Estudiantes Internacionales Estudiantes Internacionales en la Universidad de Palermo Reuniones informativas MyUP
Universidad de Palermo - Buenos Aires, Argentina

Facultad de Diseño y Comunicación Inscripción Solicitud de información

  1. Diseño y Comunicación >
  2. Publicaciones DC >
  3. Actas de Diseño Nº 32 >
  4. Memórias em Festa: uma cartografia das Congadas em Atibaia

Memórias em Festa: uma cartografia das Congadas em Atibaia

Targa Gonçalves, Mariana; Pereira de Andrade, Ana Beatriz

Actas de Diseño Nº 32

Actas de Diseño Nº 32

ISSN Impresión 1850-2032
ISSN Online: 2591-3735
DOI: https://doi.org/https://doi.org/10.18682/add.vi32

XIV Encuentro Latinoamericano de Diseño “Diseño en Palermo” X Congreso Latinoamericano de Enseñanza del Diseño Comunicaciones Académicas

Marzo 2020, Año 14, Vol. 32, Buenos Aires, Argentina | 260 páginas

descargar PDF ver índice de la publicación

Ver todos los libros de la publicación

compartir en Facebook


Licencia Creative Commons Esta obra está bajo una Licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0 Internacional

Memórias em Festa: uma cartografia das Congadas em Atibaia Mariana Targa Gonçalves e Ana Beatriz Pereira de Andrade (*)

Resumo: A presente pesquisa teve início a partir de releitura de imagens fotográficas de Pierre Fatumbi Verger. O objeto de estudo são as congadas, uma manifestação cultural e religiosa que ocorre em algumas regiões do país. O recorte se dá na ocorrência de congadas da cidade de Atibaia, interior de São Paulo. Pretende-se mostrar como a tradição se mantém na cidade, abordando aspectos históricos e relatos de memória oral dos integrantes da festa. E, um dos princípios norteadores é o do Design Social, o de projetar junto com as pessoas e não para as mesmas.

Palavras chave: Religiosidade - design social - cultura - congadas - visibilidades.

[Resumos em espanhol e inglês e currículo em p. 203]

1. Introdução

A presente pesquisa tem por objetivo investigar questões acerca das Congadas na cidade de Atibaia, interior de São Paulo e produzir resultado com registros imagéticos (fotográficos) e iconográficos.

Para isto, faz-se necessário reunir saberes interdisciplinares fundamentais para o processo metodológico. Optou-se pela cartografia, como forma descritiva, tal como proposto pela psicóloga Suely Rolnik, no sentido de considerar questões no campo do sensível. Também, a Teoria do Ator Rede proposta pelo sociólogo Bruno Latour, a fim de colocar em cena visibilidades e invisibilidades. Tornam-se necessários levantamentos históricos, culturais e antropológicos, a fim de atingirmos o objetivo geral.

Seja o de compreender e proporcionar visibilidade às Congadas de Atibaia com o uso de ferramentas relacionadas ao Design, sobretudo no campo da fotografia, já verificadas como possíveis em relação ao objeto de estudo. Este impulso inicial deu-se a partir de releitura fotográfica com proposta de inspiração em fotógrafo profissional partindo de questões técnicas e / ou conceituais.

A opção foi a de imagens fotográficas produzidas pelo antropólogo e fotógrafo Pierre Fatumbi Verger. Pierre Verger nasceu na França, cidade de Paris, em 1902. Foi um fotógrafo autodidata e começou a atuar com fotografia jornalística após os 30 anos de idade. Sua especialidade eram as fotos em preto e branco, tiradas com sua máquina modelo Rolleiflex. Verger viajou durante 15 anos, documentando culturas, sociedades e civilizações em diversos continentes.

Quando passou pela cidade de Salvador, na Bahia, ficou encantado e resolveu ficar. Foi na cidade que faleceu, em 1996, aos 94 anos.

O recorte da pesquisa se dá na cidade de Atibaia, por ter observação ao longo de muitos anos das Congadas na cidade. Daí surgiu a decisão foi a de realizar registros fotográficos nas festas que ocorrem principalmente ao final do ano.

A primeira releitura teve como resultado um ensaio fotográfico, partindo do conceito de relacionar manifestações religiosas entre África e Brasil. Partindo de Verger, identificou-se correspondência de gestualidades e olhares nas Congadas em Atibaia. Os primeiros resultados desta prática foram fundamentais para o desenvolvimento desta pesquisa.

Considerando que o principal evento acontece na época natalina, ainda estão sendo utilizados instrumentos metodológicos de entrevistas, coleta de imagens fotográficas, entrevistas e acompanhamento de atividades esparsas que ocorrem ao longo do ano. Uma das possibilidades é a de traçar uma cartografia. Segundo Suely Rolnik: “o cartógrafo serve-se de fontes as mais variadas, incluindo fontes não só escritas e nem só teóricas” (1989). Até o momento, é possível afirmar que a manutenção desta tradição se dá com base na história oral. É de interesse este levantamento, a fim de investigar e registrar fotograficamente as adaptações à contemporaneidade.

