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O Hijab e a mulher muçulmana: uma relação de liberdade, moda e religião

Muñoz Gushikem, Giulia ; Pereira de Andrade, Ana Beatriz

Actas de Diseño nº 28

Actas de Diseño nº 28

ISSN: 1850-2032

XIV Encuentro Latinoamericano de Diseño “Diseño en Palermo” X Congreso Latinoamericano de Enseñanza del Diseño Comunicaciones Académicas

Julio 2019. Año 14. Nº28. Buenos Aires, Argentina | 260 páginas

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Resumo: A pesquisa “O Hijab e a Mulher Muçulmana: uma relação de liberdade, moda e religião” tem como um dos objetivos compreender o uso do véu pelas mulheres muçulmanas, e a partir daí desenvolver uma linha de hijab para a comunidade islâmica jovem. Ainda em fase inicial, a proposta foi agraciada com Bolsa PIBIT/CNPq - Iniciação Científica / Tecnológica com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnologia - CNPq.

Pretende-se investigar as relações entre a religiosidade e o uso do hijab, demonstrando as múltiplas possibilidades de relacionamento da mulher muçulmana com este tipo de véu. Parte-se do princípio de que o entendimento da cultura do outro é também questão ética que contribui para aprimoramento de resultados e conclusões. A pesquisa tem caráter teórico-prática, com aplicação e usabilidade reais.

Palavras chave: Design de Moda - Gênero - Religiosidade - Cultura - Tecnologia.

[Resumos em espanhol e inglês e currículo em p. 111]

1. Introdução O islamismo é uma religião baseada nos ensinamentos do profeta Muhammad, escritos no Alcorão após sua morte, por volta de 600 D.C., e desde então conquistou milhares de fiéis por todo o mundo Tornou-se a segunda religião com maior número de fiéis no mundo e a que mais cresce.

A religião islâmica tem grande força no Oriente Médio, Norte Africano, países subsaarianos e Ásia, destacando-se a Indonésia, país com maior quantidade de muçulmanos não árabes do mundo, e encontra-se em escalas menores em várias outras partes do mundo, inclusive o Brasil, que teve consideráveis ondas de imigração árabe. No Brasil existem cerca de 1,5 milhão de muçulmanos.

Decorrente dos conflitos sócio-culturais, políticos, econômicos, territoriais e outros interesses dos países muçulmanos entre si, e somando-o ao conflito com o mundo Ocidental, as divergências e distorções do que é o islamismo e os fatores derivados dele são imensas.

No meio destes paradigmas entrelaçados, o posicionamento da mulher na sociedade islâmica gera infinitas discussões na mídia global responsável por reforçar estereótipos criados a partir de um argumento sensacionalista e generalizador. O resultado é o de um falseamento da identidade às mulheres muçulmanas.

Por meio dessa pesquisa busca-se compreender de forma mais profunda essa mulher, sua identidade e o seu modo de se vestir. A partir de peças como o hijab, niqab, burqa e suas variações pretende-se associar as questões com o Design, a Moda (incluindo Tecnologia no que tange à questões de produção) e a Ciência (considerada a religião).

2. Entendendo um pouco do islamismo A religião islâmica mostra-se muito complexa e exige muito estudo para ser compreendida, e explicá-la em um breve trecho não a descreveria e a definiria de maneira completa. No entanto, faz-se necessário entende-la um pouco mais para a compreensão da religião das mulheres abordadas na pesquisa, e os motivos religiosos para elas vestirem-se com roupas islâmicas.

Na religião islâmica existem 5 pilares fundamentais para os muçulmanos: fazer a shahada (acreditar em Deus e no mensageiro Muhammad, nos profetas e nas escrituras sagradas); orar cinco vezes ao dia, o salah; doar 2,5% dos bens anuais, zakat; jejuar no mês sagrado do Ramadan e ir à Meca, se tiver condições financeiras.

No islã, acredita-se no Paraíso e no Inferno. No Paraíso entram os bons credores, os que tentam ao máximo seguir a vida de acordo com o livro sagrado, e lhes é prometido a vida eterna, perdão sobre todos os pecados cometidos em vida e a realização de todos os desejos. Até mesmo a libido sexual é liberta. Ao contrário do que se pensa, no islamismo a relação com o corpo é muito importante.

Higiene pessoal, como lavar-se antes das orações, lavar-se após urinar ou defecar, ou até mesmo a circuncisão são partes de uma conduta para manter o corpo sempre limpo e purificado. Essa relação entre corpo e o islã é descrita no livro de Francirosy Campos, no qual é citada a obra A sexualidade no Islã, de autoria de Abdelwahab Bouhdiba, professor da Universidade de Túnis. Nesta é retratada a diferença entre o islamismo e o cristianismo em relação ao corpo, e o modo de como a relação entre corpo, mente e sagrado são importantes no Islã. Cada parte não é desvinculada da outra, pois a relação entre os elementos é o que traz o aspecto da humanidade para o ser.

