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Tipografía vernacular: La revolución silenciosa de las letras del cotidiano

Dones, Vera Lúcia

Actas de Diseño Nº1

Actas de Diseño Nº1

ISSN: 1850-2032

I Encuentro Latinoamericano de Diseño "Diseño en Palermo" Comunicaciones Académicas, Agosto 2006, Buenos Aires, Argentina

Año I, Vol. 1, Agosto 2006, Buenos Aires, Argentina. | 265 páginas

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Este artigo pretende fazer um registro da tipografia vernacular e de algumas expressões gráficas de letristas anônimos da região metropolitana de Porto Alegre. A complexidade de estéticas gráficas visuais dos últimos 50 anos testemunha a superação de modelos universais da tipografia aplicada à comunicação gráfica. As reflexões que seguem procuram evidenciar a proliferação de sincretismos e da união de elementos gráficos díspares nas construções imagéticas, as formas autênticas e arcaicas permeiam o sofisticado e tecnológico do design gráfico atual.

Em se tratando de legibilidade da tipografia aplicada ao design gráfico, sabemos que na perspectiva moderna, a legibilidade era tida como o resultado de uma série de atributos e critérios fixos aplicados ao texto, com base em normas criadas a partir de pesquisas óticasfuncionais, as “regras” tipográficas. Esses referenciais não consideravam as conotações culturais dos caracteres, e tampouco entendiam o design como parte de uma cultura cada vez mais complexa e diversa. A partir dos anos 70 os textos pós-estruturalistas invadiram algumas escolas norte-americanas de design, dentre elas a Cranbrook Academy, vindo a constituir-se em rico material de reflexão e sustentação teórica para os projetos gráficos dos alunos. Segundo Lupton (1991), os primeiros passos no caminho do design pós-estruturalista se deve à escola de Detroit. As peças gráficas eram produzidas como signos visuais e verbais e explorados através de seus múltiplos significados.

A desconstrução tipográfica passou, igualmente, pela Escola da Basiléia com Wolfgang Weingart. Voz alternativa na Suíça dos anos 70, Weingart defendeu o enfoque experimental na tipografia. Suas experimentações tipográficas contribuíram para a criação de um novo cenário no campo da comunicação gráfica.

Sinalizava uma mudança do papel do designer, que deixou de apresentar as mensagens em códigos claros e transparentes para produzir, por “estratégias visuais sutis, uma leitura polissêmica dos traços impressos” (Cauduro, 2001, p. 102). Weingart pretendia falar da desconstrução do pensamento moderno, questionando as soluções econômicas e contidas daquela escola.

A estética vernacular aplicada ao design gráfico, nos remete a uma nova sensibilidade e a outras formas de saber, que chamamos de conhecimento “comum” ou “popular”, firmado no presente e capaz de atualizar alguns arquétipos. Conforme Maffesoli (1997), estaríamos presenciando, atualmente, uma “vitalidade expressa no desejo de comunhão” e resgatando alguns valores arcaicos.

Neste ensaio faço primeiramente uma revisão histórica da tipografia ocidental moderna, sua passagem ao pósmoderno, para então comentarmos a estética tipográfica vernacular, buscando uma aproximação entre o imaginário popular e o conhecimento acadêmico produzido no campo do design gráfico. Exponho o processo de criação de alguns letristas na região metropolitana de Porto Alegre, e de que forma o imaginário da cultura popular serve de inspiração à criação dos designers gráficos.


Tipografía vernacular: La revolución silenciosa de las letras del cotidiano fue publicado de la página 109 a página110 en Actas de Diseño Nº1

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