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As marcas de gado nos campos neutrais (Rio Grande do Sul / Brasil): tradição e patrimônio cultural

Klumb Arnoni, Rafael; Ferreira Michelon, Francisca

Actas de Diseño Nº23

Actas de Diseño Nº23

ISSN Impresión 1850-2032
ISSN Online: 2591-3735
DOI: https://doi.org/https://doi.org/10.18682/add.vi23

XII Encuentro Latinoamericano de Diseño “Diseño en Palermo” VIII Congreso Latinoamericano de Enseñanza del Diseño

Año XII, Vol. 23, Julio 2017, Buenos Aires, Argentina | 253 páginas

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Resumen:

El artículo presenta algunas consideraciones acerca de la utilización y de los significados culturales de las marcas del ganado en el extremo sur de Río Grande del Sur, Brasil. Se pretende evidenciar su carácter de identidad, tradicional y las transformaciones ocurridas en sus funciones de representación a través del tiempo, así como la apropiación de su lenguaje gráfico en el contexto regional. A partir de estos apuntes, sugerimos que pueda ser identificado en las marcas de ganado un carácter patrimonial pasible de ser estudiado a profundidad.

Palavras chave:

Tradición - Identidad - Patrimonio Cultural - Territorio - Frontera.

A utilização de marcas e símbolos para identificação de propriedade é prática milenar, circunstancialmente institucionalizada, que toca em alguns dos assuntos mais relevantes aos indivíduos e grupos humanos, quais sejam: a posse sobre os objetos, o domínio sobre o território e sobre o outro e sua própria identidade. Há, portanto, certo caráter marcadamente individualista e excludente na prática da marcação que pode ser compreendido no axioma: o que é meu e não é seu. 

Historicamente, o que se pode observar é que a origem da utilização de marcas está calcada em certas necessidades do homem em diferenciar suas posses das de outras pessoas, identificando-as e que isto surgiu ou se fez mais notório na medida em que a vida em comunidades implicava no compartilhamento dos espaços comuns. Adrian Frutiger (1999) descreve este fato:

A identificação de propriedade em ferramentas, objetos de uso doméstico, entre outros, era um modo de expressar o desejo individual de marcar os bens, determinado não apenas por questões de segurança, uma vez que a maioria dos equipamentos, móveis etc. permanecia sob o teto do proprietário. Os animais domésticos, porém, principalmente o gado, não possuíam um local geográfico fixo dentro dos limites de uma propriedade. As ovelhas, cabras e o gado bovino de toda a comunidade eram sempre reunidos em manadas para serem levados de pastagens em pastagens à procura de alimento. Por essa razão, a marcação do gado era absolutamente necessária. A única maneira de marcar o animal permanentemente era queimar um desenho em seu chifre ou em seu couro. (Frutiger, 1999, p. 295)

Sendo um elemento que determina a posse, no caso dos animais, é lógico constatar que acabariam por se transformar em símbolos de poder, fazendo reconhecíveis as pessoas capazes de possuir rebanhos. Consequentemente as marcas poderiam funcionar como sinalizadores de poder, especialmente ao se tornarem disseminadas e reconhecidas. 

Estabelecendo uma analogia deste fato com os dias atuais e na região sul do Brasil, o status adquirido pelas marcas é descrito por Raul Pont (1983) em seu trabalho sobre a formação da fronteira sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul.

A marca é um indiscutível meio de identificação; através dela se define a propriedade, se localiza o estabelecimento, a estância ou o criatório - fontes originárias da espécie ou da raça ou a zona geográfica onde a mesma se situa. 

A marca foi sempre respeitada e constitui motivo de orgulho do estancieiro, pois representa muito mais do que um mero signo de propriedade: Ela condensa uma herança e muitas vezes todo um acervo de tradi- ções e sacrifícios, de gerações e gerações. 

É o legado, é o patrimônio, é o símbolo patriarcal da tradição! (Pont, 1983, p. 379)

A era caudilhesca apoiou-se na situação econômica do estancieiro ou por ele foi mantida; quando não, era o próprio abastado Patrão quem dominava politicamente determinada zona, onde a única riqueza nativa se representava pela gadaria, pelo número de cabeças... 

Vivendo em regime de mais ou menos feudalismo, se impunha uma relação de dependência entre serviçais em condições de escravatura e o senhor dos domínios e propriedades, o Estancieiro abastado, o velho Coronel da região. 

