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A alfaiataria e sua particular transmissão de ensino

Barbosa, Juliana

Actas de Diseño Nº21

Actas de Diseño Nº21

ISSN: 1850-2032

XI Encuentro Latinoamericano de Diseño “Diseño en Palermo” VII Congreso Latinoamericano de Enseñanza del Diseño Julio 2016, Buenos Aires, Argentina

Año XI, Vol. 21, Julio 2016, Buenos Aires, Argentina | 258 páginas

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Resumen:

La sastrería en Brasil ha estado pasando por un período difícil, anunciada como próxima a terminar. Las razones de esta predicción son los avances en la industria de la confección, la falta de reconocimiento del trabajo de los propios sastres y la discontinuidad del oficio que se traduce en la ausencia del aprendizaje en los talleres. Este artículo pretende discutir cómo cambiar esta situación, repensar estas relaciones de transmisión del conocimiento y valorizar el trabajo desde los artesanos para garantizar la preservación de un arte de siglos de antigüedad que aún encuentra espacio en el mundo contemporáneo.

Palabras clave:

Sastre - Artesano - Educación - Conocimiento - Trabajo.

Introdução

Há alguns anos vêm se travando discussões acerca do rumo que os ofícios artesanais tem tomado no mundo contemporâneo, acompanhados na maioria das vezes de previsões pessimistas com relação ao seu futuro.

A alfaiataria é um destes ofícios que começa a figurar na lista das profissões em vias de extinção. E para os próprios alfaiates, os principais motivos para que isto ocorra são o surgimento de novas tecnologias, a evolução da Indústria de Confecção e a falta de interesse das novas gerações pelo ofício, em parte gerada pelos baixos salários praticados que não condizem com o alto grau de especialização que lhes é exigido, fato este se comprova pela ausência de aprendizes nas oficinas de alfaiataria.

No Brasil, a Moda e todos os seus segmentos: vestuário, tecelagem e acabamento têxtil, vem ganhando cada vez mais espaço, alcançando um nível de aperfeiçoamento compatível com a importância do setor. Já a alfaiataria não avançou da mesma forma, ficou estagnada em tradições e rituais não menos importantes, mas que não foram adequados ou repensados para os padrões de ensino que dispomos atualmente. Falta o reconhecimento da importância deste setor e consequentemente estratégias e mecanismos de transmissão deste conhecimento, que deem conta da complexidade deste ofício e garantam sua continuidade.

A alfaiataria na Itália, por exemplo, é tida como um patrimônio cultural assim como a Alta Costura o é para a França. Lá está situada a primeira Academia de Alfaiataria, a Accademia Nacionale Dei Sartori. Fundada pelo Papa Gregório XIII, no ano 1575, em Roma. Instituição que já passou por vários momentos políticos delicados, tendo inclusive suas atividades suprimidas em 1801 pelo Papa Pio VII, com seu retorno somente em 1938 mantendo-se até os dias de hoje.

Lá são formados alfaiates dentro dos rigorosos padrões de qualidade da alfaiataria italiana, e há notadamente um espírito de admiração e respeito pelo fazer do alfaiate.

Nesta Academia promovem-se concursos anuais tais como oManichinoD’oro e Forbici D’Oro em que os artesãos que melhor ilustram o estilo, a habilidade, a técnica, a criatividade e o rigor formal da alfaiataria sob medida são premiados numa forma de incentivar e promover novos talentos. A mesma tradição e respeito pelo fazer do alfaiate são percebidas na Inglaterra, principalmente na rua Savile Row, principal endereço das alfaiatarias londrinas, e de acordo com Roetzel (2010), “num mundo em que se considera um estilista superior a um artesão, a Savile Row é um dos últimos bastiões nos quais a produção de uma obra está na mão daquele que a produz de forma artesanal, nomeadamente o alfaiate”.

A relação do cliente com a roupa sob medida, é algo que se repete independente do endereço. Seja em Londres, Roma ou aqui, reconhecer a diferença entre um traje feito por um alfaiate por outro feito para um tamanho padrão só é possível quando ambos são confrontados. Ainda segundo Roetzel (2010)

... um fato feito por medida só pode ser tão bom como o alfaiate que o corte e cose. No entanto, se o cliente não tiver capacidade para reconhecer um bom trabalho, torna-se mais difícil para o alfaiate realizar o seu trabalho corretamente. Assim, põe-se a questão: como devem os clientes saber o que é bom, quando só tiverem sido confrontados, ao longo da sua vida, com fatos confeccionados para um corpo de tamanho normal imaginário?

