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Uma trajetória do design paulistano: os 40 anos de ensino do curso de design da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Souza Almeida, Andrea de; Marcondes Martins, Nara Silvia; Riccetti, Teresa Maria

Actas de Diseño Nº23

Actas de Diseño Nº23

ISSN: 1850-2032

XII Encuentro Latinoamericano de Diseño “Diseño en Palermo” VIII Congreso Latinoamericano de Enseñanza del Diseño

Año XII, Vol. 23, Julio 2017, Buenos Aires, Argentina | 253 páginas

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Resumen:

En 2011 el curso de diseño de UPM cumplió 40 años. Con la idea de documentar esta trayectoria, el grupo de investigación rescató esta historia documentada y contada por sus interlocutores. Considerado como uno de los más tradicionales de la ciudad de San Pablo, el curso siguió las transformaciones económicas, sociales y culturales de la ciudad y del país. Debido a su diversidad de conocimiento avalado por la facultad con otras áreas relacionadas, tales como artes visuales, arquitectura y la comunicación fue posible mantener una enseñanza más allá del modelo preestablecido y contribuir a la difusión de la cultura del diseño.

Palabras clave:

Enseñanza - Diseño - Curso - Interdisciplina - Universidad.

Introdução

Comparado com outras áreas do conhecimento o ensino do design no Brasil é recente, mas nem por isso menos importante. Durante décadas os experimentos acadêmicos e as práticas profissionais, dessa ampla área interdisciplinar de atuação vêm suscitando resgates culturais e novas práticas criativas. Desde os projetos realizados pela arquiteta Lina Bo Bardi, que tinham como intuito interpretar a arte popular brasileira até as mutações morfológicas dos objetos criados pelos designers contemporâneos, Irmãos Campanas. 

As primeiras iniciativas de instalação de cursos de design, no Brasil se constituem a partir do processo de desenvolvimento da industrialização brasileira e para a qual várias personalidades como, arquitetos, publicitá- rios, engenheiros, designers de outros países, sociólogos, e autodidatas, artistas plásticos e mestres de ofícios corroboraram para a difusão da cultura do projeto. Segundo Niemeyer (1997) para o incremento da indústria nacional o governo, em âmbito nacional incentivara o ingresso do capital estrangeiro e importação de tecnologia e em contra partida o Estado incitaria o sistema educacional, por meio de centros de pesquisas, qualificando pessoas ao mercado de trabalho. 

As cidades do Rio de Janeiro e São Paulo são as primeiras a abrigar cursos de ensino superior no país, e até hoje concentram o maior número de instituições de ensino de design. 

Na literatura obras que retratam o percurso didático pedagógico de importantes escolas de Design no mundo, como a Bauhaus e a Escola de Ulm, na Alemanha são referencias essenciais a disseminação e avaliação das estruturas e práticas de ensino. Proporcionando um avanço no conhecimento educacional de uma área em permanente evolução, como a do design que aborda o planejamento e desenvolvimento de projetos de objetos artificiais voltados às necessidades dos indivíduos. 

No ensejo de comemorar os 40 anos do Curso de Design da Universidade Presbiteriana Mackenzie aliado ao intuito de registrar parte da história do ensino de design na cidade de São Paulo, o grupo de pesquisa, constituído por docentes e discentes, Design: tecnologia, cultura e sociedade realizou um estudo fomentado pelo MackPesquisa e que teve como escopo registrar a trajetória e memória do Design na Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

A relevância desse trabalho sob o ponto de vista do ensino e da pesquisa, tem o intuito de gerar uma contribuição real à memória da história do design brasileiro e ao ensino do design paulista, com a compilação e composição dos fragmentos da história do Curso desde sua origem no ano de 1970, na constituição de suas diretrizes do didático/ pedagógico; de seu percurso até os dias de hoje; e o resgate de lembranças das diversas personalidades que construíram e constroem essa história.

O contexto histórico do ensino de design no Brasil 

No Brasil, o design conta com aproximadamente 60 anos, de prática no ensino, mas seu conceito e emprego na vida social data do século XIX segundo Rafael Cardoso (2005), em decorrência dos projetos gráficos presentes naquele período, qualificados às suas necessidades; projetos com influências estrangeiras, mas com peculiaridades decorrentes do comportamento cultural nacional. Mas foi na metade do século XX, que surgiram as primeiras escolas de desenho industrial provenientes do desenvolvimento industrial do país unido aos primeiros lampejos sobre a identidade do produto nacional. 

