o mobiliário deverá ser implantado e utilizado. O produto criado sob tais condicionantes deve atender satisfatoriamente à função principal, secundária, de uso e a de estima, como também procurar corresponder às características ambientais locais.

Deste modo, pode-se definir o tipo de mobiliário urbano a ser desenvolvido para determinados locais, levando em consideração aspectos referentes ao entorno, as atividades, as condições climáticas, aos simbolismos locais, enfim, aos parâmetros sociais, culturais, ambientais e econômicos, buscando-se atribuir àqueles objetos o repertório adequado que induza ao uso correto do produto, evitando-se leituras errôneas ou criando-se situações de risco para os usuários e que venham contribuir para a deterioração do espaço urbano e/ou o vandalismo de suas estruturas, transformando os elementos urbanos em entulhos que prejudicam as atividades cotidianas básicas como caminhar nas calçadas, comunicar-se, proteger-se, informar-se. Devemos atentar para o fato de que muitos exemplares do mobiliário urbano são descartados pelos órgãos públicos, e que, a maior parte das prefeituras brasileiras por não contarem em suas gestões com programas de reaproveitamento, reciclagem ou reutilização para partes, peças e componentes deste tipo de produto, acabam destinando-os aos aterros sanitários, quando há, ou mais comumente aos lixões.

Mesmo assim, é necessário que os elementos do mobiliário urbano apresentem-se desde seu planejamento como um conjunto coerente de objetos, ou seja, como uma “família de produtos”, cujos materiais, acabamentos, estruturas, sistemas utilizados para união, fixação, montagem, desmontagem, transporte e armazenamento sejam comuns a todos os tipos funcionais como forma de facilitar a produção, reduzir os custos com manutenção e conservação, facilitar a troca de componentes e peças que podem ser intercambiáveis, proporcionando maior vida útil ao produto e reduzindo a necessidade de criação de novas tipologias.

De qualquer maneira, tanto o mobiliário quanto os espaços públicos devem propiciar aos cidadãos sentimentos de segurança, bem-estar, prazer, liberdade, fruição possibilitando a criação de referenciais como forma de estabelecer inter-relações entre os objetos, as atividades e os próprios usuários, de modo a configurar espacialmente e perceptivamente o espaço dentro do contexto social, urbano e geográfico na cidade. No caso particular do design de mobiliário urbano, os objetos a serem criados devem ser providos de significado e de relações simbólicas com a cultura, o contexto urbano e a paisagem locais, expressando-se como uma manifestação das características ambientais daquele entorno específico, já que de nada valeria instalar produtos de alta tecnologia em locais onde sequer existe uma calçada.

Por conseguinte, seria necessário se estabelecer uma “aproximação globalizadora” entre a utilização de técnicas, tecnologias, materiais e princípios de produção condizentes não apenas com a realidade e o contexto local, mas que também tire vantagem de “facilidades” universais, procurando instituir um diálogo com o espaço urbano circundante, seu contexto, demandas e possibilidades. Ou seja, buscar-se-á a interação entre avançados fatores tecnológicos globais, porém sem deixar de lado signos culturais e ambientais marcantes que determinem características regionais de uma dada cultura urbana, tendo como resultado produtos sustentáveis que correspondam as necessidades reais de cada local em particular. Mourthé (1998) defende que a ideia de uma regionalização nos projetos de mobiliário urbano poderia ser benéfica, já que permitiria a expressão de uma identidade própria relacionada à região onde seria implantado. Assim sendo, a identificação do usuário com os elementos urbanos instalados em um espaço público específico e dotados dos referenciais adequados, poderia gerar uma atratividade e influenciar no comportamento do cidadão, pois este passaria a enxergar àquele local e suas estruturas como um sítio repleto de signos culturais próprios, que dizem respeito à sua vivência urbana.

A regionalização dos projetos de mobiliário urbano pode ser benéfica, permitindo expressar uma identidade própria da região onde esteja instalado. É necessário ressaltar a importância da identificação de sub- -culturas sociais e de possíveis signos construídos, não somente pela necessidade de sua preservação, mas também, como determinantes de projeto desses produtos. As culturas e sub-culturas de diversas localidades urbanas, influenciam o projeto e o arranjo físico dos equipamentos no meio urbano contribuindo para o planejamento da composição de espaços públicos. (Mourthé, 1998, p. 269)

Integrar o mobiliário urbano ao entorno, é uma condição primordial que diz respeito tanto a valorização da cultura urbana dos vários grupos sociais quanto à própria sustentabilidade do espaço público da cidade, guardando em sua configuração referências perceptivas que contribuam para a sociabilização do espaço público e se ajustando-se as funções, aos usos e também as atividades que ocorrem naquele local, fazendo com que o mobiliário seja compreendido não apenas como algo limitado, apartado da relação usuário-ambiente construído-contexto urbano, mas como um sistema de objetos que configuram e qualificam determinados espaço urbanos.