Para os muçulmanos, Deus é misericordioso, e cabe somente a Ele julgar todos os pecados feitos durante a vida, e a Ele, perdoá-los. Ele decide quem pagará pelos pecados ou quem será perdoado e irá ao Paraíso no Dia do Juízo Final. No trecho do verso 256, Sourate al Baqarah, é observado que cada um nasce com livre arbítrio, e cabe a cada pessoa tomar as decisões na vida. Aos muçulmanos é recomendado tentar mostrar a verdade de Deus, sem obrigar ninguém, pois, segundo o Alcorão, Deus quem julgará os incrédulos no Dia do Juízo.

“(256) Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro. Quem renegar o sedutor e crer em Deus, ter-se-á apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, porque Deus é Oniouvinte, Sapientíssimo”.

3. Religiosidade e feminismo: discussões acerca do véu Para ampliar o entendimento acerca das questões propostas, faz-se necessário um estudo das origens dos valores aos quais essas mulheres se submetem e os modos de vida.

Segundo Francirosy Campos, em Olhares Femininos sobre o Islã, o uso do véu feminino significa, além do comprometimento com a religiosidade, um símbolo de status.

No Brasil, as muçulmanas imigrantes usam o véu como uma reafirmação de suas escolhas, um modo de afirmar identidade na cultura receptora, e também de manter as tradições de origem.

No estudo Ritual, etnicidade e identidade religiosa , de Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto (professor da Universidade Federal Fluminense), apresenta-se experiência desenvolvida nas comunidades islâmicas brasileiras no Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Como resultados, o pesquisador demonstra diferenças entre as comunidades.

E, também as semelhanças, no sentido dos princípios da manutenção das tradições islâmicas em um país de maioria católica com costumes contrastantemente diferentes.

O trecho abaixo foi retirado do Alcorão, do capítulo “Annour”, que significa “A Luz”. Descreve a importância do uso da vestimenta, embora não considerada obrigatória na prática da religião: (30) Dize aos fiéis que recatem os seus olhares e conservem seus pudores, porque isso é mais benéfico para eles; Deus está bem inteirado de tudo quanto fazem. (31) Dize às fiéis que recatem os seus olhares, conservem os seus pudores e não mostrem os seus atrativos, além dos que (normalmente) aparecem; que cubram o colo com seus véus e não mostrem os seus atrativos, a não ser aos seus esposos, seus pais, seus sogros, seus filhos, seus enteados, seus irmãos, seus sobrinhos, às mulheres suas servas, seus criados isentas das necessidades sexuais, ou às crianças que não discernem a nudez das mulheres (...) A mulher muçulmana usa o acessório porque se sente respeitada e seguindo as palavras do livro sagrado de sua religião. Isso não as denigre ou as diminui diante a sociedade. A filosofia do uso do véu é manter-se livre dos olhares alheios, humilde e discreta. O Islã valoriza o intelecto, e cobrir-se é um meio de destacar o rosto, valorizando as atividades mentais, as orações, e as reflexões.

Para uma mulher que usa o véu, ser independente, contrariando a cultura ocidental sobre a definição de “liberdade feminina”, não é necessário mostrar as partes do corpo, pode-se ser elegante sem a necessidade de vestir roupas justas e curtas. Cobrir o corpo, para elas, as colocam em condição igualitária em relação aos homens, pois o vestuário masculino mostra-se em geral, muito menos as partes do corpo do que o vestuário feminino, como por exemplo o terno, deixando em vista apenas as mãos e a cabeça do homem.

A nudez é um dos meios que os movimentos feministas ocidentais encontraram para protestar contra as posições não igualitárias perante os sexos na sociedade. Liberdade não é apenas fazer o que se quer fazer. Há divergências entre os conceitos de liberdade e libertinagem. Liberdade é poder escolher algo e mesmo assim decidir não o fazer. Usar a vestimenta islâmica representa basicamente que: para ser livre não é necessário estar diretamente relacionada ao uso de roupas que confiram sensualidade ao corpo. Desde que a relação entre nudez e liberdade tornou-se associada e frequente, o movimento feminista, sob olhares esteriotipados, é ligado a ideia de uma organização repleta de mulheres revoltadas, nuas e pintadas nas ruas exigindo mais igualdade e menos machismo.

Porém esse modo de pensar “feminismo” é repensado pelas muçulmanas. Recentemente, uma mulher muçulmana, grávida, foi agredida na Suécia por usar o hijab. A agressão teve grande repercussão no país e causou muita indignação por parte dos suecos. Muitas mulheres e até homens postaram nas redes sociais, fotos nas quais usam o hijab, com os hashtags#HijabUppropet que significa Hijab Protesto, com dizeres a favor da diversidade religiosa e cultural no país. Um dos dizeres foi “Julgue pelo o que penso não pelo o que uso na cabeça”. Contratantemente, Amina, uma moça tunisiana, foi ameaçada de morte por líderes religiosos extremistas de seu país por ter tentado abrir uma representação do Femen na Tunísia, postando fotos nuas com dizeres: ¨Meu corpo pertence a mim e não a honra de outra pessoa”. Estes dois casos tem fatores em comum: o fato de serem mulheres e ambas serem vítimas de violência por motivos religiosos. E também o fato dos dois casos demonstrarem o fato de que o verdadeiro Islã é distorcido incitando ao ódio tanto pelo agressor da muçulmana na Suécia, quanto pela tunisiana agredida por religiosos de caráter perverso, manipulando discursos religiosos para justificar suas ações de violência.