Como consequência dessa estratificação social, a marca representava pois, o individuo, definindo sua situação na coletividade, o domínio e a autoridade em função de seu poder econômico. (Pont, 1983, p. 380)

Esta importância será observada principalmente na estrutura social gaúcha até meados do século XX, quando a economia se abre a outros tipos de produção agropecuária e se volta ao meio urbano. A partir deste momento, as marcas começam a sofrer uma ressignificação e, além de suas funções tradicionais, passam a ser valorizadas dentro do contexto do tradicionalismo. 

Esta aproximação pôde ocorrer, pela ênfase que este movimento dá às atividades vinculadas à vida do campo e à produção pecuária. Entretanto, é preciso assinalar que a tradição e a utilização das marcas de gado tem origem e pode ser associada a construções simbólicas distintas da maior parte das representações que norteiam a consolidação do movimento tradicionalista. Por estarem ligadas à atividade pecuária, as marcas acabam por ser incorporadas em um conjunto de práticas que valorizam as atividades rurais de criação e os mesmos caudilhos descritos por Pont, despontam como heróis de um passado glorioso. Neste sentido, o movimento tradicionalista pode ser considerado um exemplo claro de tradição inventada, tal como descrita por Hobsbawn & Terence Ranger (1997). Oliven (1991) corrobora esta ideia ao delinear as transformações ocorridas na produção pecuária e ao abordar a formação do Movimento Tradicionalista Gaúcho:

Esse culto à tradição passou por diversos momentos. Começou em meados do século XIX, quando não existia mais a figura marginal desse gaúcho do passado, gradativamente transformado em peão de estância. Por volta de 1870 o Rio Grande do Sul experimentou modificações econômicas –com o cercamento dos campos, o surgimento de novas raças de gado e a ampliação da rede viária– que atingiram e modernizaram a Campanha, simplificando sua pecuária e eliminando certas atividades servis, como as os posteiros e dos agregados, expulsos dos campos em grande número. A implantação de frigoríficos estrangeiros e a decadência das chasqueadas gaúchas acentuaram esse processo a partir do fim da Primeira Guerra Mundial, quando começou a aparecer o gaúcho a pé. (Oliven, 1991)

Entrevistas realizadas com alguns desses fundadores, que continuam a ser figuras proeminentes no Movimento Tradicionalista Gaúcho, revelam que a maioria deles era formada por descendentes de pequenos proprietários rurais de área pastoris onde predominava o latifúndio, ou de estancieiros em processo de descenso social. Sua presença na capital estava ligada aos estudos. Embora cultuassem valores ligados ao latifúndio, eles não pertenciam à oligarquia rural. Além disso, o movimento buscava recuperar valores rurais do passado, mas sua base estava, desde a origem, na cidade. [...]

Queriam constituir um grupo que revivesse a tradi- ção, e não uma entidade que refletisse sobre ela. Era, portanto, necessário recriar o que imaginavam ser os costumes do campo e o ambiente das estâncias. (Oliven, 1991)

Ainda que inserida neste contexto, a prática da utilização das marcas se dá de maneira distinta à incorporação de outras representações sociais que são utilizadas pelo referido movimento. Além de estar previamente constituída, a utilização das marcas de gado se difunde em virtude de uma necessidade de identificação, ou seja, possui uma função utilitária, que se perpetua e que acaba por ser incorporada como um elemento de identidade e diferenciação social. 

Porém, como afirma Oliven, o tradicionalismo se baseia na recriação e na manutenção de práticas sem a necessária reflexão sobre elas, em desacordo ao que muitos autores entendem por tradição, na medida em estas devem refletir sobre suas práticas passadas, ressignificando-as no presente.

Em contraponto, é oportuno observar o caráter duplo da utilização das marcas na atualidade, pois tanto podem ser interpretadas nos domínios da tradição, no sentido em que seu uso e apropriação passaram por uma ressignificação, tendo sido endossado seu valor pela oligarquia regional, quanto, ao serem incorporadas pelo tradicionalismo, receberam uma visibilidade mais ampla e difundida nos diversos estratos sociais. 

