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Pesquisa e Gestão do design no trabalho do estilista

Araujo De Souza, Francisca Danielle

Actas de Diseño Nº1

Actas de Diseño Nº1

ISSN: 1850-2032

I Encuentro Latinoamericano de Diseño "Diseño en Palermo" Comunicaciones Académicas, Agosto 2006, Buenos Aires, Argentina

Año I, Vol. 1, Agosto 2006, Buenos Aires, Argentina. | 265 páginas

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“Estética industrial, design, o mundo dos objetos está doravante inteiramente sob o jugo do estilismo e do imperativo do charme das aparências. O passo decisivo nesse avanço remonta aos anos 1920-1930 quando, após a grande depressão nos EUA, os industriais descobriram o papel primordial que podia ganhar o aspecto dos bens de consumo no aumento das vendas: good design, good business”. (Lipovetsky, 1989:164).

O presente trabalho trata da pesquisa e da gestão do design voltado para a Moda, mais precisamente no processo industrial que vem se desenvolvendo no Brasil, sobretudo com o advento das faculdades de Moda que profissionalizam o setor. Buscou-se evidenciar como esses dois vetores são importantes na elaboração de um produto para um resultado favorável junto ao mercado.

Para tanto é necessário o bom entendimento do micro e macro ambientes que envolvem a atmosfera de pesquisa e desenvolvimento de um produto assim como a sua sustentabilidade.

O design, juntamente ao marketing, assumiu na atualidade grande importância como um elemento de inovação e agregação de valor, constituindo identidades e até mesmo imagens de marcas no mercado. Como um bom exemplo, temos a indústria do vestuário, que também vem desenvolvendo-se positivamente. Este fato torna-se evidente nos últimos quinze anos com a efervescência dos eventos e a ascensão da moda brasileira através da evolução das marcas e conseqüentemente, do seu design.

Mário de Araújo em seu livro Tecnologia do Vestuário afirma que “... o design de hoje terá que ser um gestor com responsabilidades na tomada de decisão, planejamento e política empresarial”.(Araújo, 1996:04) O que Mário de Araújo quer dizer é que o profissional desta área, que trabalha na confecção de hoje une duas dimensões complementares: Design e Marketing. Aquele diz respeito a concepções, pesquisas, projeto que melhoram os produtos; este trata do desenvolvimento de estratégias e políticas de comercialização que possam ser percebidas pelos clientes como diferenciais agregando desta forma valor ao produto.

Segundo dados do Sindicato das Indústrias de Confecções do Estado do Ceará, nos últimos anos a Indústria de Confecção Cearense evoluiu bastante investindo em novos métodos e processos de produção, na pesquisa, na busca de novos mercados e, sobretudo na adequação de seus produtos ao consumidor. Todas essas mudanças se devem aos avanços tecnológicos e as alterações no comportamento do consumidor, que vem influindo substancialmente nos mercados. Nosso estado possui hoje 3 mil empresas gerando 60 mil empregos diretos.

Somente no período de janeiro à US$ 7,5 milhões. Esses dados somente apontam para a grande importância do setor para economia do estado.

Este é apenas um reflexo do que vem acontecendo no Brasil, desde o surgimento das faculdades de Moda.

Estas escolas iniciaram o processo de profissionalização do setor que passou a aprofundar conhecimentos e conceitos aplicando-os diretamente no mercado de trabalho. O que se vê desde a década de oitenta até o presente momento é a ascensão crescente da profissão de Estilista Industrial.

Este profissional veio exatamente coordenar, de forma complementar os vetores: Moda, Design e Marketing.

Ou seja, trabalhar a gestão desses vetores.

Trabalhar com a gestão do design significa um trabalho árduo de pesquisa constante a fim de se identificar desejos e desenvolver as melhores ofertas aos diferentes mercados do vestuário. Para tanto devemos considerar dois pontos fundamentais: macroambiente e microambiente.

O primeiro envolve questões econômicas, culturais, tecnológicas e legislativas que vão influenciar direta e indiretamente o desenvolvimento e lançamento de produtos e serviços. Já o segundo está diretamente ligado ao ambiente da empresa e suas possibilidades fabris, capacidade produtiva e sua estrutura. É o que vai esclarecer o que é possível de ser realizado pela empresa e o que deverá ser feito fora, de maneira terceirizada ou simplesmente não fazer.

A pesquisa é o que vai permitir levantar os dados desses ambientes e a gestão é o que vai mostrar como utilizarmos esses dados de forma a atingir objetivos, identificar oportunidades e satisfazer clientes. Segundo Pires, “Ter boas idéias é muito diferente de viabilizálas e concretizálas em produtos”. Por isso pesquisa e gestão do design são importantes aliados dos negócios de moda.

Desenvolver um produto de moda é saber pesquisar, é atribuir conceito, é se comprometer com um cronograma para que possamos realizar ações preventivas, é cumprir etapas do desenvolvimento do produto, é treinar suas equipes de vendas, é saber vender. E no mundo de hoje é também pensar na sustentabilidade ecológica e no desenvolvimento da responsabilidade social.

O design de moda hoje ultrapassa a barreira do produto e do serviço. A preocupação com a garantia de continuidade dos recursos e com a sobrevivência do meio ambiente são motivos de discussão entre designers de todo o mundo. Trabalhar o belo com a responsabilidade ecológica de não poluir, não criar tantos resíduos e de reciclar. E ainda contribuir com as questões sociais.

Os negócios de moda hoje vão além do cuidado estético e lúdico da criação. Eles permeiam universos distintos, porém interdisciplinares. Lidam com pessoas e emoções através do design do produto e suas formas de venda, e ao mesmo tempo do mercado, das tecnologias, dos processos, das estratégias, da logística. Tudo isso somente é possível através da utilização dois vetores fundamentais: Pesquisa e Gestão. Assim, devemos estar em busca da melhor compreensão do funcionamento e do melhor uso dessas ferramentas de trabalho da moda e do design na atualidade.


Pesquisa e Gestão do design no trabalho do estilista fue publicado de la página 191 a página192 en Actas de Diseño Nº1

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