O Islã, segundo as mulheres muçulmanas, é feminista e defende os direitos da mulher. Por meio destes elas criam, direcionadas pela religião, meios para abordar e defender os direitos das mulheres, como o Muslimat al-Nisa, grupo criado em Nova York para abrigar mulheres muçulmanas, ou até criar espaços para discussões teológicas com imans (pessoas que estudam conhecimentos teológicos islâmicos) mulheres. Nesse contexto, existe também a tentativa de resgatar os papéis históricos das mulheres muçulmanas no Islã, através de estudos do Alcorão, e questionar certos fatores culturais que são fundidos com o islamismo.

E, gradualmente, conseguir direitos em locais nos quais a hierarquia é muito presente, como no Afeganistão, utilizando-se do Alcorão para mudar essas tradições fundamentalistas enraizadas em algumas sociedades islâmicas, buscando igualdade perante aos homens.

Após várias restrições do uso do véu na França, Alemanha, Azerbaijão, Kosovo, e as restrições parciais em países como Argélia, Tunísia, Marrocos (ex colônias francesas), Turquia entre outros, deu-se início ao debate sobre a proibição do véu. Ideia muito defendida pelo movimento feminista Femen, que acredita que o hijab seja um símbolo de opressão e secularismo, na tentativa de “libertar” as mulheres de seus véus.

As mulheres muçulmanas defendem a idéia de que o Islã defende a igualdade entre homem e mulher, e resguarda os direitos delas. Esse trecho foi retirado de uma tradução de uma matéria do jornal online Al Jazeera: (…) uma definição concisa do feminismo islâmico é colhida dos escritos e do trabalho de protagonistas muçulmanas por meio de discursos e práticas feministas, que extraem sua interpretação e missão do Corão, buscando direitos e justiça dentro do contexto de igualdade de gênero para mulheres e homens na totalidade de sua existência. O feminismo islâmico explica a ideia de igualdade de gênero como algo que faz parte da noção corânica de igualdade de todos os insan (seres humanos) e reclama a implementação da igualdade de gênero no Estado, nas instituições civis, no cotidiano. Ele rejeita a dicotomia público/privado (a propósito ausente na jurisprudência islâmica dos primórdios, ou fiqh) conceituando uma holística na qual os ideais do Corão operam em todos os espaços.

O denominado “feminismo islâmico” não é um movimento que surgiu de culturas islâmicas, mas um modo das mulheres muçulmanas posicionarem-se em relação ao apelo midiático ocidental no qual são submissas à uma cultura secular e atrasada. Trata-se de uma demonstração de que a religião islâmica verdadeira e pura nos textos sagrados islâmicos respeita a mulher. O movimento pode impactar não apenas as sociedades islâmicas, mas redirecionar a posição de outras sociedades em relação às comunidades muçulmanas em outros países.

4. O Design de Moda dos véus e do Hijab É importante ressaltar que existem muitas diferenças religiosas dentro do próprio islã, assim como existem diferenças religiosas no catolicismo. E essas diferenças se refletem em vários aspectos da sociedade, inclusive na forma que as pessoas se vestem.

A burqa é a peça mais tradicional islâmica, mais comumente usada pelas mulheres das tribos pashtuns no Afeganistão e regiões arredores, nas quais o islã xiita é de maioria populacional. Cobre o rosto, os olhos, e todo o corpo da mulher. É pouco usada e envolve muitos debates políticos, sociais e religiosos aos quais não serão aprofundados nessa pesquisa.

O niqab é uma peça que cobre o rosto da mulher com uma abertura para os olhos, e é geralmente usado em países da Península Arábica, Egito e Marrocos.

O chador é uma vestimenta que cobre o corpo da mulher mas deixa o rosto descoberto, e é mais usado no Irã. O hijab é um tecido que envolve a cabeça da mulher cobrindo o seu rosto, cabelos e colo. Na Arábia Saudita e no Irã onde a sharia (legislação fundamentada em princípios islâmicos) é aplicada, o uso do véu é obrigatório em espaços públicos (bancos, supermercados, praças, escolas, etc), o que não ocorre nos outros países árabes, nos quais muitas mulheres usam as roupas porque têm a liberdade de escolha.

O hijab é uma peça básica de tecido que cobre a cabeça, o pescoço e parte do colo da mulher. É usada por cima de uma faixa para hijab, uma espécie de touca para que o véu seja colocado por cima dessa faixa. Combinado de várias maneiras: com calças jeans, saias longas e cintos, ou vestidos longos, e possui diversas maneiras de ser vestido, além de diversas cores e estampas, tema a ser mais aprofundado na pesquisa. O hijab é usado também com a abaya, um vestido tradicional mais largo e com mangas, muito usado nos Emirados Árabes e na Arábia Saudita e possui diversas formas e maneiras de ser vestido.