O design de elementos do mobiliário urbano propõe-se diferenciar e valorizar os espaços públicos, atribuindo padrões qualitativos para determinadas áreas urbanas. Não obstante, isso só ocorrerá na medida em que os espaços socializados forem tratados de maneira sistêmica, estabelecendo-se relações de complementaridade, simbolismo, atratividade, funcionalidade e usabilidade nesses espaços, proporcionando uma melhor maneira de viver nas urbes.

Especificamente para o design urbano, as interações entre o artefato industrial e o indivíduo urbano devem ser avaliadas como forma de se determinar de que maneira tais interações afetam o meio ambiente dentro de um contexto urbano específico, para então se definir ações que minimizem os possíveis problemas existentes entre o ser humano e o ambiente físico, através de soluções de design voltadas a ambos onde se priorize as questões relativas a sustentabilidade urbana. Portanto, parece existir uma indissociabilidade entre os elementos visíveis que compõem o ambiente urbano construído –como as edificações, sua arquitetura e significado–, o mobiliário urbano em seus vários níveis funcionais e o comportamento e ações dos cidadãos, pois o ambiente físico nos influencia e determina a criação de esquemas territoriais que acabam por definir aspectos emocionais e perceptivos relacionados diretamente a imaginabilidade urbana. Nesta relação, quando se trata de melhorar a qualidade de vida das pessoas nas cidades, o design de elementos do mobiliário urbano atrelado aos parâmetros da sustentabilidade urbana são aspectos fundamentais para a vitalidade19 dos locais públicos, já que estes devem ser acessíveis e qualificados para atenderem a todos aqueles que compõem a população urbana. Esta questão não se restringe apenas aos designers, mas envolve todos aqueles profissionais que trabalham com o planejamento e a criação de soluções inovadoras que reduzam os impactos ambientais dos produtos industrializados disponibilizados aos variados grupos sociais que compõem a trama urbana das nossas cidades contemporâneas. 

Notas 

1. Em 1972 o Midwest Research Institute/MRI deu início a um estudo sobre embalagens de cerveja e sucos, encomendado pela US Environmental Protection Agency/USEPA, marcando o início do desenvolvimento da análise do ciclo de vida do produto, tal qual como conhecemos hoje. (Nota do Autor). Fonte: http://www. estgv.ipv.pt/PaginasPessoais/jvf/Gest%C3%A3o%20Ambiental%20-%20An%C3%A1lise%20de%20Ciclo%20de%20Vida.pdf Acessado em: 02/07/2013

2. Kazazian, Thierry. Haverá a idade das coisas leves. São Paulo, 2005. P. 21.

3. John Elkington cunhou em 1994 o termo Triple Bottom Line (TBL) e, desde então, o conceito tem se tornado referência para muitas empresas na busca pelo equilíbrio de suas atividades, visando a sustentabilidade.[...] o Triple Bottom Line carrega o significado de que as organizações devem levar em consideração não somente questões econômicas, mas também questões sociais e ambientais que se relacionem com suas respectivas atividades, processos e produtos. O conceito propõe que todas essas questões sejam interpretadas de uma forma única, uma medida compreensível e próxima aos empresários: números. Disponível em: http://www.fdc.org.br/pt/blog_sustentabilidade/ Lists/Postagens/Post.aspx?List=2733bf01%2Dfd43%2D452a%2D bdf3%2D628d7296abbb&ID=36 Acessado em: 03/07/2013 

4. Muñoz, Denise Leonora Cabrera et al. Design para a sustentabilidade: um diálogo junguiano. São Paulo, 2009. p. 01.

5. De Moraes, Dijon. Metaprojeto: o design do design. São Paulo, 2010. P. 56.

6. De Moraes, Dijon. Op. Cit., São Paulo, 2010. p. 64.

7. São considerados Produtos eco eficientes aqueles cuja produção implica em menor consumo de matérias-primas e maior índice de conteúdo reciclável para que os materiais possam ser reaproveitados; têm longa duração, porém possibilitam atualizações, desmonte e reutilização após descarte; são produzidos por meio de tecnologia limpa que não utiliza materiais tóxicos, consomem pouca energia e pouca água durante o processo de fabricação. (Nota do Autor) 