A afirmação de uma “unidade nacional” por meio da valorização de fontes históricas, étnicas e culturais, como relata Niemeyer (1997) era primordial para o crescimento econômico, mas também para a conformação de nossa cultura material. 

A região sudeste do Brasil se estabelece no eixo do surgimento dos primeiros cursos de desenho industrial. Em São Paulo é fundado o Instituto de Arte Contemporânea (IAC) em 1951, considerado por Carvalho (2011) como o primeiro curso de desenho industrial da America Latina. O IAC fazia parte do MASP (Museu de Arte de São Paulo), e foi dirigido pela arquiteta Lina Bo Bardi junto ao Giancarlo Pallanti (Couto, 2008). A permanência do IAC no cenário nacional foi de apenas três anos, mas nomes importantes se consagraram no panorama brasileiro, como os designers gráficos Alexandre Wollner, Emilie Chamie e Ludovico Martino. Pietro Maria Bardi como diretor do MASP, “achava um absurdo que na maior cidade industrial da America Latina não existisse preocupação alguma com a forma do produto industrializado” (apud Wollner, 2003), e escreveu num informe do museu o objetivo do IAC:

O Instituto não pretende ser apenas uma escola de iniciação artesanal e artística, mas um centro de atividades para estudo e divulgação dos princípios das artes plásticas, visando formar jovens que se dediquem à arte industrial e se mostrem capazes de desenhar objetos de formas racionais correspondentes ao progresso: aclarar a função social do desenho industrial, resultando na responsabilidade do projetista no campo da arte aplicada. (Bardi apud Wollner, 2003, p. 49)

Em 1962, disciplinas específicas de Desenho Industrial e Comunicação Visual foram introduzidas na grade do Curso de Arquitetura da FAU-USP, e segundo Geraldina Witter (apud Carvalho, 2011), esta instituição passa a ser considerada como uma das primeiras instituições de ensino de design, constando no levantamento de estudos sobre este campo acadêmico elaborado para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O arquiteto João Batista Vilanova Artigas, foi o incentivador da introdução do pensamento de design no Curso de Arquitetura da USP, decorrente de uma visão globalizante da arquitetura, e segundo Nyemeyer (1997) um comportamento exclusivo da FAU-USP, inexistente nas outras escolas de arquitetura do país. 

O reconhecimento da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) no Rio de Janeiro como a primeira escola de design no Brasil fundada em 1963, deve-se ao fato de ser a primeira escola a contemplar o 1º Currículo Mínimo para cursos de bacharelado em desenho industrial no país. Inicialmente, a ESDI tinha a influencia do ensino da Escola de Ulm na Alemanha na sua estrutura curricular, já que entre os seus fundadores, há a presença de ex-alunos de Ulm como: Alexandre Wollner, Décio Pignatari e Karl Heinz Bergmiller. Além do mais, como relata Couto (2008),

As idas e vindas de docentes da Hochschule für Gestaltung –HfG–, como Max Bill e Tomás Maldonado, ao Rio de Janeiro determinaram a influência da pedagogia e da metodologia do ensino de design alemão sobre o modelo acadêmico adotado para a ESDI... (Couto, 2008, p. 20)

Em 1964, a Fundação Mineira de Arte Aleijadinho (FUMA) em Minas Gerais, recebe a autorização para criar um curso superior de desenho industrial (Carvalho, 2011). Com uma história intimamente ligada ao desenvolvimento do Design no país, a Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais foi criada em 1955 com o nome de Escola de Artes Plásticas, subordinada à já existente Escola de Música da U.M.A. (Universidade Mineira de Arte - Fundação Educacional). Por sua vez, a U.M.A. foi inaugurada em 1954 como resultado da associação de outras três instituições: Sociedade Coral, Cultura Artística e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Em 1956, a Escola de artes Plásticas instala um curso preparatório, realiza seu primeiro vestibular e entra em pleno funcionamento no ano de 1957 com sua primeira turma de alunos. 

Na oportunidade do surto desenvolvimentista dos anos 60, o percurso do design volta ao contexto da cidade de São Paulo. A Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em 1967 cria a Faculdade de Artes Plásticas e em 1969 inicia o Curso de Bacharelado em Desenho Industrial com as habilitações de desenho industrial ou comunicação visual. Em 1971, integrasse a este cenário histórico, o Curso de Desenho Industrial, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. É importante ressaltar, que alguns professores que fizeram parte das escolas listadas anteriormente foram personalidades presentes e atuantes na concepção do Curso da Mackenzie; como relatado por Wollner (2011), convidado a organizar o Curso de Desenho Industrial no início dos anos 1970 pelo então professor e responsável Laslo Zinner; a estrutura inicial do Curso dialogava com a da ESDI e, assim como esta, defendia os princípios racionalistas das escolas de Ulm e da Bauhaus. 