Além do modo mais conhecido de ser usado, o clássico véu simples de algodão, chiffon ou outros materiais, entornando o rosto que cobre toda a cabeça para a colocação do hijab. Existem as sobreposições de tecidos, utilizando a própria estrutura e modelagem do tecido para dar charme aos looks, formando flores que estilizam o modo de usar-se o véu. Usar a faixa do hijab e fazer bandanas, ou usar uma faixa de chiffon dobrada para criar um tipo de laço em torno da cabeça, ou utilizar o hijab em forma de turbante, enfim, são inúmeros os jeitos que as moças hijabistas gostam de ousar, utilizando das estampas, estruturas e qualidades dos tecidos para valorizar alternativas fashion da peça.

5. Tecidos A maioria dos tecidos usados na confecção de hijab são: seda, algodão, lã, caxemira, pashmina, jacquard, cetim e chiffon. Os tecidos usados nas fábricas de roupas islâmicas são oriundos geralmente do Egito, Índia e Indonésia.

A estrutura, a textura, as fibras, a leveza dos tecidos variam e produzem efeitos diferentes na produção das roupas islâmicas.

Roupas de algodão e tecidos mais encorpados são mais usados para ocasiões do dia-a-dia ou em modelos de cortes mais simples, porque são também tecidos mais pesados e mais quentes. Para ocasiões mais especiais, como casamentos e festas, as mulheres usam tecidos mais finos e delicados como seda, cetim e chiffon. Claramente essas configurações alternam-se peças de algodão mais finas que também são muito usadas no verão. No evento de moda Jakarta Fashion Week 2013, o algodão estampado foi muito usado para as coleções de verão, assim como o jacquard para as coleções com estampas tribais, porque permite a tecelagem formando estampas.

No livro Tecidos - História , Tramas , Tipos e Usos, Dinah Pezzolo faz um estudo dos tecidos, tanto historicamente quanto qualitativamente dos tipos de tecidos mais usados no mercado mundial.

Interessante observar uma breve explicação histórica dos principais tecidos usados na moda islâmica, e o contato dessas rotas de comércio com a cultura árabe nas quais foi inseridas e difundidas.

5.1. Sobre o algodão De origem indiana, foi introduzido no Egito decorrente da circulação de mercadorias no Império Romano, e sua produção era controlada pelos imperadores romanos, até a Conquista Árabe, no século VII. O algodão egípcio possui alta qualidade e é considerado o melhor algodão do mundo, colhido manualmente, e isso faz com que a qualidade do algodão seja alta deste modo a fibra não é amassada.. As suas variações mais conhecidas são os do tipo karnak, branco, e mako, amarelado. Vale ressaltar que a Indonésia destaca-se na importação mundial de algodão, sendo ultrapassada apenas por China e Turquia.

5.2. Sobre a seda De origem chinesa, usada aproximadamente desde o ano 4.000 a.C., a seda chegou ao Ocidente por Constantinopla (atual Istambul), por frotas marítimas e de mercadores.

Mais tarde, na dinastia Han (por volta de 200a.C. a 220d.C.) a China aprofundou suas relações com o Ocidente por questões políticas, e consequentemente, rotas de comércio foram criadas, as chamadas Rotas da Seda.

Por volta de 300 A.C. os egípcios tiveram contato com a seda e desenvolveram técnicas, Alexandria se tornou um dos mais importantes polos de produção de seda na época e hoje a seda é um dos principais produtos da indústria têxtil egípcia.

5.3. Sobre o chiffon Tecido transparente e fino, de seda ou fibras químicas (poliéster ou poliamida), com fios com grande torção e resistência.

5.4. O jacquard Trata-se de método de tecelagem que permite a criação de desenhos com os fios, inventado por Josephj-Marie Jacquard no século XVIII.

6. O Jakarta Fashion Week O evento de moda Jakarta Fashion Week ocorre duas vezes ao ano. É realizado na Indonésia, desde 2008, com a participação de 45 estilistas. Tornou-se um dos maiores eventos de moda do sudeste asiático, e é patrocinado pela agência de eventos Azura Activation, que desde 1971 estimula a indústria da moda indonésia em editoriais e eventos.

É, notavelmente, muito abrangente, pois apresenta trabalhos de estilistas hindus, muçulmanos (86,1% da população, aproximadamente 200 milhões de pessoas), budistas e também trabalhos mais voltados ao mundo Ocidental. O Design irreverente e rico culturalmente atrai cada vez mais atenção do mundo sobre a produção de moda no país, que a cada ano do evento mostra-se inovador, luxuoso e de alto nível para o mercado da moda.

O desfile no segmento islâmico apresenta trabalhos produzidos por vários designers. Dentre eles, destaca-se: Iva Lativah, Herman Nuary, Lia Afif, Nieta Hidayani, Najua Yanti, dando-se mais destaque às estilistas Dian Pelangi, Hannie Hananto e Ria Miranda.

A moda islâmica indonésia é, comparada ao vestuário das mulheres do Oriente Médio, Norte Africano e países Ocidentais (ressalta-se França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Holanda e Brasil) mais colorida e ousada.

