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Design na Amazônia: questões visuais e para a sustentabilidade

Soares, Fernando

Actas de Diseño Nº9.

Actas de Diseño Nº9.

ISSN: 1850-2032

Diseño en Palermo. V Encuentro Latinoamericano de Diseño 2010. Comunicaciones Académicas.

Año V, Vol. 9, Julio 2010, Buenos Aires, Argentina. | 264 páginas

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Esta conferência pretende apresentar de forma sintética um panorama de algumas produções contemporâneas do design gráfico e moda do estado do Pará (Brasil), levantando questões que envolvem o uso de padrões de identidade e cultura amazônica na criação desses produtos e a relação de alguns projetos com o trabalho junto à comunidades de artesãos, aliando o uso de conceitos voltados à sustentabilidade e o ao eco-design. A realidade profissional do design na região Norte ainda é considerada recente, mas já é notável a preocupação de algumas marcas e de jovens designers no que diz respeito à realização de projetos que envolvam a realidade visual e portanto a cultura da região.

Esse é um movimento considerado pelo sociólogo Stuart Hall como uma contra-tendência à homogeneização causada pela globalização dos mercados, um movimento da pós-modernidade que busca as origens e referências locais como uma forma de diferenciação.

Tanto no campo do design gráfico como na criação de peças de vestuário e acessórios, esse tipo de abordagem no âmbito comercial é considerado como um diferencial competitivo de mercado, mas de forma mais subjetiva devemos notar a importância conceitual que se firma quando o designer cria a partir das relações que estabelece em contato com a sua própria realidade, cultura e comunidade.

Serão usados nesta conferência, para exemplificar e estruturar as questões que esta pesquisa pretende abordar, o trabalho de empresas e jovens designers que atuam na capital paraense. São eles os escritórios Mapinguari Design, Libra Design e Impulso Design; as empresas Ná Figueredo e Riquezas da Amazônia; e os designers Junior Oliveira e Lídia Abrahim, proprietários das marcas Eubelem e Yê Mara.

O principal eixo de análise dessas produções passa pela questão do uso de referências visuais, e para ordenar essas referências, é importante identificar os padrões visuais que de certa forma estabelecem uma reconhecida identidade regional, pela assimilação principalmente histórica.

A perspectiva do pesquisador se configura em três olhares: o primeiro é o de uma Amazônia edênica, floresta rica e desconhecida, amplamente afirmada através da visão dos viajantes do século XVIII e XIX; o segundo nasce da pesquisa iconográfica dos povos nativos da região (desenhos rupestres e cerâmica marajoara, por ex.) que é denominada como uma influência ‘nativista’; e a terceira se estabelece a partir do uso de referências da cultura popular tradicional das festas e movimentos musicais, e da cultura urbana, incluindo assim olhares ao período da bélle époque, auge do comércio da borracha entre os anos de 1880 e 1920.

Outra questão, que se torna também um eixo teórico para a abordagem, mas que não está presente em todos os trabalhos citados, têm a ver com os conceitos em torno da sustentabilidade e sua assimilação em produtos de vestuário, acessórios e artigos artesanais, assim como as relações entre designers e comunidades de artesãos, grupos do interior que são comuns na região. Dentro desse eixo também se encontra o trabalho realizado com as denominadas bio-jóias (que utilizam sementes e madeira), a partir de suas relações e influências para o eco-design; assim como um fenômeno desse movimento que ocorre apenas no âmbito visual, que poderíamos chamar de um design gráfico voltado à sustentabilidade.

Dentre desse panorama, e a partir das referências teóricas que esta conferência pretende abordar, a intenção do autor é estabelecer uma visão da Amazônia, uma região de muito interesse e visibilidade por parte do mundo, seja por sua cultura, seja pelos anseios da sustentabilidade que envolvem o mercado. Mas a visão que se propõe neste trabalho é uma visão criada a partir de seus habitantes, no caso os designers da região e sua atuação nas plataformas do design gráfico e da moda, demonstrando assim como o designer têm um papel importante no entendimento dos códigos culturais e no fortalecimento da cultura de uma região e conseqüentemente de sua economia.


Design na Amazônia: questões visuais e para a sustentabilidade fue publicado de la página 242 a página242 en Actas de Diseño Nº9.

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