A criação da ABDI - Associação Brasileira de Desenhistas Industriais em 1963 representou também um marco importante para o ensino do design paulistano; fomentando junto a comunidade a reflexão sobre a necessidade de um ensino estruturado de design em São Paulo. 

No decorrer dos anos setenta, o número de escolas relacionadas à área do design ampliasse, a região sudeste, do país, concentra o maior número de cursos assim como, representa o polo do desenvolvimento industrial nacional. Várias empresas de design são criadas e estabelecidas, na região. Em 1979, decorrente de um convenio entre o Governo do Estado de São Paulo e a FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, é instituído o NDI - Núcleo de Desenho Industrial que tinha como objetivo conscientizar os empresários sobre a verdadeira importância do design. 

Na década de 1980, o ensino do design se expandiu nacionalmente não só em termos de escolas e cursos novos que surgiram, mas também por importantes incentivos como o Laboratório Brasileiro de Design LBDI, criado em março de 1984 através de um Protocolo de Cooperação firmado entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq, a Financiadora de Estudos e Projetos FINEP, a Universidade Federal do Estado de Santa Catarina - UFSC, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC e o Governo do Estado de Santa Catarina, com as suas secretarias de Estado e Administração e Indústria e Comércio. 

Outro dado importante, foi a criação do Prêmio do Museu da Casa Brasileira em 1986 na cidade de São Paulo, premiação considerada hoje a mais antiga e tradicional na categoria, direcionada à profissionais e estudantes, congrega tanto a promoção de produtos de uso e trabalhos teóricos. Além disso, em 1989, é fundada a Associação de Design Gráfico - ADG, com as exposições bienais vem divulgando a produção do design gráfico de São Paulo, com uma grande atuação no mercado nas décadas de 1990 e 2000, através das palestras e publicação de livros no cenário do design gráfico brasileiro.

Durante esse período os cursos de design amadureceram e consagraram-se com a característica de preparar profissionais atuantes no mercado, evidenciado por ocasião do primeiro Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento no Design - P&D realizado em São Paulo no ano de 1994, no qual, boa parte dos participantes que apresentaram artigos científicos eram de outras cidades do Brasil. 

Metodologia 

O presente paper é um produto derivado da pesquisa elaborada durante o ano de 2011 e que teve como objetivo retratar a trajetória do Curso de Design Mackenzie nos seus 40 anos de existência e sua influência no ensino paulistano de design. Fundamentado nos preceitos da pesquisa qualitativa, foi necessário o emprego das técnicas de pesquisa documental (Lüdke & André, 1986) amplamente utilizada em estudos da área de ciências sociais e humanas; a técnica de história oral - entrevistas. (Thompson, 1992) 

A técnica de pesquisa documental implicou no procedimento de coleta e análise de documentos oficiais como Atas do Conselho Acadêmico; Documentas; Histórico Escolar; Publicação no Diário Oficial, entre outros; esses documentos são fontes de informações fundamentais que propiciaram a reconstrução da trajetória do Curso de Design. 

Aliado á pesquisa documental foi aplicada a técnica de entrevistas com personalidades que fizeram e fazem parte dessa história. Na realização das entrevistas adotou-se uma metodologia próxima dos caminhos e questões desenvolvidas pela história oral. As entrevistas, tratadas como fontes documentais, demandam determinados procedimentos que possibilitem sua comparação e cruzamento de fatos, datas e dados com os dos demais documentos coletados. Buscar a consistência dos fatos relatados e a confirmação em outras fontes é um dos procedimentos fundamentais no trabalho com quaisquer fontes orais ou não. Para isso, elencaram-se temas e focos essenciais da pesquisa que se converteram em questões orientadoras das entrevistas. Esse procedimento assemelha-se à estrutura de entrevista fechada, mas nesta pesquisa, esta foi mesclada com a estrutura de entrevista aberta, em que o entrevistado discorre livremente sobre determinado tema. 