Percebe-se que o Design desenvolvido pelos estilistas indonésios influencia, direta ou indiretamente, a produção dos designers em outros países.

7. Estilistas Na coleção exposta pela hijabista (estilista de moda islâmica que usa o hijab) Lativah Iva, no desfile de 2013, realizado em novembro de 2012, The Cartowiru, que significa Cartografia e Wiru, que significa “plissado”, verifica-se que a maioria das peças expostas eram produzidas em tecidos de cores cinza, azul-marinho e vinho. Formas clássicas e elegantes de hijab, abaya todas largas e de tecidos plissados, em corte reto ou com uma leve silhueta.

Em uma entrevista, ela afirma que o fato de que o mercado de produtos de moda islâmicos serem limitados a influenciaram a se tornar designer. Diz: “Então eu comecei a criar roupas modestas e casuais que estão de acordo com a Sharia”.

Herman Nuary, outro talentoso estilista, apresentou uma coleção colorida, assimétrica e peças em batik (técnica de estampagem em cera quente originária da Índia). Utilizou também seda, cristais Swarovski em grandes peças de algodão e chiffon.

Nieta Hidayani, outra estilista, usou cores quentes como cáqui, fúcsia, azul claro , branco. Em algumas de suas peças mais admiradas, foram usadas lã e musseline (tecido de algodão fino, com baixa contagem de fios) e em outras usou marrom e seda, dando delicadeza, feminilidade e originalidade aos trajes.

O uso de cores foi utilizado também na coleção de Lia Afif, que desenvolveu em um visual com toque étnico, utilizando chiffon, seda tailandesa e pedras preciosas nas abayas de cores predominantemente azul ciano e laranja e pequenos ornamentos nos hijabs, seja um acessório ou a sobreposição de tecidos de diferentes cores.

Najua Yanti, por sua vez, trouxe formas geométricas, listras e cores primárias (azul, amarelo e magenta) sobre peças pretas e cinzas, e expôs também um modelo mais clássico, hijab prendido adornando a cabeça e não rosto, e abaya longa coberta por tecido de chiffon rosa e listras.

Para finalizar, Hannie Hananto foi inspirada pelas tendências européias: o estilo militar. Sua coleção, Toy Soldier, abayas com um Design, diferente, como se fossem uniformes militares, pretos, com ornamentos que lembram os de soldados.

Além disto, nos hijabs, ao invés de ser inserida uma flor, ou uma pedra como acessório, o uso de óculos de aviador, chapéis estilo militar, faixas xadres vermelho e preto em torno da cabeça, passando a ideia de força feminina, liberdade, independencia e autonomia.

A verdadeira mulher muçulmana.

Os Designers que apresentaram seus trabalhos no Jakarta Fashion Week são muitos outros, a citar alguns.

Ida Royani, que trabalhou com elegância e simplicidade seus modelos de hijab, niqab e abaya pretos com cristais.

Jeny Tjanyawati que utilizou estilos arremetendo ao vestuário das muçulmanas nos países africanos subsaarianos.

Nuniek Mawardi e Ria Miranda, que utilizaram tons de rosa e lilás claro, peças delicadas e luxuosas. Cabe também ressaltar neste sentido Noni Zakiah.

Dian Pelangi utilizou-se da moda tribal islâmica, inspirada nas comunidades islâmicas na África Subsaariana. Em seu site, descreve que a coleção Savanna busca transmitir elegância e simplicidade. Utiliza cores quentes e naturais, tais como chocolate marrom, cáqui, magenta, cinza e verde menta, unidos harmonicamente.

Sua coleção foi premiada com destaque no evento de 2010 e seu trabalho ganha notoriedade pela jovialidade das coleções e pelo fato de ser tão nova e demonstrar tanto talento nos eventos dos quais participa.

Nascida Dian Wahyu Utami, seus pais fundaram a empresa Dian Pelangi em 1991. Atualmente, é uma rede de 14 lojas em 13 cidades no país e uma na Malásia, possuindo no total mais de 500 funcionários.

Após se formar na École Superieur des Arts et Techniques de la Mode (Jakarta, 2008), passou a trabalhar na empresa dois pais e é uma das principais responsáveis pelas criações das peças. Participou de múltiplos eventos, além do Jakarta Fashion Week, Islamic Fashion Fair, The International Fair of Muslim World em Paris, dentre outros.

Assim como Dian, a estilista Ria Miranda, aos 28 anos, nascida Indria Miranda, formou-se na ESMOD de Jakarta, e tem ganhado um importante destaque no cenário de moda islâmica no seu país.

As coleções têm cores mais leves, suaves e delicadas, dando mais feminilidade ao look. Possui uma rede com o total de 13 lojas sendo que uma localiza-se na Malásia.

Além disto, comercializa produtos via internet.

Ria Miranda respondeu ao questionário, e fala brevemente sobre as suas coleções.

Cita-se um trecho: Minha marca possui roupas largas, fashion, e a maioria são vestidos, calças e blusas. Coisas básicas no vestuário feminino, nada provocante. A inspiração pode vir do nada, do ambiente ou até mesmo dos sonhos.