O tempo empregado para a confecção de um terno sob medida também contribui para o desconhecimento das novas gerações acerca de seu trabalho,pois a roupa feita sob medida não leva menos de 40 horas de labor para ser entregue, ao passo que lojas especializadas disponibilizam ternos de imediato, com possíveis ajustes de manga, comprimento de calça, e ainda assim, entregando o traje num curto espaço de tempo.

Além dos processos de confecção que demandam menos tempo, existem ainda outros elementos com relação ao corte - modelagem das peças. A indústria da roupa pronta para vestir, traz um padrão de indumentária que atende a uma parcela da população tida como “dentro da tabela”.

Porém exclui um contingente ainda maior de pessoas que não necessariamente possuem deformidades físicas, elas apenas não se enquadram nos padrões de um corpo idealizado imposto pela sociedade e refletido nas tabelas de medidas adotadas pelas confecções.

São inúmeras as variáveis que a roupa sob medida atende, tais como comprimento de braço, gola, proporção do ombro com relação ao corpo entre outras. Desta forma, a roupa feita por um alfaiate tem como principal característica o corte personalizado, além dos detalhes de acabamento que são totalmente distintos daqueles feitos pela indústria como cita Fischer (2010):

...o padstitching é substituído pelo trabalho de uma máquina que reproduz o padrão do ponto. A circunferência do ombro é unida à cabeça da manga com costura à máquina, em vez de ser feita à mão, podendo, assim, ser recolocada de forma cuidadosa conforme as necessidades do cliente. O traje de alfaiataria industrializado pode ser produzido em um padrão muito alto de acabamento, mas nunca terá um caimento individualizado e o toque de exclusividade que um traje customizado possui.

Gradativamente, em muitas alfaiatarias locais, as técnicas artesanais, a aplicação do padstitching como citado acima, entre outros pontos, vem caindo em desuso principalmente pela necessidade da alfaiataria manter-se competitiva. São técnicas que, quando retiradas, comprometem significativamente o trabalho final do artesão, que assim o fazem, porém não sem constrangimentos. É recorrente o desabafo de muitos alfaiates sobre o trabalho que são forçados a fazer em detrimento daqueles que tão bem executam.

Quase como um ritual, há um tempo dispendido para a confecção da roupa feita sob medida, extremamente respeitado que são as provas. Um traje só terá um caimento perfeito considerando-se este processo. Num mundo imediatista, onde há uma busca desenfreada pelo tempo cada vez menor em diversas situações, a alfaiataria aparece como algo completamente contraditório. E o fato tempo, não está presente apenas no processo de execução das peças, mas também na formação do alfaiate.

Segundo os próprios oficiais, um alfaiate não leva menos que um período de três anos para se formar, e isto se ele estiver nas mãos de um bom mestre que esteja disposto a transmitir todo o seu conhecimento de forma que este também venha a se tornar um alfaiate.

Na relação mestre/aprendiz, os atores tornam-se próximos de tal forma, que o mestre acaba por “adotar” seu aprendiz, num processo de ensino que ultrapassa os limites das técnicas do fazer pura e simplesmente, transmitindo também lições de postura e valores de ordem profissional e pessoal. É um tipo de ensinamento que foge da percepção dos próprios alfaiates e que Schwartz (2008) nos chama a atenção quando diz que:

...os homens de profissão não medem eles mesmos os limites da sua própria sabedoria: Cada um deles, por exercer a sua arte com perfeição, se julgava também, para o resto, de uma sabedoria acabada, e para as coisas que são as mais importantes.

Ainda segundo Schwartz,o conhecimento técnico é um tipo de conhecimento que “faz sombra à sua outra sabedoria”, a busca da perfeição do fazer do alfaiate entrelaça outros saberes do fazer humano como cidadão e os quais eles mesmos não percebem.

