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Moda - Capital Paris, Sempre!

Lins Soares, Vera Lúcia

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Actas de Diseño Nº13

Actas de Diseño Nº13

ISSN: 1850-2032

VII Encuentro Latinoamericano de Diseño 'Diseño en Palermo'.
Comunicaciones Académicas

Año VI, Vol. 13, Julio 2012, Buenos Aires, Argentina | 260 páginas

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Desde el surgimiento del concepto de moda, alrededor del siglo XIV hasta la actualidad Francia siempre se destacó, siendo denominada “El centro mundial de la moda”. Cuna del alta costura, reducto de las “mansiones” y boutiques, lanzando grandes nom

“Um modelo deve, ao mesmo tempo, manter e surpreender: sendo uma vestimenta, ele respeita os cânones; sendo uma toilete, ousa insolências. Ele permite a audácia na tradição”. Christian Dior Na atualidade, sabe-se que as tendências de moda são lançadas pelos quatro principais pólos mundial da moda: Paris, Milão, Londres e Nova Iorque. Neles, o movimento de renovação, tão característico da história da moda, continuou graças ao talento e a criatividade de profissionais de diferentes nacionalidades que fazem parte das maisons de alta costura.

Segundo Benaim (1999), o termo alta-costura constitui uma denominação juridicamente protegida e “da qual só podem se prevalecer as empresas que constem da lista estabelecida todos os anos por uma comissão com sede no Ministério da Indústria”, observa a Câmara Sindical da Alta Costura sediada em Paris. Os principais critérios, estabelecidos em 1945 e atualizados em 1992, são os seguintes: empregar um mínimo de quinze pessoas nos ateliês e apresentar à imprensa em Paris, a cada estação (primavera /verão e outono/inverno), uma coleção de no mínimo trinta e cinco passagens compostas de modelos para o dia e para a noite.

Em entrevista concedida a jornalista Cynthia Garcia e publicada no jornal Folha da Tarde do dia 11 de abril de 1999, Didier Grumbach que preside o “sindicato do Luxo”, falou sobre o círculo fechado da alta costura em Paris. Na ocasião, ele citou que antigamente Paris possuía 108 maisons de alta costura e que existem somente 14 instaladas. Hoje sabemos que são 18, com a participação de criadores de moda que entraram no quadro dessa organização por meio do Prêt-à-porter. Destes, podemos citar Jean Paul Gaultier, Thierry Mugler e Martim Margiela.

Este, sendo o mais novo integrante, convidado em julho de 2006.

Em janeiro e julho, jornalistas do mundo inteiro assistem às coleções de alta costura, que acontecem –e a tradição obriga– nos grandes palácios parisienses como o Hotel Internacional, o Ritz, o Grande Hotel e nas novas salas do Carroussel do Louvre, acolhendo principalmente o prêt- à-porter.

“Christian Dior, o inventor do new look, fixando em suas criações o perfume da alta costura, já dizia: “a arte dobem feito, o senso do infinito” tornam-se indissociáveis de Paris”. (Benaim, Laurence: 1999) A França, denominada de o “Centro da Moda”, foi o único reduto das maison’s e butiques dos grandes nomes da moda do século XIX até os anos 80. Embora surgindo outros centros a partir do final da segunda Guerra Mundial, ela ainda permanece em primeiro lugar. Crê-se que jamais esse título pertencerá a algum outro país, pois resgatar a sua história da moda é garantir-lhe o título de “O con cour”. Senão vejamos: • No Renascimento, quando surge o conceito de moda e a Itália ditava as tendências para todas as nações européias, a indumentária renascentista Francesa foi também absorvida por todas as cortes através do monarca Francisco I e de toda a sua elite. Este monarca introduziu na moda, os cabelos curtos e o uso de barbas. Na moda feminina, surgiu a Farthingale que invadiu toda a Europa e para deixar a silhueta um pouco em evidência, os vestidos voltam a ter cintura marcada.

• Segundo Braga (2006:84), No reinado de Luis XIV a idéia de lançar modos e modas já havia sido pensada e o Castelo de Versalhes, foi o epicentro divulgador das sutilezas do requinte, da sofisticação exacerbada, do fausto e do esplendor para todas as cortes européias.

Nesse período, a França foi pioneira em ditar a moda para toda a Europa através da corte de Versalhes, com bonecos vestidos com as últimas tendências de Paris.

• Em 1780, surge a 1a Escola de Moda para alfaiates e sapateiros, Fundada pelo Duque de Rochefoucault.