Na maioria das vezes eu tento acompanhar as tendências do mundo fashion apenas para enriquecer meu conhecimento e minhas informações. […] Sua coleção de blusas largas e calças harem foram uma das primeiras a terem maior destaque, entretanto a coleção Minang Heritage é uma das minhas assinaturas também. Eu estou muito orgulhosa por poder mostrar os tecidos tradicionais do oeste de Sumatra.

O contato com alguns desses estilistas deu-se principalmente por via internet, com troca de emails. Existe uma grande dificuldade em contatar essas pessoas. Além da dificuldade da língua, pois muitos não falam muito bem inglês, a dúvida da melhor maneira para abordá-los.

Assim, foi criado um questionário e enviada com sucesso de retorno para três estilistas: Itang Yunasz (participante do Jakarta Fashion Week 2013), Ria Miranda e Hanan Mustafa (estilista brasileira de véus).

A dificuldade da língua é um dos maiores impecílios para contatar essas pessoas. Porém, observa-se simpatia e boa vontade por parte dos entrevistados em querer contribuir de alguma forma para a pesquisa.

Ria Miranda foi breve nas respostas do questionário, assim como Itang Yunasz, que foi entrevistado por sua secretária, Hannah Maresfin, que foi a intermediação entre a pesquisadora e o entrevistado.

Talvez por esse motivo, o questionário enviado ao senhor Yunasz foi mais completo, porque sua secretária o entrevistou em indonésio e digitou as respostas em inglês.

Abaixo segue um trecho da resposta do estilista quando questionado sobre a forma que produz as suas coleções: Minha primeira definição de marca Itang Yunasz é mais voltada às tendências do mundo fashion. Mas, segundo o Alcorão, de uma forma mais comportada.

Utilizando-se mais de camadas, cores e tecidos confortáveis, a silhueta é mais comprida, com vários tecidos, pantalona, saia com camadas de tecido transparente, dando mais estabilidade às peças. A segunda marca Kamilaa continua com a mesma elegancia e de modo comportado mas voltada para as texturas indonésias. Essa segunda marca custa entre $10,00 a $20,00 o que não é caro e o tecido é fácil de se usar.

Hannah Maresfin, secretária do Sr. Yunasz respondeu a mesma pergunta, da seguinte forma: Diferentemente de outros designers muçulmanos que adoram o uso de várias camadas de tecido, chiffon ou satin, eu prefiro utilizar algodão na minha coleção assim eu uso apenas uma camada de tecido apenas para o vestido ou a blusa mas cobrindo bem o corpo da mulher. Exceto alguns vestidos eu ainda uso chiffon, cetim e seda. A moda europeia está se tornando minha inspiração, na qual os estilistas criam peças fáceis e confortáveis de se vestir. Como eu amo ciência, eu sempre a uso nas minhas coleções, dando detalhes e cortes únicos nos quais você não encontra em outras coleções de outros estilistas, mas a silhueta eu mantê-lo o mais simples possível. Para o véu eu nunca crio peças com muitas camadas porque dificulta as clientes para tirá-lo e colocá-lo de novo quando elas precisam purificar-se em locais públicos.

Itang Yunasz é um designer de moda islâmica indonésio, e foi um famoso cantor na década de 80, em uma entrevista ao Jakarta Post, diz que vivia indo em festas, uma vida boêmia de um jovem cantor. A vida do estilista mudou quando se casou aos 38 anos com uma moça religiosa e então deu novo rumo a vida, e passou a dedicar-se à moda islâmica. Ele, assim como outros estilistas mais experientes, produzem coleções com cortes mais clássicos, enquanto os estilistas mais novos, como Dian Pelangi e Ria Miranda, utilizam mais cores e modelos diferenciados.

Hannah também relata a diferença entre um bom hijab e o mau hijab.

A vestimenta islâmica não pode marcar o corpo, e muitas mulheres usam com roupas que marcam os quadris(jeans justos). O correto é usar um vestido que cubra até a metade do joelho com uma calça, para que o corpo não fique em evidência, ou usar uma abaya por cima das vestes mais justas. Segundo Hannah, existe um debate entre os próprios estilistas islâmicos sobre o que é e o que não é um bom hijab.

Em relação a vestimenta, existem três tipos de muçulmanas na Indonésia: 1. As que vestem-se normalmente sem usar o hijab; 2. As que começam a vestir-se de acordo com a norma islâmica em aproximadamente, mas ainda estão se adaptando, fogem das regras porque ainda usando calças e camisas apertadas, eu não posso dizer que é o modo islâmico de se vestir, e ao menos elas cobrem o corpo, e 3. As muçulmanas que se vestem de acordo com o islã em aproximadamente 75%-100%. Elas usam o véu cobrindo o colo, as blusas ou vestidos são largas.

Não tem jeito de cobrir 100% o corpo ao menos que você seja muito magra. Porém roupas largas é a melhor maneira para cobrir as curvas do corpo.

No Brasil, existem muitas mulheres que também criam hijab e vendem pela internet ou em lojas. Trata-se de confecções locais e com pouca abrangência.