Porém, esta relação mestre/aprendiz já pode não pode mais ser vivenciada como nos moldes tradicionais. No caso do Brasil, os avanços trabalhistas da Constituição de 1934 resultaram em vários direitos para os trabalhadores, e outras funções foram regulamentadas, como os estágios e o ingresso do jovem no trabalho. Um grande avanço, sem sombra de dúvida, já que regulamenta a atividade profissional do adolescente. No entanto, sem que houvesse uma atenção para profissões como essa em específico, a continuidade do ofício do alfaiate ficou seriamente comprometida, pois este artesão na maioria das vezes, não consegue absorver os custos que um aprendiz acarreta dentro das exigências impostas na contratação. Alguns dos alfaiates que continuaram recebendo aprendizes nos modos convencionais, foram pegos de surpresa quando, ao fim de determinado tempo de trabalho, estes aprendizes entraram com ações trabalhistas reclamando seus direitos. Estes fatos foram alarmados com tal efeito, que desde então, nenhum alfaiate recebeu mais aprendizes, salvo algumas exceções em que há um grau de parentesco muito próximo.

Já os avanços na tecnologia da confecção que os alfaiates veem como uma ameaça, são na verdade um auxílio quando bem aplicados, pois reduzem significativamente o tempo de trabalho em determinadas tarefas sem comprometer o resultado final da peça. Porém, há que se dosar o uso destas tecnologias para que não percam as principais características de caimento da peça elaborada por estes artesãos, como por exemplo a gola, de fundamental importância no paletó. O caimento da gola feita com entretelas colantes é totalmente distinto daquela elaborada com entretela de linho, com pontos aplicados à mão e que “esculpem” o formato da gola de maneira ímpar.

Condições e relações de trabalho do alfaiate

Na alfaiataria existe uma hierarquia de relações de trabalho que tem origem desde o surgimento das Guildas na Idade Média. Em uma alfaiataria, o personagem de maior importância é o do mestre alfaiate, aquele que detém as técnicas de tirar as medidas do cliente, de riscar, cortar o traçado no tecido e de coordenar o trabalho dos demais oficiais; normalmente, este era o mestre e também proprietário do estabelecimento. Em seguida, e em ordem de importância, surgem os oficiais da confecção do paletó: o oficial acabador, responsável pela colocação da gola e da manga, e o oficial provador, responsável pela confecção do corpo (frente /costas) e aplicação de bolsos internos e externos, depois o oficial calceiro, camiseiro e por último mas não menos importante, o oficial buteiro (responsável pelos consertos e reformas).

Dentro das alfaiatarias, ainda haviam os aprendizes de alfaiate –menores a partir dos doze anos de idade– presentes até meados do século passado, momento em que ocorreram as principais mudanças de ordem trabalhista, não mais permitindo o uso e a exploração da mão de obra infantil. Os aprendizes até então, quando ingressos em uma alfaiataria, trabalhavam em funções menores tais como a limpeza do ambiente e o desmanche de costuras.

Passavam por treinamentos de pontos à mão e não recebiam nenhum tipo de pagamento até que estivessem “aptos” a realizar tarefas mais importantes. Este tempo de aprendizagem, segundo os alfaiates, girava em torno de dois a três anos (Barbosa, 2011).

Assim como a configuração das relações de trabalho, este artesão mantém também suas técnicas desde antes do primeiro dos seus registros. O instrumental adotado por eles continua o mesmo, e as telas do séc. XVII evidenciam isso. Com a exceção do “sentar do alfaiate” e a máquina de costura que ainda não eram presentes, a tesoura, a agulha e o dedal ainda permanecem. Ainda em 1688, segundo Holme, apud Tiramani e North (2011), o alfaiate não necessitava mais que estes poucos instrumentos para garantir seu trabalho em qualquer lugar que fosse:

...viemos agora oferecer alguns exemplos de ferramentas ou instrumentos de trabalho dos alfaiates: o que em si mesmo são poucos em número, porém, assim mesmo, se constituem como instrumentos ricos e caros. Os aparelhos são feitos, e sendo em menor número, menor ainda é o medo de que o alfaiate os quebre, por ser não frugal e assim eles podem fugir [das mãos], mas quebrar eles não podem, pois na próxima cidade, ele está preparado novamente, se ele tiver mais agulha, dedal, seu ferro de passar e tesoura.

