1. Diseño y Comunicación >
  2. Publicaciones DC >
  3. Actas de Diseño Nº26 >
  4. Percepção do usuário e a coloração dos biopolímeros

Percepção do usuário e a coloração dos biopolímeros

Salvan Pagnan, Caroline ; Drummond Camara, Jairo José ; Ayres, Eliane

Actas de Diseño Nº26

Actas de Diseño Nº26

ISSN: 1850-2032

XIV Encuentro Latinoamericano de Diseño “Diseño en Palermo” X Congreso Latinoamericano de Enseñanza del Diseño

Año XIV, Vol. 26, Julio 2019, Buenos Aires, Argentina | 256 páginas

descargar PDF ver índice de la publicación

Ver todos los libros de la publicación

compartir en Facebook


Licencia Creative Commons Esta obra está bajo una Licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0 Internacional

Resumo: O contexto de mercado atual envolve uma quantidade crescente de consumidores com maior consciência ambiental em processo de revisão de seus hábitos de consumo. Dessa forma, fazem-se importantes esforços no sentido de reduzir o impacto ambiental gerado pelos produtos e o setor de embalagens, que tem alto índice de descarte, demanda atenção. O que se propõe é ampliar a aplicação dos biopolímeros e polímeros biodegradáveis em embalagens, a exemplo do setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, sem que seja prejudicada a relação entre o usuário e o produto.

Palavras chave: Análise de valor - Polímeros - Consumidor - Mercado - Embalagens [Resumos em espanhol e português e currículo em p. 67]

Introdução Os consumidores conscientes são definidos por Mattar (2004, apud Trigueiro, 2005, p. 27) como aqueles que demonstram preocupação com fatores além do preço e qualidade na hora da compra dos produtos, considerando a origem do produto, os antecedentes da empresa, além de realizar ações visando o benefício da população a longo prazo. “Esses consumidores aparecem em quantidade crescente no mercado, o que demonstra maior abertura e maior necessidade de produtos que envolvam ações direcionadas para a diminuição do impacto ambiental” (Trigueiro, 2005, p. 302).

O Instituto Akatu é uma Organização Não Governamental (ONG) que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente, realizando pesquisas na área, sendo uma delas Descobrindo o consumidor consciente, publicada em 2004, segmentando os consumidores brasileiros de acordo com 13 critérios. Os resultados dessa pesquisa de acordo com Belinky (2005, apud Trigueiro, 2005, p. 33) vão de encontro à impressão de que o consumo consciente só é possível para os ricos e instruídos, uma vez que os resultados mostram que no grupo dos consumidores conscientes, equivalendo a 6% da população, há pessoas de todas as classes de renda, sendo a menor porcentagem de pessoas da classe A, além de grande parte desses consumidores (60%) possuírem somente o ensino fundamental (Trigueiro, 2005; Instituto Akatu, 2013).

Nesse contexto de aumento da quantidade de consumidores atentos, fazem-se necessárias ações das empresas no sentido de contribuir para o meio ambiente e para a sociedade como um todo. De acordo com pesquisadores e autores como Mattar (2004, apud Trigueiro, 2005, p. 27), Belinky (2005, apud Trigueiro, 2005, p. 34) e Terra (2011), grande parte dos consumidores define como primeiro critério de escolha do produto a presença de uma política de investimento no ambiente por parte da empresa, sendo que, de acordo com o Instituto Akatu (2005), 44% dos consumidores concordavam com a afirmativa de que é papel das empresas “ajudar ativamente a construir uma sociedade melhor para todos”. De acordo com a pesquisa Consumidores conscientes - o que pensam e como agem realizada pelo Instituto Akatu em 2005, a maior parte dos entrevistados tem o hábito de divulgar as empresas que consideram socialmente responsáveis, além de consumir seus produtos como forma de incentivo.

O foco da pesquisa é no setor de embalagens, no qual os polímeros sintéticos convencionais são amplamente aplicados. Esses polímeros envolvem uma série de riscos ambientais como a liberação de CO2 em sua queima, o desperdício de 40% da energia original do petróleo em sua produção além de sua contribuição para o acúmulo de resíduos sólidos, de acordo com Azapagic et al. (2003); sendo que a utilização generalizada dos polímeros e a forma de consumo linear adotada pela sociedade, na qual cada produto é consumido somente uma vez e é, então, descartado contribui para o grande volume de lixo, gerando uma forte presença desses materiais nos aterros sanitários.

Em relação às embalagens especificamente Azapagic et al. (2003) destacam que devido ao fato do ciclo de vida das embalagens ser menor do que o de peças aplicadas no setor automotivo, por exemplo, elas atingem o descarte mais rapidamente, o que resulta em um grande volume de embalagens nos aterros.

Visando a diminuição desse impacto ambiental, há alternativas que podem ser adotadas como uma gestão de resíduos descrita por Azapagic et al. (2003) baseada em cinco etapas: redução, reuso, reciclagem, incineração e, por fim, o aterro sanitário. Essas etapas devem ser seguidas de maneira hierárquica, passando primeiramente por uma redução da utilização de recursos; a próxima etapa envolve utilizar novamente o objeto, sem um novo processamento; a terceira etapa envolve retornar o que seria descartado para a etapa de recurso, podendo ser utilizado como matéria prima novamente; as duas últimas etapas envolvem o desperdício de recursos, por isso devem ser as últimas opções. Outra alternativa que surge nesse contexto é aplicação dos biopolímeros, que será descrito com maior aprofundamento.

1. Percepção do usuário A interação que ocorre entre o produto e o usuário influencia diretamente na decisão de compra, por isso, no momento do projeto de um produto é necessário que o designer tenha conhecimento dos fatores que promovem influência nessa interface.

De acordo com Dias (2009), o sistema sensorial responsável pela percepção que o usuário tem em relação ao objeto em todos seus aspectos. Todos os sentidos são responsáveis de alguma forma pela percepção do usuário, sendo o sistema tátil o que permite a interação concreta das pessoas com o mundo físico, sendo um sistema complexo que vai além do contato cutâneo.

Ainda de acordo com Dias (2009) a interação das modalidades sensoriais com o ambiente que cerca o indivíduo o permitem aprender, e esse conhecimento influencia uma nova percepção, de forma que a percepção não constitui em um processo passivo, mas em um processo onde o indivíduo participa ativamente na criação de conhecimento.

A percepção é influenciada também pelos conhecimentos e pelo contexto cultural do indivíduo sendo que, de acordo com Hall (1986, apud Dias, 2009), um mesmo objeto exposto a dois indivíduos de contextos distintos provocará percepções diferentes baseadas em seus repertórios.

Para o usuário interagir com a propriedade de coloração do elemento, o que constitui no objeto de estudo da pesquisa, a modalidade sensorial mais acionada é a da visão, que Dias (2009) diz se destacar pela sua capacidade de explorar ativamente o ambiente buscando alcançar o objeto observado além de sua velocidade de processamento, sendo o único sentido que é capaz de acompanhar o ritmo veloz e simultâneo do mundo tecnológico. Apesar da ênfase na visão, a percepção do usuário envolve todos os sentidos e é influenciada fortemente pela sua bagagem de conhecimentos.