Existem também jovens que compram os produtos fora e revendem aqui no Brasil. É o caso de Fernanda Khouloud, neta de palestinos que decidiu usar o hijab desde a infância.

As estilistas Falastin Zarruk e Hanan Mustafa demonstram maior conhecimento devido ao fato de terem contato anterior com outras mídias.

Como a confecção ou a revenda desses produtos de moda islâmica são em maioria adquiridos via facebook ou site dos fabricantes, designer e estilistas, e entregues via correspondência, o preço para o envio dependendo dos lugares é elevado.

Esta dificuldade, incentiva de certa forma produções próprias ou até mesmo oportunidades para negócios.

Rebecca Cisne, uma brasileira convertida ao Islã que se voluntariou para contribuir com a pesquisa, optou criar ela mesma as peças.

Rebeca, que mora em Recife, compra os tecidos e costura suas abayas, para economizar dinheiro. Na entrevista realizada via facebook, ela mostra à pesquisadora as fotos de suas roupas, com orgulho, e brinca que está ficando sem tempo para fazer suas roupas.

Rebecca é questionada sobre a obrigatoriedade ou não do hijab no Islã.

Relata: Não há nebulosidades na religião, Giulia. As irmãs que dizem que o uso do lenço não é obrigatória, estão ignorando um mandamento de Deus. Isso não faz delas nem mais, nem menos muçulmanas. A fé islâmica está em afirmar “Ash-shahadu Anna la ilaha illa Allah, wa ash-shahadu ana Mohamadu rasulu wa adbulu Allah” (Atesto que não há divindade além de Allah (Deus) e que Mohammed foi seu servo e mensageiro) e, junto a isso, acreditar nos anjos, nos profetas, nas escrituras, no dia do juízo e no pré-destino. Isso é o te faz ou não muçulmano. Acreditar nisso! Se tu acreditas nisso, és muçulmana.

No cenário brasileiro, Falastin Zarruk, ascendente de palestinos e italianos, usa o véu desde os 15 anos por opção própria, e, desenha coleções de hijab e as vende na internet por via de um blog, o FayZ. Zarruk também produz vídeos sobre como usar o hijab de diferentes maneiras.

Sentia dificuldade em comprar roupas islâmicas na sua cidade, Canoas - Rio Grande do Sul, e percebeu que as mulheres da comunidade que frequentava também enfrentavam isso.

Em entrevista ao G1, no curso de moda que fez na Cisjordânia, disse que decidiu criar uma linha de hijabs, com o objetivo inicialmente científico, até que algumas mulheres estavam interessadas em comprar os véus, e ela viu uma oportunidade para montar um negócio.

E, também em entrevista concedida ao Jornal O Estado de São Paulo, diz a designer: “Se a mulher optou pelo niqab e não foi forçada a isso é porque não se sente diminuída com ele, mas protegida. Já eu uso o hijab porque sou livre”.

Hanan Mustafa, moça de família cristã convertida ao Islã 7 anos atrás cria suas próprias linhas e posta vídeos tutoriais no youtube.

Nascida em Presidente Epitácio, ela mudou-se para Montenegro, Rio Grande do Sul, onde teve contato com a comunidade muçulmana, reverteu-se, e após isso acabou conhecendo o esposo do Sudão. Desde sua conversão usa o hijab, posta novidades no seu blog, e vende os produtos através da página do facebook, Taynim Moda Islâmica. Ao contatá-la pela primeira vez, Hanan mostrou-se amigável e simpática, e também se mostrou aberta para colaborar com a pesquisa.

Ao ser questionada sobre a importância do hijab na vida dela, diz: “O hijab é minha identidade, é a minha vida e meu modo de ser, posso viver sem ele, mas com ele vivo muito melhor!” 8. Objetivos Assim sendo, o objetivo geral será o de verificar, teórica e praticamente, as possibilidades de fortalecimento de identidade, aliado a manutenção da tradição religiosa em torno do hijab.

Define-se a investigação acerca do hijab de forma específica, considerando as suas formas em termos de Design, Confecção (fabricação) e Usabilidade.

Pretende-se analisar aspectos tecnológicos relacionados à confecção dos hijab e científicos relacionados aos significados religiosos e sociais.

A intenção final é a do desenvolvimento de uma linha de hijab direcionadas ao público feminino jovem da comunidade islâmica brasileira.

A pesquisa trará como contribuição registros que ampliem relações entre Design, Moda, Ciência e Tecnologia.

Avaliar a repercussão junto ao público será fundamental para aferir os impactos sociais, culturais e econômicos.

9. Metodologia De acordo com a abordagem proposta, a pesquisa explora perspectivas em Design ressaltando interação com Moda, Ciência e Tecnologia.

O desenvolvimento real da linha de hijab e a avaliação dos impactos serão guias para a validação da pesquisa.

Dessa forma, a metodologia aplicada busca um equilíbrio entre pesquisa bibliográfica (imagética e iconográfica), de campo, prática e posterior análise e reflexão.