Outro aspecto a ser observado é a transformação das marcas como elemento identitário. Entendemos essa mudança dentro do que Tilley (2006) coloca como o contexto de uma era pós-tradicional. Referindo-se a Giddens, o autor afirma

Outro ponto chave da alta modernidade, para Giddens, é o que ele refere com a “eliminação da tradi- ção”. Tradições tornaram-se não um modo de vida, um imperativo para a identidade, mas parte de parcela de uma estilo de vida escolhido. Eles entram no diálogo com outras tradições e modos tradicionais de realizar coisas [Giddens, 1994: 105]. Tornam-se desprendidos da vida social e como tudo mais são chamadas a explicar e justificar a si mesmas: qual a relevância disso para mim ou para nós? (Tilley, 2006, p. 11)

Entrevistas realizadas com proprietários de gado e terras (As entrevistas foram realizadas pelo autor com o objetivo de reconhecer as funções e importância das marcas atualmente. Participaram o Sr. Cláudio Coutinho Rodrigues em um encontro em Dezembro de 2011 e o Sr. Aníbal Dias de Mattos em um encontro em janeiro de 2012, ambos na cidade de Pelotas), apontam que as marcas ainda estão associadas à sua função original, servindo como um símbolo apto a comprovar a posse dos animais. Entretanto, nestes casos, a ligação das marcas não se estabelece com as pessoas, tal como afirmado por Pont, mas com as fazendas, estâncias, cabanas ou granjas. Foi recorrente a afirmativa dos interlocutores de que “esta é marca desta fazenda desde sempre”. (Cláudio Rodrigues, comunica- ção pessoal, 29 de dezembro de 2011, 2011; Aníbal de Mattos, comunicação pessoal, 02 de janeiro de 2012)

Estas afirmações levam-nos a considerar a continuidade de sua função original, também identitária, mas com uma conotação contemporânea do que se entende por marca. Atualmente quando se faz referência a uma marca dentro de um contexto ligado à comunicação visual, está implícito o entendimento de uma assinatura que representa instituições, empresas, grupos ou mesmo indivíduos e que transmitem, através de suas formas, comportamentos, sentimentos e valores que determinam um posicionamento destes grupos em relação a outros, criando uma identidade junto a consumidores ou determinados segmentos sociais. A este conjunto de valores e posicionamentos projetados para a marca, dá-se o nome de branding, termo definido pela Associação de Designers Gráficos do Brasil como “sustentação da identidade de uma de uma empresa, produto ou serviço; conjunto de ações destinadas à consolidação de uma marca no mercado”. (ADG Brasil, 2004, p. 171)

Podemos resgatar a relação histórica das marcas de gado com as marcas contemporâneas novamente através de Frutiger, quando afirma que: 

[...] no momento em que o animal passa a ser vendido no mercado, o significado dessa marca original de propriedade transforma-se em índice de qualidade. A marca de um bom criador é conhecida e procurada pelos comerciantes, tornando-se uma logomarca, e o animal é comercializado como um “produto de marca”, a um preço correspondentemente maior. (ADG Brasil, 2004, p. 295)

Da mesma forma, as marcas são agora utilizadas com a função de identificar estabelecimentos e são divulgadas através de meios diversos, tais como adesivos de carros, brindes ou camisetas, assumindo uma função claramente publicitária. São lidas e entendidas como marcas contemporâneas, mantendo sua linguagem gráfica tradicional. A mesma situação acontece, por exemplo, em cartazes de leilões de gado onde a linguagem gráfica utilizada principalmente a tipografia, é claramente influenciada pelos traços característicos das marcas, quer sejam, linhas com traços homogêneos e grossos, cantos arredondados e serifas (terminações) também homogêneas e grossas. 

Frente a tais constatações, é possível pensar neste elemento como uma referência cultural da região sul do Brasil. Um elemento que foi incorporado conscientemente pelo design gráfico –uma atividade que utiliza referências visuais significativas para comunicar com mais intensidade uma mensagem– e transformado em uma linguagem clara e identificável, mesmo que inconsciente, a qualquer pessoa que viva na região.

