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A “Mágica” Social do Designer

Lopes Vianna, Waleska Maria; Barreto Matos, Adriana Leiria

The social “Magic” of Designer

Actas de Diseño Nº1

Actas de Diseño Nº1

ISSN: 1850-2032

I Encuentro Latinoamericano de Diseño "Diseño en Palermo" Comunicaciones Académicas, Agosto 2006, Buenos Aires, Argentina

Año I, Vol. 1, Agosto 2006, Buenos Aires, Argentina. | 265 páginas

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1. Introdução

O artesanato tem tido uma crescente revalorização, possibilitando o resgate da tradição cultural brasileira, consolidando-se também como uma importante alternativa no combate a desigualdade social, à medida que promove geração de emprego e renda. Conforme Lima e Azevedo: Artesanato: É atividade predominantemente manual de produção de bens, exercida em ambiente doméstico ou em pequenas oficinas, postos de trabalho ou centro associativo, no qual se admite a utilização de máquinas ou ferramenta, desde que não dispensem a criatividade ou a habilidade individual e de que o agente produtor participe, diretamente, de todas ou quase todas as etapas da elaboração do produto. (Lima e Azevedo, 1982, p.18).

Na busca por incentivar o trabalho dos grupos de artesanato, que desempenham um papel primordial no resgate de nossa memória cultural, muitas iniciativas tem sido promovidas com o objetivo maior de desenvolver e adequar a produção artesanal aos anseios do mercado.

Notadamente os programas de apoio ao artesanato do Estado e de instituições como o SEBRAE desenvolvem uma série de atividades voltadas para o setor. Essas ações constituem-se na maioria das vezes em capacitações técnicas e comerciais e consultorias, direcionadas para o aperfeiçoamento de produtos e processos produtivos. Utilizando-se cada vez mais do designer como elemento de liderança e renovação dentro dos pequenos grupos produtivos. Somente no estado do Ceará existem inúmeros grupos artesanais, distribuídos em diversas tipologias como a cerâmica, a palha, o crochê, lembranças, o couro, bordados e rendas dentre outros. Não é comum nesses grupos forte dificuldade inicial em sua consolidação, tanto em termos produtivos quanto comerciais, motivados pelo desestímulo dos participantes grupo, baixa escolaridade e insuficiência ou até mesmo inexistência de capital de giro. Em outros casos, a baixa estima do grupo, em relação a si e à cidade que o abriga, apresenta-se como fator de risco para o sucesso nas intervenções de apoio aos artesãos. Todos esses fatores tornam-se um verdadeiro desafio para o designer que é convocado com a missão de desenvolver, revitalizar e coordenar intervenções em artesanato, independente de sua tipologia e localidade de aplicação, pois apesar de não serem aspectos essencialmente técnicos ou formais, interferem de modo direto nos resultados obtidos nas consultorias e capacitações.

Essa interferência pode tornar-se mais aguda quando a ação de design não é suficientemente planejada.

Entretanto, o que é possível constatar é que o formato presente na maioria das intervenções promovidas pelos programas de artesanato ainda peca pela falta de uma investigação maior do que realmente é desejado pelo mercado consumidor. ROSA (2004) exalta muito bem a importância do marketing para a atividade: “(...) o artesão convida muito bem a encerrar esta análise indicando da importância do marketing não só como um interpretador de mercado, mas também como um fornecedor de subsídios para o desenvolvimento de novos produtos minimizando os riscos do negócio e identificando canais de distribuição para os produtos.” Desse modo, estudos desenvolvidos nos municípios cearenses de Nova Russas, Flexeiras e Aracati, apontam para metodologias de atuação determinadas pelos programas de artesanato, que precisam ser revistas para de fato, proporcionarem efeito mais duradouro em seus resultados.

2. Investigando o passado Revisitar o trabalho desenvolvido por essas comunidades ao longo do tempo é o ponto de partida para o desenvolvimento de projetos de design em artesanato.

Essa investigação permite conhecer e aprofundar-se nas necessidades de aperfeiçoamento técnico e conceitual de sua produção. Além disso, com a recorrência das intervenções em design, essas informações prévias tornamse ainda mais fundamentais. Nas cidades estudadas, constatou-se que a maioria das ações não dialogam entre si, ou seja, não há uma relação estabelecida do consultor recém chegado à comunidade, com os trabalhos anteriores desenvolvidos. Isso se dá em parte pelo enfoque das próprias instituições, com ênfase somente em novos produtos que sejam agradáveis em termos estéticos e técnicos, ficando sua adequação mercadológica em segundo plano. O designer é visto como profissional que domina as técnicas e é capaz de transformar todo um trabalho desenvolvido pelas comunidades, independente dos fatores de risco apontados no item anterior, de modo até mesmo mágico.

No entanto, os anseios detectados nas comunidades são mais profundos e ultrapassam a simples expectativa de uma linha de produtos bonitos e bem executados. Os artesãos ainda questionam profundamente a validade de sua atividade, de produção lenta, primorosa e comdificuldade de comercialização no mercado. Tomando como base estudo de caso do município de Aracati é possível elucidar muitos pontos que independem do controle do consultor de design, mas que se refletem nos resultados das ações e na avaliação das intervenções em design por parte das instituições promotoras dessas ações.


A “Mágica” Social do Designer fue publicado de la página 167 a página168 en Actas de Diseño Nº1

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