O Kleermakerszit –“sentar de alfaiate”, (pernas cruzadas tipo posição de lótus), se manteve até o princípio do século passado, em cima de uma mesa ou ainda no chão, porém ao que tudo indica, esta posição favorecia o trabalho por manter a coluna ereta. Vale ressaltar que até então, as roupas eram confeccionadas manualmente na sua totalidade.

O surgimento da máquina de costura fez com que o trabalho fosse reduzido significativamente, e talvez tenha sido o momento em que o alfaiate tenha adotado outra postura na sua atividade de trabalho sentando-se em uma cadeira frente à máquina. Apesar disso, muitas das entretelas ainda continuaram sendo aplicadas à mão, tais como a entretela de gola e reforço de peito.

Transmissão de saberes

A transmissão do conhecimento se dava com a mesma simplicidade do interior das oficinas. Muitas vezes na relação de pai para filho, que, com seu sobrenome, logo na ausência do pai herdava toda uma clientela formada durante uma vida.

Num período em que poucas eram as oportunidades de trabalho, as famílias mais simples e que não tinham condições de dar uma formação tradicional, tais como as Engenharias e o Direito a seus filhos, os forçavam a aprender um ofício desde cedo com a preocupação de dar-lhes uma profissão.

Em pesquisa realizada por Barbosa (2011) um depoimento muito pontual demonstra esta condição: é a fala do alfaiate José Silva no momento em que foi levado até um alfaiate por sua mãe: “trouxe José para cá, porque ele só quer saber de jogar bola, coloque ele pra varrer o chão, e comprar linha pra você, ensine ele a chulear!” Assim como o alfaiate José, a maioria relata que não aprendeu o ofício por desejo próprio, e sim por imposição dos pais e que mais tarde tomaram gosto pelo trabalho.

Algumas exceções nas quais o próprio alfaiate buscou o ofício, foram, por exemplo, quando percebiam que não tinham estatura e força o suficiente para trabalhar em serviços braçais, pesados como na lavoura. E por considerarem o trabalho do alfaiate “limpo e leve”, optavam por aprendê-lo, bem como pela boa impressão que causavam pelo fato de estarem sempre bem vestidos.

O fato que se percebe hoje, é que o processo de ensino através da demonstração, na observação da atividade do alfaiate e da constante prática ainda é o mais efetivo, pois um alfaiate possui um gestual e estratégias mentais particulares, dotados de uma série de minúcias que são muito sutis, e que só são aprendidas no exercício do dia a dia, com a prática constante, na transmissão de um conhecimento adquirido de maneira tácita e empírica.

É um saber, de difícil compreensão mesmo para alguém que já tenha domínio nas atividades de costura. Há um universo de maneiras de manusear a agulha em distintos momentos do processo de confecção do paletó por exemplo, que requer uma dedicação superior a qualquer outra área da confecção.

Pensando desta forma, em 2013 na cidade de Belo Horizonte, foi criado um projeto de extensão na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG em parceria com a Federação das Indústrias de Minas Gerais - FIEMG, intitulado: A Preservação da Alfaiataria Tradicional em Belo Horizonte e Região Metropolitana, com o intuito de resgatar a figura do aprendiz, de modo que estes venham a ser multiplicadores em outras iniciativas já adequadas ao sistema de ensino vigente. O projeto que teve apoio da FIEMG através da distribuição de bolsas de estudo, garantiu que cinco aprendizes tivessem contato direto com cinco alfaiates nos moldes tradicionais, no ambiente de trabalho do próprio alfaiate. Este vínculo com a Universidade deu a tranquilidade ao alfaiate de não haver nenhuma reclamação trabalhista posterior ao projeto, e ao aluno as condições básicas de transporte e alimentação para o período de ensino. Cada aprendiz foi destinado a um mestre alfaiate que no decorrer de um ano transmitiu-lhe gradativamente os ensinamentos que julgava pertinente com total liberdade, sem intervenção do coordenador do projeto. A autonomia concedida aos alfaiates acabou por denotar diferentes níveis de aprendizagem entre os aprendizes, alguns deles destacando-se com relação ao grupo de acordo com o ritmo imposto pelo seu mestre.