Entendemos que essas possibilidades se abrem em fun- ção da força que esta linguagem simbólica adquire, aqui descrita por Llorenç Pratz (1998): 

Como es sabido, la eficácia simbólica depende de muchos factores, entre los cuales la contextualización de los símbolos em prácticas y discursos y el nível de consenso de que gocen referentes y significados. La condensación y la pureza de atributos y significados son otros de estos factores fundamentales. La principal virtualidade de um símbolo es su capacidade para expressar de uma forma sintética y emocionalmente efectiva uma relación entre ideas y valores. Dicho de outra forma, el símbolo tiene la capacidade de transformar las concepciones y creencias em emociones, de encarnarse, y de condensarlas y hacerlas, por lo tanto, mucho más intensas. Esa capacidade de evocación y condensación de significados se ve reforzada, tambíen em el caso de los referentes simbólicos patrimoniales, cuando se da, además, uma especial intensificación o una condensación de los atributos que los legitiman. (Pratz, 1998, 66, grifo nosso)

Este poder simbólico é reforçado pelas peculiaridades possíveis de serem observadas em sua construção. Podemos exemplificar estas afirmações utilizando as observações realizadas em nosso estudo de campo, no município de Santa Vitória do Palmar. 

Esta região, localizada entre a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico, é historicamente conhecida como Campos Neutrais, em virtude do Tratado de Santo Ildefonso firmado entre as coroas ibéricas em 1777. Por este tratado, a região não pertenceria a nenhum dos dois reinos, servindo como um território neutro, afastando as fronteiras de ambos. Em consequência do expansionismo português, estas terras acabam com o tempo sendo incorporadas ao território luso e posteriormente brasileiro. Entretanto, em decorrência da proximidade com a fronteira com o Uruguai e a forte relação com este país, foi possível identificar em nossas pesquisas uma significativa semelhança e influência gráfica das marcas uruguaias nas de nosso campo de estudo. 

Isto se deve, em nosso entendimento, tanto em função da influência do rigoroso e consistente sistema de marcas uruguaio, organizado em 1912 e em vigor até hoje, quanto pela existência de propriedades de uma mesma família em ambos os lados da fronteira. Em decorrência destes fatores, as marcas eram registradas no Uruguai, por ter um processo mais complexo, e utilizadas no Brasil. Esta teoria é reforçada pelas entrevistas, quando os interlocutores afirma que as marcas uruguaias foram “trazidas” para as propriedades brasileiras por antepassados ou mesmo atualmente. (Cláudio Rodrigues, comunicação pessoal, 29 de dezembro de 2011; José Martinez, comunicação pessoal, 18 de janeiro de 2012) 

Além da forte carga identitária pessoal, familiar, de grupo ou da propriedade, soma-se uma identidade platina. Como afirma Tilley, “identidades tornam-se algo a ser dito no plural, não uma mas muitas, algo sempre em mudança no tempo-espaço”. (Tilley, 2006, p. 8, tradução nossa) Entendidas as marcas como um elemento incorporado à cultura local, veículo para a afirmação de uma identidade regional, podemos considerá-las como bens patrimoniais, particularmente se avaliada a descrição de Arévalo (2004):

El patrimônio [...] remite a símbolos y representaciones, a los “lugares de la memoria”, es decir, a la identidad. Desde este punto de vista el patrimonio posee un valor étnico y simbólico, pues constituye la expresión de la identidad de un pueblo, sus formas de vida. Las señas y los rasgos identificatorios, que unen al interior del grupo y marcan la diferencia frente al exterior, configuran el patrimônio. (Arévalo 2004 (Arévalo, 2004, p. 929)

Pode-se ainda explicitar quem ativa ou legitima estes “referentes simbólicos”, uma vez que, segundo Pratz, podemos dizer:

[...] que ninguna invención adquiere autoridade hasta que no se legitima como construcción social y que ninguna construcción social se produce espontaneamente sin um discurso prévios inventado por el poder, por lo menos, repito, por lo que al patrimônio cultural se refiere. (Arévalo, 2004, 64)

Neste sentido reforçamos que a prática da marcação e as próprias marcas se constituem como um elemento que caracteriza a posse e o domínio sobre objetos, animais, terras e mesmo pessoas. Embora inicialmente utilizadas como elemento de dominação, gradativamente –particularmente com a perda de poder dos “líderes latifundiá- rios”– são incorporados ao cotidiano rural e urbano, muito auxiliado, é verdade, pelo movimento tradicionalista. É evidente que esta incorporação se faz a partir de um grupo específico que, por opção de um estilo de vida como afirma Giddens, apropria-se mais profundamente de tais linguagens e referências culturais. E são estas pessoas também que, juntamente com os proprietários de estabelecimentos interessados em difundir sua marca, servem como propagadores destes valores que acabam por irradiação, sendo compreendidos e aceitos em um meio que não se caracteriza com o meio original de difusão das marcas.