• Pesquisa bibliográfica, imagética e iconográfica: visa aprofundar e ampliar as possibilidades de conhecimento nas áreas envolvidas, enfatizando as características exploratórias.

Busca-se conhecer e identificar as características do comportamento da mulher islâmica e estudos sobre o hijab, aprofundando aspectos históricos, culturais, sociais, religiosos e de produção acerca do objeto de estudo.

Também, estão sendo elaborados e aplicados questionários e entrevistas em campo.

• Pesquisa de Campo: é necessária, de acordo com a proposta de interlocução junto da comunidade envolvida, com abordagem qualitativa. Considera-se entrevistas com mulheres muçulmanas sobre seus costumes, preferências, pensamentos a cerca do hijab. Também estão em andamento contatos com fabricantes e designers de hijab.

• Prática: desenho, desenvolvimento e produção da linha de hijabs.

• Análise e reflexão: propiciará a aferição e avaliação dos impactos sociais, culturais e econômicos, bem como a estruturação e registro das contribuições para as áreas envolvidas.

10. Conclusões iniciais Conforme informado anteriormente, a pesquisa está em fase inicial. Porém, acredita-se que o compartilhar em Fórum Acadêmico-Científico específico é fundamental para aprofundamento e continuidade das reflexões.

Até o presente momento, a obtenção de resultados a partir de bibliografia e contatos com pesquisadores e estilistas, tem fortalecido a importância da pesquisa e a pertinência do tema.

Pode-se concluir, ainda de forma preliminar que o hijab, além de uma vestimenta de símbolo religioso e sócio- -cultural, apresenta uma qualidade fashion, e profissionais por trás de um mundo da moda que os Ocidente pouco conhece.

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Sanchez, G. Gaúcha cria grife de véus islâmicos e ensina como usar modelos. Acesso em: 27 de agosto, 2013. Disponível em Resumen: La investigación “El Hijab y la mujer musulmana: una relación de libertad, moda y religión” tiene como uno de sus objetivos comprender el uso del velo por las mujeres musulmanas, y a partir de ahí desarrollar una línea de hijab para la comunidad islâmica joven. Aún en fase inicial, la propuesta fue premiada con una Beca “PIBIT/CNPq - Iniciación Científica / Tecnológica con el apoyo del Consejo Nacional de Desarrollo Científico y Tecnológico – CNPq”.

Se pretende investigar las relaciones entre la religiosidad y el uso del hijab, demostrando las múltiples posibilidades de relacionamiento de la mujer musulmana con este tipo de velo. Se parte del principio de que la comprensión de la cultura del otro es también una cuestión ética que contribuye con la mejora de resultados y conclusiones.

La investigación tiene carácter teórico-práctica, con aplicación y usabilidades reales.

Palabras clave: Diseño de Moda - Género - Religiosidad - Cultura - Tecnología.

Abstract: The research “The Hijab and the Muslim woman: a relationship of freedom, fashion and religion” has as one of its objectives to understand the use of the veil by Muslim women, and from there develop a hijab line for the young Islamic community. Still in the initial phase, the proposal was awarded a “PIBIT / CNPq - Scientific / Technological Initiation with the support of the National Council of Scientific and Technological Development - CNPq”. It seeks to investigate the relationship between religiosity and the use of hijab, demonstrating the multiple possibilities of relationship of the Muslim woman with this type of veil. It is based on the principle that the understanding of the culture of the other is also an ethical question that contributes to the improvement of results and conclusions. The research has a theoretical-practical nature, with real application and usability.

Keywords: Fashion Design - Gender - Religiosity - Culture - Technology.

(*) Giulia Muñoz Gushikem: Designer gráfica - Universidade Estadual Paulista - FAAC/UNESP. Pesquisadora em iniciação científica de tema “O Hijab e a Mulher Muçulmana: uma relação de religião, liberdade e moda” Bolsista CNPq. Participante do Encuentro Latino de la Moda - Universidade de Palermo. Foi monitora da Semana Tipográfica de 2012 - Bauru - SP. Participou do XXVI Congresso de Iniciação Científica da UNESP e das edições do Interdesigners. Vencedora do concurso “Impressão 3D” UNESP2013. Ana Beatriz Pereira de Andrade: Doctora en Psicología Social, Máster en Comunicación y Cultura, Licenciada en Diseño. Maestra en el Departamento de Diseño de la Universidade Estadual Paulista - FAAC/UNESP. Miembro del Grupo de Investigación en Diseño Contemporáneo : sistemas, los objetos y la cultura (CNPq / UNESP ). Miembro del Conselho Editorial de Estudos em Design, Actas de Diseño y de otros comités editoriales y revisión de revistas científicas y congresos en el ámbito del diseño.

Representa FAAC/UNESP en Universidad de Palermo. Miembro de Sociedade Brasileira de Design da Informação. Pesquisadora en Diseño Social y Comunitário, Fotografía, Tipografía, Metodología de Proyeto, Género y Diseño Grafico.


O Hijab e a mulher muçulmana: uma relação de liberdade, moda e religião fue publicado de la página 104 a página111 en Actas de Diseño nº 28

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