Semanalmente era previsto um encontro dos aprendizes no espaço da Universidade, afim de trocar as percepções e as experiências vivenciadas nas alfaiatarias durante a semana de trabalho. Estes alunos continuam na condição de aprendizes porém com outros domínios recebidos na formação tradicional de um Curso Superior em Moda tais como: tecnologia têxtil, desenho, gestão entre outras, que o alfaiate tradicional não possui. Esta formação mais ampla traça operfil de um novo alfaiate, o qual terá condições de herdar uma tradição secular além de impulsioná-la dentro do segmento do vestir, tal qual acontece com as outras profissões do setor que vem se profissionalizando.

Conclusão

Existe uma urgência em se pensar métodos e metodologias de transmissão do conhecimento que abarquem o ofício do alfaiate em toda a sua complexidade.

Muitos são os curiosos acerca desta profissão, porém quando se deparam com o grau de exigência e perfeição que as tarefas exigem acabam por esmorecer e abandonar o aprendizado. A alfaiataria requer, sobretudo, perseverança, disciplina, capricho e dedicação. Sem estes ingredientes o processo de aprendizagem não se instaura e por consequência não se conclui.

A alfaiataria, assim como a alta costura, está no topo da cadeia produtiva, pela particularidade de envolver o trabalho individual com o cliente bem como a construção de roupas pelos métodos tradicionais, tais como as costuras à mão e cortes complexos. Iniciativas como o Projeto de Preservação da Alfaiataria Tradicional em Belo Horizonte e Região Metropolitana podem ser o início de um processo de retomada dos saberes tradicionais e de valorização do trabalho do alfaiate. Ações que tem como principal objetivo formar uma nova geração de alfaiates, com conhecimentos amplos e principalmente, com capacidade de reconhecerem-se como peças importantes na indústria da Moda e do Sob Medida.

Referências Bibliográficas

Accademia Nazionale dei Sartori. Acessado em 28.10.2013 http://www.accademianazionaledeisartori.it/htm/index.htm#.Um5s pxBvYtU.

Barbosa, J. (2011). Alfaiataria Masculina: Novas tendências em tecnologia de confecção. Belo Horizonte: BITIB/FAPEMIG.

__________. (2013). Preservação da Alfaiataria Tradicional em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Belo Horizonte: Extensão UFMG/FIEMG.

Fischer, A. (2010). Fundamentos de Design de Moda: Construção de Vestuário. Tradução Camila Bisol Brum Scherer. Porto Alegre: Bookman.

North, S. & Tiramani, J. (2011). Seventeenth-century. Women’s dress patterns. London: V&A Publishing.

Roetzel, B. (2010). O Gentleman. Livro da Moda clássica masculina. Potsdam: H.F. Ullmann.

Schwartz, I. (2008). O trabalho numa perspectiva filosófica. São Paulo: Editora Mercado de Letras.

Asbtract:

Tailoring in Brazil has been going through a difficult period, as announced nearing completion. The reasons for this prediction are the developments in the clothing industry, the lack of recognition of the work of tailors own and discontinuity of trade resulting in the absence of learning in the workshops. This article aims to discuss how to change this situation, rethink these relations and enhance knowledge transfer work from artisans to ensure the preservation of a centuries-old art that still space in the contemporary world.

Key words:

Sastre - Craftsman - Education - Knowledge - Work.

Resumo:

A alfaiataria no Brasil vem passando por um período delicado, anunciada como próxima do fim. Os motivos para tal previsão são os avanços da indústria da confecção, a falta de reconhecimento do trabalho pelos próprios alfaiates e a descontinuidade do ofício que traduz-se na ausência de aprendizes nas oficinas. Como reverter este quadro, repensar estas relações de transmissão de saberes e, valorizar o trabalho deste artesão de modo a garantir a salvaguarda de um ofício seculare que ainda encontra espaço no mundo contemporâneo é o que este artigo pretende discutir.

Palavras chave:

Alfaiate - Aprendiz - Artesão - Ensino - Saberes - Trabalho.

(*) Juliana Barbosa.

Coordenadora e Professora do Curso de Design de Moda na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Professora do Curso de Moda do Centro Universitário UNA. Especialista em Alfaiataria e Modelagem do Vestuário. Mestranda do Programa de Pesquisa Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local - GSEDL/ UNA. Belo Horizonte, MG.


A alfaiataria e sua particular transmissão de ensino fue publicado de la página 165 a página168 en Actas de Diseño Nº21

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