• Com relação aos criadores de moda com prestígio social, os primeiros nomes de destaque foram Rose Bertim no século XVIII –que criava roupas para a rainha Maria Antonieta, esposa de Luis XVI– e no século XIX, Hipolyte Leroy que vestia a Imperatriz Josephine, na época de Napoleão. Ainda no final do século XVIII, Jean Jacques Rousseau e suas idéias revolucionárias, protestando contra a falta de liberdade das crianças contribuiu pela libertação dos trajes infantis, não somente das francesas, mas de todas as partes do mundo. As meninas francesas foram as primeiras a se libertarem de armações e espartilhos e começaram a usar roupas mais confortáveis.

• Por volta de 1813, a França aumenta o seu parque fabril de têxteis e passa a fabricar a seda. Com isso, Napoleão Bonaparte proíbe a importação da seda, para fomentar o seu comércio local. E em 1841, é fundada em Paris a 1a Escola Acadêmica de Moda “Guerre Lavigne” (Hoje a ESMOD), Por Aléxis Lavigne. Atualmente, ela oferece especialização em “moulage” (modelagem a partir das formas do corpo), a pedido dos alunos preocupados em aprender essa técnica tão particular. O mesmo designer, em 1847 deu uma grande contribuição à técnica da modelagem, com a invenção da fita métrica e em 1849 com o primeiro busto manequim.

• Três anos após o surgimento das primeiras máquinas de costura (1849), a França é pioneira em confecção de produção em série (mesmo em pequena escala), confeccionando fardamentos e em 1850, surge o conceito de “Alta Costura” com o Inglês, radicado na França, Charles Frederich Worth. É na sua Maison, que também surgem os primeiros desfiles de moda com modelos vivos (manequins, ou melhor, Top Model’s). Com Worth, logo se multiplicam os costureiros parisienses com suas maisons, ocasionando o aparecimento de muitas indústrias e ateliês que forneciam tecidos e acessórios, como as chapelarias.

• De acordo com Didier Grumbach –presidente do Sindicato da alta costura desde 1998– em 1858 na França, a alta costura e a confecção se uniram num sindicato e que, em 1910 o filho de Worth (primeiro costureiro nos moldes da alta costura contemporânea), Jacques Wort, separou a alta costura da confecção. A moda parisiense convive até hoje com esses dois órgãos. Em conseqüência dessas maisons, inicia-se a inauguração dos grandes magazins, que, embora com certo atraso, expunham modelos copiados da alta-costura. A Galleries Lafayette, na França, foi o primeiro magazine a expor os seus modelos para compradores do mundo todo. Outros grandes magazines que surgiram nesse mesmo período (Segunda metade do século XIX), podemos citar: La Belle Jardinière, La Samaritaine e Printemps.

• No início do século XX, na Belle Époque, era símbolo de status social, comprar um modelo exclusivo em Paris.

As classes altas tinham seus trajes desenhados e confeccionados, em grande parte, pelos costureiros franceses.

Paul Poiret teve lugar de destaque durante esse período como inovador e muitas revistas da época publicavam inúmeras ilustrações de seus desenhos. Ainda nesse período, aconteceu em Paris a grandiosa Exposition Universelle de 1900 (exposição Universal de 1900). Esta exposição demonstrava as novas técnicas e recursos da indústria e das artes, que teve grande repercussão no mundo da moda.

• Por volta de 1906, Paul Poiret revoluciona a moda libertando as mulheres dos nada confortáveis espartilhos e anquinhas, embora muitas ainda continuaram a usa-lo até por volta de 1910. Esse mesmo criador, lançou em 1910, o primeiro perfume associado a uma casa de costura e que recebeu o nome de Rosine. Paris já contava com uma grande costureira, especialista em roupas infantis: Jeanne Lanvin, cujo nome está ligado a uma das mais famosas maison dos anos 30 (SéculoXX).

• A partir de 1910, Paris é a capital da moda responsável pela regulamentação das apresentações sazonais –outono / inverno e primavera / verão, através de grandes desfiles ditando as tendências de moda para o restante do mundo. Segundo o grande escritor americano Ernest Hemingway (Apud Moutinho; 71), em 1918, logo após a Primeira Guerra Mundial, Paris era para os artistas, uma “permanente festa”, e, Montparnasse, o bairro parisiense onde se instalavam os artistas, tornou-se o “bairro mundial da moda”.

• Nos anos 20, mesmo com o crescimento do poder econômico e o aparecimento de alguns estilistas americanos, a moda continuava com criações de modelos à feição totalmente francesa. A Grande Exposição de Artes Decorativas de Paris em 1925, que introduziu o estilo Art Déco, influenciou muito a moda criada entre o período das duas grandes Guerras mundial. As grandes revelações da moda nesse período ficaram a cargo de duas grandes francesas: Madeleine Vionet e Gabrielle Coco Chanel.