Assim, as entrevistas incorporaram os caminhos e desvãos suscitados pela experiência, com as questões orientadoras abrindo espaço a modulações, novas questões e desenvolvimentos particulares de um determinado tema, em função das vivências e percepções específicas de cada entrevistado. O estudo também incorpora as reflexões da história oral sobre a especificidade e os procedimentos de análise dos depoimentos orais. Dois pontos sensíveis nessa análise são o viés social e os processos da memória (Thompson, 1992). Em comparação com fontes supostamente objetivas como relatórios, estatísticas, jornais, o depoimento oral pode revelar de maneira mais explícita o que é inerente a quaisquer documentos: o fato de que todo sujeito histórico fala de um determinado lugar social, ou seja, qualquer fala possui uma intencionalidade, um viés, é construída por alguém que fala de um determinado lugar social. Em um processo de análise de documentos esse lugar social precisa ser percebido pelo pesquisador, pois dimensiona e localiza a fala. Um segundo ponto sensível no trabalho com depoimentos orais são os processos da memória. A memória funde personagens pertencentes a espaços e tempos outros condensam dois eventos que ocorreram separados, desloca contextos, atribuindo a um evento a data de outro, opera distorções e supressões. O conhecimento desses processos é fundamental na construção de conhecimento a partir de documentos orais e ilumina uma, outra questão, por vezes pouco considerada. 

Como diz Alessandro Portelli (1993), a importância do testemunho oral pode estar, muitas vezes, não em seu apego aos fatos, mas antes em sua divergência com eles, ali onde a imaginação e o simbolismo desejam penetrar. Para Thompson (1992, p. 179), o documento oral possibilita vivenciar a “complexidade com que a realidade e o mito, o ‘objetivo’ e o ‘subjetivo’, se mesclam inextricavelmente em todas as percepções que o ser humano tem do mundo, individual e coletivamente”. Posteriormente foi traçado um paralelo com a estrutura do curso e as mudanças observadas na primeira documenta- ção levantada junto à secretária geral da Universidade. O número de entrevistados foi de 37 personalidades, entre docentes, ex- docentes, ex- discentes. As entrevistas foram divididas por períodos, cargos e função ao longo do curso, isso exigiu roteiros de perguntas adequadas aos encargos de cada entrevistado e as informações pertinentes ao contexto. A realização das entrevistas aconteceu pela disponibilidade dos entrevistados nos meses de Abril à Junho de 2011. 

A partir das 37 entrevistas compiladas integralmente, foi necessário traçar uma estrutura para a organização das informações obtidas destacando especificamente o que é significativo ao objeto de estudo. O material foi alinhado por décadas para uma melhor compreensão da trajetória do curso e de cada momento. Resultante da intersecção de informações obtidas pelos tipos de elementos (depoimentos; documentos oficiais) levantados e analisados, a linha do tempo abaixo mostra os acontecimentos importantes no Curso de Desenho Industrial e em seguida, uma síntese da memória de cada década do Curso de Design Mackenzie nesses 40 anos de existência.

Os 40 anos do Curso de Design Mackenzie 

A Universidade Mackenzie foi reconhecida pelo Presidente Getúlio Vargas através do Decreto 30.511 em 07 de fevereiro de 1952, nesse período, contava com quatro faculdades: Engenharia, Ciências Econômicas e Filosofia, Ciências e Letras e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e com cerca de 1.155 alunos. Em 1970, precisamente no dia 23 de Setembro foram aprovados três novos cursos vinculados à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, os cursos de Desenho Industrial, Comunicação Visual, Desenho e Plástica. A primeira turma discente teve inicio em 1972 com um currículo distribuído em três anos, do qual o primeiro ano era de formação básica e que atendia conjuntamente as três modalidades do curso. 

O curso de Desenho Industrial do Mackenzie tem importância no cenário histórico do design no Brasil por estar entre os primeiros cursos criados no Estado de São Paulo. Perdurando sem interrupção, vem acompanhando a evolução da discussão do design mundial com a participação do corpo docente de áreas afins ao design, o que possibilita à visão multidisciplinar, necessária a cultura de projeto. 

O resgate da construção da memória do Curso de Design da UPM, com base em documentos oficiais da Universidade possibilitou no detalhamento das quatro décadas de sua existência que resultou na compilação de três fases distintas: 

A primeira fase de 1971 a 1978, refere-se a implantação do Curso na Faculdade de Arquitetura, subdividido em Desenho Industrial, Comunicação Visual e Desenho e Plástica com sua própria estrutura de coordenação para os três cursos, paralelo ao curso de Arquitetura e Urbanismo. Com duração de três anos, os cursos eram ministrados em dois turnos, período vespertino e noturno. A primeira grade curricular compreende os anos de 1971 a 1989, os três cursos computavam um total de 2.760 horas aulas, equivalente a 184 créditos. 

