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Influência da moda na dinâmica da sociedade

Rocha Victor, Dijane Maria

Actas de Diseño Nº1

Actas de Diseño Nº1

ISSN: 1850-2032

I Encuentro Latinoamericano de Diseño "Diseño en Palermo" Comunicaciones Académicas, Agosto 2006, Buenos Aires, Argentina

Año I, Vol. 1, Agosto 2006, Buenos Aires, Argentina. | 265 páginas

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A moda se constitui como um dos padrões mais seguros para medir as motivações psicológicas, psicanalíticas

e sócio-econômico da humanidade (DORFLES, 1979), porque revela a maneira como as pessoas se comportam e o modo como elas se apresentam na sociedade, ao mesmo tempo em que proporciona a inclusão e/ou a exclusão de pessoas e de grupos do seu contexto social.

A sua dinâmica tem uma característica natural de classificar, de selecionar e de diferenciar pessoas na busca da exclusividade e do “novo”, e quando o novo cai no domínio público tem início outro ciclo, isso mostra que está na moda não necessariamente é estar igual (estatisticamente falando) porque a massificação representa a banalização do produto e conseqüentemente a “não-moda”.

Neste contexto, o vestuário é que mais ostensivamente representa o movimento da moda, pois a mudança no

jeito de vestir apresenta-se em todo o percurso da humanidade como o elemento de diferenciação mais aparente.

No entanto, as civilizações antigas não contribuíram para esse processo, por conterem e negarem a dinâmica da mudança e da própria sociedade, permanecendo idênticas a si mesmo, com os mesmos gostos, as mesmas

maneiras de fazer, de sentirem-se e principalmente de se vestirem, se perpetuando há séculos sem dar qualquer

sinal de mudança, ou de diferenciação (LIPOVTESKY, 1991).

Para fundamentar essas conclusões o autor deste trabalho tem como referência a indumentária dos povos

antigos que se apresentam historicamente sem nenhuma novidade ou valor agregado, tendo a função única e

exclusiva de vestir: No Egito a “toga” e a “túnica” prevaleceram por quase quinze séculos; na Grécia, o “peplo”

impõe-se até a metade do século VI; e em Roma a “túnica” e a “toga” persistiram até o final do Império.

Somente, entre os séculos XII e XIV é que surge um modelo de roupa capaz de romper essas tradições, a ponto

de proporcionar novos conceitos que passaram inclusive pelas questões de gênero, pois a roupa trazia traços

expressivos e nítidos para os sexos feminino e masculino com formas ajustadas e verticalizadas que evidenciavam as formas do corpo, caracterizando um estilo-o “gótico”, que de tão diferente marcou a transição da Era Medieval para a Era Moderna.

O jeito de vestir tem importância ainda maior no Renascimento, quando surge a primeira burguesia apropriando

a moda à hierarquia das condições, onde a partir de então as mudanças nas artes e nos modos de vestir passaram a acontecer à mercê do gosto dos poderosos, e a roupa passou a representar riqueza e poder através da aparência e da sua própria estrutura: O tecido com fibras de puro algodão vestia os escravos e a seda vestia a burguesia. As roupas que vestiam a burguesia, principalmente das mulheres, eram recheadas de saias, de armações (crinolinas e espartilhos) e de babados para ficarem pesadas a ponto de impedir a mobilidade natural

do corpo.

No entanto, isso representava uma posição social na divisão e organização de classes na sociedade, pois

quanto mais pesada fosse a roupa tanto mais poder era associado ao conjugue - significava que mais escravos

tinha a família para atender as necessidades da esposa (como concubina) e as necessidades da casa.

Assim, à sociedade foi se estruturando e mostrando o seu valor através do modo de vestir, como se a roupa

fosse a sua própria identidade. Essa representação ainda tem valor nos dias atuais, não com tanta veemência

porque de qualquer modo a moda não é mais exclusiva a um determinado grupo de pessoas por um longo período de tempo, a dinâmica, que é própria do fenômeno, trata de popularizar qualquer aspecto, pela perfeição

ou pela imitação, atingindo a todos os setores da economia.

A massificação da moda tomou uma dimensão ainda maior com a introdução da mídia, principalmente, de

TV, de revistas e jornais com editoriais de moda. A sua representação se dar através do “design” aplicado ao

vestuário, aos tecidos, aos objetos imobiliários e a indústria automobilística, entre outras.

Para Caldas (2004) o “design” é um diferencial que deve ser desenvolvido, por sua capacidade de agregar valor

aos produtos, representando-se como uma linguagem da cultura contemporânea que alimenta o sistema de

moda em proporção ao desenvolvimento das civilizações.

O fato é que através da moda se identifica uma época, um costume, uma cultura, uma sociedade, os grupos sociais separadamente e as suas preferências.

O fenômeno da moda tem ciclo de vida próprio com critérios de aplicação (inicio, meio e fim), tem visão

temporal (curto, médio e logo prazos), tem forte influência na micro e macro economia do pais e do mundo, e

principalmente no comportamento das pessoas, sendo até caracterizado como um socializador que movimenta

a dinâmica da sociedade.

A exemplo disso temos o uso do cigarro que na década de 70 representava poder e estatus, no entanto hoje é

tão somente um problema de saúde pública em todo o mundo.

Neste contexto, a moda é também um elemento de responsabilidade social, que deixa de ser compreendida

apenas como uma inovação comercial - o novo que inicia o ciclo, uma vez que interfere no comportamento e na

construção de grupos e de sociedades.

De maneira codificada ela poderá incluir ou excluir pessoas ou grupos de um contexto social até então dito

e sentido como seu, podendo conduzi-las a um comportamento muitas vezes não favorável do ponto de vista

social, como é o caso de grupos de jovens (de classe econômica mais baixa que chegam a roubar) que se

identificam através de roupas de griffe e que se fecham em grupos reduzidos sem que outros jovens tenham

acesso, até que se apresentem com roupas parecidas.

Isso poderá conduzir a uma situação de conflitos e desintegração familiar, além de outros caminhos em função

da não condição social.

A influência da moda atinge a todas as idades, principalmente aos jovens que desenvolveram o vício pelo o

consumo. A globalização e o acesso às informações têm participação nessa divulgação, principalmente à televisão através de novelas que lançam de tudo: Roupas, sapatos, cabelos (cor e corte), óculos, jóias e outros,

dependendo da época, em todo caso, a televisão é um vetor muito importante para um sistema de moda. Tudo

isso nos leva a pensar que lançar moda infere em determinar um paradigma que envolve aspectos comerciais,

econômicos, culturais e sociais, podendo favorecer ou não a dinâmica de uma sociedade.


Influência da moda na dinâmica da sociedade fue publicado de la página 226 a página227 en Actas de Diseño Nº1

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