Por estas características de tradição, renovação e difusão, entendemos o potencial de estudos sobre as marcas de gado, tanto relacionados à sua história e tradição quanto a seus usos atuais. A pesquisa sobre suas peculiaridades como linguagem gráfica, influências e ressignificações, certamente poderão contribuir para o entendimento destes referentes simbólicos, no âmbito da abordagem sobre patrimônio cultural. 

Referências Bibliográficas 

ADG Brasil (2004). O Valor do Design: guia ADG Brasil de prática profissional do design gráfico. São Paulo: Senac São Paulo. Arévalo, J. M. (2004). La tradición, el patrimonio y la identidad. Revista de estudios extremeños. 60 (3), 9250-956. Espanha: Ed. da Diputación de Badajoz. Recuperado em 01 de setembro, 2010, de http://www.dip_badajoz.es/publicaciones/reex/rcex_3_2004/ rcex_3_2004_completo.pdf. 

Frutiger, A. (1999). Sinais & Símbolos: Desenho, projeto e significado. São Paulo: Martins Fontes. 

Hobsbawn, E. & Ranger, T. (1997). A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 

Oliven, R. (1991). Em Busca do Tempo Perdido: o movimento tradicionalista gaúcho. Revista Brasileira de Ciências Sociais. 15, 40-52. Recuperado em 01 de setembro de 2010, de http://www.anpocs.org. br/portal/publicacoes/rbcs_00_15/rbcs15_03.htm. Pont, R. (1983). Campos Realengos. Porto Alegre: Editora e Distribuidora Gaúcha. 

Prats, L. El Concepto de Patrimonio Cultural. (1998). Política y Sociedad. 27, 63-76, Madrid: Universidade de Barcelona. 

Tilley, C. (2006) Identity, Place, Landscape and Heritage. Journal of Material Culture, 11 (1-2), 7-32. Recuperado de http:// mcu.sagepub.com/content/11/1-2/7.full.pdf+html. doi: 10.1177/1359183506062990

Abstract:

The article presents some considerations about the use and the cultural meanings of cattle brands in the southern end of Rio Grande do Sul, Brazil. The aim is to demonstrate its identity, traditional character and the transformations occurring in its representation functions over time, as well as the appropriation of its graphic language in the regional context. From these notes, we suggest that it be possible to identify in livestock brands a patrimonial character that can be studied in depth.

Keywords:

Tradition - Identity - Cultural Heritage - Territory - Border.

Resumo: O presente trabalho apresenta algumas considerações acerca da utilização e dos significados culturais das marcas de gado no extremo sul do Rio Grande do Sul, Brasil. Pretende-se evidenciar seu caráter identitário, tradicional e as transformações ocorridas em suas funções de representação através do tempo, bem como a apropriação de sua linguagem gráfica no contexto regional. A partir destes apontamentos, sugerimos que possa ser identificado nas marcas de gado um caráter patrimonial passível de ser estudado e aprofundado.

Palavras chave:

Tradição - Identidade - Patrimônio Cultural - Território - Fronteira.

(*) Rafael Klumb Arnoni.

Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pelotas. Mestrando do Curso de Pós -Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural/UFPel, Pelotas. Professor de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico da Coordenadoria de Design do Instituto Federal Sul-rio-grandense. Possui interesse nas áreas de design gráfico, design, cultura e território, patrimônio cultural, memória social.

Francisca Ferreira Michelon.

Mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutorado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Pós-doutorado no Arquivo Fotográfico da Câmara de Lisboa. Professora Associada da Universidade Federal de Pelotas. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Patrimônio Cultural, atuando principalmente nos seguintes temas: fotografia, patrimônio cultural, memória social, gestão de acervos, conservação de fotografias, história da fotografia e acessibilidade em museus. Tutora do Grupo PET Conservação e Restauro. Participa de curadorias de exposições (organização de eventos- exposição).


As marcas de gado nos campos neutrais (Rio Grande do Sul / Brasil): tradição e patrimônio cultural fue publicado de la página 186 a página189 en Actas de Diseño Nº23

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