A segunda fase de 1978 a 2005, compreende a migração dos Cursos para a recém-criada Faculdade de Comunicação e Artes na qual o Curso de Desenho Industrial, Comunicação Visual (reconhecidos pelo Decreto Federal n 78.852 de 29.11.1976) e Desenho e Plástica (alterado para Educação Artística reconhecido pelo Decreto Federal nº 83.371 de 16.04.1979) passam a ser vinculados. Nesse momento os cursos são oferecidos no período vespertino com três anos de duração até 1990. A partir dos anos 90 é consolidado o Curso de Desenho Industrial com a subdivisão em habilitações: Projeto de Produto e Programação Visual e duração de quatro anos. A segunda grade curricular que compreende os anos de 1989-1999, o curso contava com um total de 3.570 horas aulas, equivalente a 237 créditos. No ano 2000, há uma alteração na carga horária total do curso e algumas disciplinas são incorporadas, nas sequencias horizontais e verticais. Essas modificações configuraram o desenho de uma terceira grade curricular que perdurou até 2008, com 3.420 horas aulas e equivalente a 228 créditos. 

A terceira fase do Curso tem início em 2005 e perdura até hoje, marcada pelo retorno do Curso de Desenho Industrial à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; justificada pela instituição como uma adequação a natureza das áreas do conhecimento; o Curso mantém seu tempo de duração em quatro anos e é ministrado no período noturno. Em 2009 foi implantado a quarta grade curricular, na qual a denominação do Curso de Desenho Industrial passa a ser Curso de Design com as habilitações de Projeto do Produto e Programação Visual, de acordo com a determinação das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para Bacharelados em Design publicada no Diário Oficial da União em 08 de março de 2004, Portaria no 852/87, que permeia a nova estrutura curricular em vigor. A carga horária do Curso passa a ser computada como hora relógio e não mais hora aula; 2.652 horas relógio, equivalente a 208 créditos. Atualmente o Curso conta com aproximadamente 912 alunos, e 56 docentes.

Estrutura Administrativa das 3 fases do Curso de Design Mackenzie

[1º FASE] Estrutura do Curso de Desenho Industrial

Anos 70 - Estrutura Coordenação dos Cursos FAU

1º Fase dos Cursos: Desenho Industrial; Comunicação

Visual; Desenho e Plástica Mackenzie [FAU]

Período de 1971 -1977

Coord. Curso Comunicação Visual: Prof. Laslo Zinner

Coord. Curso Desenho Industrial: Prof. Roberto Frade

Monte

Coord. Desenho e Plástica: Profa. Sônia Maria Paula e

Silva de Lima

[2º FASE] Estrutura do Curso de Desenho Industrial

1. Anos 80 - Estrutura Coordenação dos Cursos FCA

•Departamento de Artes e Técnicas Industriais

Período de 1988-1990

Chefe de Departamento: Prof. Antonio Laffratta

•Departamento de Ciências Gráficas,

Período 1986-1988

Chefe de Departamento: Profa. Sylvia Sans Magno

•Departamento de Ciências Gráficas

Período 1988-1990

Chefe de Departamento: Prof. Celso A. Monteiro

2. Anos 90 - Estrutura Coordenação dos Cursos FCA

•Depto. de Artes e Técnicas Industriais

Período 1991

Chefe de Departamento - Profa. Dra. Marcia Holland

Período 1991-1993

Chefe de Departamento - Profa. Dra. Eliana Z. Lindenberg

Período 1994-1998

Chefe de Departamento - Profa. Dra. Luise Weiss

Período 1999-2001

Chefe de Departamento - Profa. Dra. Eliana Z. Lindenberg

•Departamento de Ciências Gráficas,

Período 1990-1992

Chefe de Departamento - Prof. Celso A. Monteiro

Período 1999-2001

Chefe de Departamento - Prof. Dr. Luiz Geraldo F. Martins

3. 2000-2005 - Estrutura Departamental Curso Desenho

Industrial FCA

•Depto. de Artes e Técnicas Industriais

Período 2002-2004

Chefe de Departamento - Prof. Eugenio Ruiz

•Departamento de Ciências Gráficas,

Período 2002-2004

Chefe de Departamento - Profa. Dra. Denise Dantas

Período 2004

Chefe de Departamento - Profa. Dra. Nara Silvia M.

Martins

Coordenação de Curso

Período 2005

Coordenador de Curso - Profa. Dra. Nara Silvia M. Martins

[3º FASE] Estrutura do Curso de Design

2005 até 2011 - Estrutura Curso Design FAU

Coordenação de Curso

Período 2005 2010

Coordenador de Curso - Profa. Dra. Nara Silvia M. Martins

Período 2005 2010