1. Diseño y Comunicación >
  2. Publicaciones DC >
  3. Actas de Diseño Nº1 >
  4. Moda evangélica: Vestido para orar

Moda evangélica: Vestido para orar

Caldas, Artemísia

Actas de Diseño Nº1

Actas de Diseño Nº1

ISSN: 1850-2032

I Encuentro Latinoamericano de Diseño "Diseño en Palermo" Comunicaciones Académicas, Agosto 2006, Buenos Aires, Argentina

Año I, Vol. 1, Agosto 2006, Buenos Aires, Argentina. | 265 páginas

descargar PDF ver índice de la publicación

Ver todos los libros de la publicación

compartir en Facebook


Licencia Creative Commons Esta obra está bajo una Licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0 Internacional

O estudo relata a avaliação feita do conhecimento que os fiéis evangélicos constroem ao lidar com os preceitos estéticos da sua religião diante dos imperativos da moda, identificando de alguma forma os usos e costumes em relação ao modo de “vestir”. Entende-se que o homem como ser social possui característica inerente ao modo de vida que são identificadas como valores, hábitos, costumes, crença, religião, associado ao seu desenvolvimento cultural. Este é um processo sociológico que buscamos compreender sua dinâmica, transformação e mutação de modos e modas assimilados pelo homem. Para Thompson (1981), as pessoas experimentam suas práticas como sentimento e lidam com esses sentimentos na cultura, como normas, obrigações familiares, de parentesco, e reciprocidades traduzidas em valores, seja na arte ou nas convicções religiosas. As práticas de crenças religiosas têm sido um dos fenômenos sociais que muito fascinam diversos estudiosos motivados pela importância ideológica que revelam a identidade comportamental do ser humano. Deste modo o homem busca na sociedade uma forma de convivência coletiva e se organiza em instituições organizadas firmadas em códigos e regulamento identificador da sua crença. Verifica-se que todo sistema cultural tem sua lógica e se encontra sempre em processo de mutação, numa dinâmica que revela a compreensão da metamorfose que o indivíduo confronta no cotidiano em práticas coletivas. Essa metamorfose é validada em situações que ocorre uma adaptação sem provocar conseqüências visíveis na convivência social. A crença, a fé, a religião são ritos subjetivos que o homem absorve como alimento do espírito e estabelece uma relação pactuada capaz de exercer obediência em benefício do seu eu. Neste contexto podemos observar o Brasil um país predominantemente católico, que atraiu uma grande massa de seguidores do credo no cristianismo. Observa-se que, como instituição a igreja em vários momentos na história ditou normas de comportamento, estabeleceu códigos de conduta, cerceando o homem de práticas que determinaram o modo de comportamento principalmente na maneira de vestir. Então se questiona: O vestuário estaria intrinsecamente obrigatório ao valor do credo? A indumentária seria a forma identificatória do pacto religioso? Verifica-se na história social que a indumentária sempre sofreu influência de modos e modas da ordem social, política, econômica e cultural, tornando-se notadamente um elemento simbólico, representativo e identificador. A igreja, com sua presença centralizadora no período medieval, impôs o estilo de vestes clericais. A partir deste momento quando da dissidência de alguns seguidores, estava formalizado o modo distintivo que a indumentária agregaria as demais crenças religiosas. Este procedimento influenciou a maneira de vestir, reprimiu e restringiu certas formas de mostrar ou exibir o corpo. Deste modo pode-se remeter tal associação aos cristãos evangélicos, principalmente da Assembléia de Deus, que também se apresentam de maneira distinta reconhecidamente pelo estilo e forma representados através da vestimenta, e associados ainda ao modo estético que se pode caracterizar um modelo uniformizado dos seguidores masculino e feminino. Podemos observar a forma destes novos cristãos aceitarem pactuar com normas impostas em forma de obediência que levará a salvação. Gondim (1998), pastor da igreja evangélica, em seu livro “É Proibido: o que a Bíblia permite e a igreja proíbe”, relata que nas últimas décadas tem se verificado o nascimento de novas igrejas evangélicas à procura de seguidores que se adaptem às suas normas. Nesse contexto, algumas das igrejas tradicionais assumem posturas restritivas, condenatórias na maneira e uso das roupas e acessórios e, com isso estão fadadas a serem repudiadas pelas pessoas que estão em busca de um Deus protetor e compreensivo. E justifica ainda, que a ética evangélica deve discernir com precisão sobre o que é produto do pecado e que é fruto da graça de Deus, que um missionário deverá ter habilidade de saber adaptar-se a metamorfose do momento. Explica que o cristianismo como é conhecido na história, trouxe um novo sentimento de culpa em relação ao corpo e que algumas culturas ocultaram a sexualidade como um sentimento de pecado. Para algumas igrejas evangélicas, está na maneira de “vestir” que os pastores apregoam um melhor comportamento como forma impositiva na característica comportada e “certinha” daquele denominado popularmente de “crente”. NUNES (1996), argumenta que desde o início do Renascimento onde se constituiu uma nova cultura voltada para o humanismo, com a expansão econômica e a vida luxuosa, estabeleceu-se uma tensão entre a mundanidade e asceticismo que expressava uma culpabilidade sexual. Nessa época, eram refletidas toda a luxúria e a posição social da vaidade e da beleza, as roupas escondiam a sexualidade ao mesmo tempo em que exibiam e chamavam atenção para o corpo de uma forma ambígua. Num período entre os séculos XIV e XIX, foram promulgadas leis suntuárias determinando aquilo que o indivíduo poderia vestir. Os trajes de certa forma, demonstravam muita distinção revelando a posição e condição social do seu usuário. Portanto, para a realização desse estudo, além da convivência com alguns cristãos evangélicos, fazendo observações diretas, participando de eventos, foi feito um estudo bibliográfico sobre moda e religião.


Moda evangélica: Vestido para orar fue publicado de la página 143 a página144 en Actas de Diseño Nº1

ver detalle e índice del libro