8. Cardoso, Rafael. Design para o mundo complexo. São Paulo, 2012. p. 66.

9. As empresas Cemusa e JC Decaux disponibilizam em suas páginas na rede mundial, exemplos de produtos e princípios adotados por ambas como forma de corresponderem aos preceitos da sustentabilidade voltados a concepção e utilização do mobiliário urbano, bem como o entorno abrangido. Maiores dados disponíveis em: http://www.cemusadobrasil.com.br/cemusa-sustentabilidadecultura.php http://www.jcdecaux.com/en/Sustainable-Develop ment/Our-engagement Acessados em: 02/07/2013 

10. De Moraes, Dijon. Op. Cit., São Paulo, 2010. p. 64.

11. A durabilidade supõe também uma gestão da obsolescência, para a qual distinguimos duas dimensões, objetiva e subjetiva. A obsolescência objetiva é a técnica. [...] são produtos em que alguns elementos foram concebidos para se deteriorar mais rapidamente, suscitando assim uma nova compra, com ou sem introdução de melhoras técnicas por parte de quem os concebeu. A obsolescência subjetiva é motivada pela aparência e a moda, que condicionam o fim da vida de alguns objetos enquanto suas funções permanecem válidas. Entre as duas dimensões se criam sutis especulações entre a qualidade real e qualidade percebida. Kazazian, Thierry. Op. Cit., São Paulo, 2005. p. 45. 1

2. CPD. Do projecto ao objeto. Lisboa, 2005. p. 57.

13. De Moraes, Dijon. Op. Cit., São Paulo, 2010. p. 71.

14. Disponível em: http://www.archidose.org/Mar02/032502.html Acessado em: 04/07/2013.

15. A expressão apropriação do espaço designa o conjunto de comportamentos humanos que garantem uma relação afetiva e simbólica com o ambiente espacial. PMR (2002, p. 107) 

16. De acordo com Lang (1987), os comportamentos sociais podem ser definidos em sociopetal: que agrega, direciona a um lugar central; e sociofugal: que desagrega em relação às interações sociais.

17. Cardoso, Rafael. Op. Cit., São Paulo, 2012. p. 162-163.

18. A ideia de incluir a cultura entre as dimensões da sustentabilidade começou a ser delineada em 2001, quando o pesquisador e ativista australiano John Hawkes lançou o estudo “O quarto pilar da sustentabilidade: o papel essencial da cultura no planejamento público”. De lá para cá, a questão ganhou corpo. Recentemente, o professor Keith Nurse, da Universidade de West Indies, passou a coordenar trabalhos para a Organização das Nações Unidas e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre esse tema. Nurse é especialista em diversidade cultural. Disponível em: http://oglobo.globo.com/cultura/culturacomo-quarto-pilar-da-sustentabilidade-7221051#ixzz2YAu3Lf93 Acessado em: 03/07/2013 

19. As discussões e abordagens de Jacobs (2009) sobre as questões relacionadas à vitalidade urbana e seus fundamentos são adequadas ao contexto e objetivos desta pesquisa, porém guardando-se as devidas proporções.

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Abstract:

The urban furniture is part of an integrated system related to the use of public space, the built environment and the urban actions that occur daily in the city. The configuration and implementation of these devices must follow the socio-cultural, morphological and landscape evolution of public spaces in cities, reflecting the changes, uses and new urban functions, considering the implications derived from the creation of urban furniture and its impact environmental. Eco-design should contribute to the formation and socialization of these spaces in a specific urban context.

Key words:

Urban furniture - Sustainability - Public space - Ecodesign - Urban environment.

Resumo:

O mobiliário urbano é parte de um sistema urbano integrado que intervêm no uso do espaço público, relacionado tanto ao ambiente construído da cidade, à utilização que se dá a um espaço público e às ações urbanas que ali ocorrem cotidianamente. A configuração e implantação desses artefatos devem acompanhar a evolução morfoló- gica, paisagística e sócio cultural das cidades e seus espaços públicos, refletindo as transformações, usos, novas funções urbanas e considerar as implicações decorrentes da criação do mobiliário urbano e seu impacto ambiental. O eco design deve contribuir para a qualificação e sociabilização dos espaços dentro de um contexto urbano específico.

Palavras-chave:

Mobiliário urbano - Sustentabilidade - Espaço pú- blico - Eco design - Ambiente urbano.

(*) Glielson N. Montenegro. Bacharel em Design, MSc Arquitetura e Urbanismo/UFRN/UFCG.


Sustentabilidade e design de mobiliário urbano no espaço público: é possível? fue publicado de la página 129 a página135 en Actas de Diseño Nº23

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