2. Sobre as Congadas

Congadas são manifestações culturais e religiosas celebradas em algumas regiões do Brasil. Tem origem africana, mais precisamente no país do Congo. O ritual se parece com um bailado-guerreiro que teve inspiração no Cortejo aos Reis Congos, como uma forma de expressão de agradecimento do povo aos seus governantes. Com a colonização portuguesa, quando vários africanos foram trazidos para o Brasil como escravos, a tradição começou a inserir-se na cultura local.

As danças encenadas representam a coroação do rei do Congo, todas coreografadas e cantadas, com acompanhamento de instrumentos. Por exemplo: a cuíca, a caixa, o pandeiro, o reco-reco, o cavaquinho, o tamborim, a sanfona e o acordeom.

Os grupos que participam da festa se diferenciam uns dos outros, dentre outras coisas, pela sua vestimenta. Elas variam tanto na cor quanto no modelo, quantidade de fitas, customização. Essa roupa é chamada de terno. Cada terno carrega uma ou mais bandeiras durante os rituais, que possuem imagens dos santos a quem os integrantes são devotos como São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. São as chamadas bandeiras do terno.

Há uma hierarquia nos ternos que segue padrões militares ou políticos. Em grande parte dos ternos, a pessoa que tem a função de regente é chamada Capitão, mas também pode se encontrar a denominação de General ou Guia. Abaixo do Capitão vêm o Presidente, Fiscal, Conselheiro, Secretário, Tesoureiro, Madrinha do Terno, Madrinha da Bandeira, Soldados, Bandeireiras, e assim por diante. As crianças são chamadas Marujos.

Isso tudo varia de terno para terno, tanto em quantidade de funções, quanto em significações.

O Primeiro Capitão tem a função de se deslocar para ver se tudo corre bem com o terno que representa. Ele também puxa as músicas. O Segundo Capitão geralmente é responsável por reger a bateria, como fosse um maestro. Dois outros capitães ou fiscais são incumbidos de proteger as laterais. Os Fiscais auxiliam também na execução das músicas, bem como na condução do terno e na organização.

A Madrinha do Terno, geralmente, se posiciona na frente do batalhão, junto à mulher que carrega a bandeira, mas também se desloca pelo terno, dando o auxilio necessário. A Madrinha da Bandeira ajuda as bandeireiras e ficam responsáveis pelas crianças (marujos). As funções de Presidente, Tesoureiro e Secretários, são comumente desempenhadas pelos Capitães, Madrinhas e Fiscais.

As Bandeireiras conduzem as Bandeiras e suas fitas, e fazem coreografias. E os Soldados tocam instrumentos diversos e dançam.

3. Congadas em Atibaia

A cidade de Atibaia foi fundada em 1665, e tem hoje 134.567 habitantes (população estimada em 2013) e área territorial de 478,517 km². A cidade tem cerca de 79 mil pessoas da religião católica apostólica romana, 6 mil espíritas e 27 mil da religião evangélica.

A história das congadas na cidade de Atibaia vem de pelo menos 300 anos, segundo apontam registros. O sabido até o momento é de que quando as festas de final de ano se aproximavam, os grandes fazendeiros da região iam para Atibaia, acompanhados de seus escravos. Após prepararem e servirem a ceia de natal, entendido como um ato de bondade dos fazendeiros, os seus servos eram liberados. Nesse pequeno período de liberdade, os escravos festejavam o natal por meio de um ritual, de caráter religioso.

Havia certa rivalidade, saudável, entre os negros de uma fazenda e outra. Esse espírito competitivo existe ainda hoje entre os grupos que mantém a tradição, cada qual querendo defender seu terno. Inclusive no chamado Reinado, os ternos realmente disputam a melhor apresentação. A manifestação folclórico-popular se mantem nos dias atuais. É caracterizada por um grupo de pessoas vestidas com calça branca, tênis (conga) branco, e blusa de tecido acetinado (com cores variáveis) enfeitado com diversas fitas coloridas, além do chapéu, também enfeitado fitas e medalhas de santos, correntes, tecido, dentre outras possibilidades de materiais.

Esses grupos saem pelas ruas cantando, dançando, e tocando instrumentos, a fim de concretizar seu ritual, de cunho cultural e religioso. Cada um desses grupos é o denominado terno. E, cada terno é representado através de uma cor que se fazem presentes nos blusões da farda, podendo dessa forma diferenciá-los.

Essas manifestações ocorrem em determinados períodos do ano, e todas têm maior importância no período compreendido entre o dia de natal e o dia 6 de janeiro do ano seguinte. O principal evento que acontece na cidade envolvendo as Congadas é a festa do Ciclo Natalino. Felizmente, cinco ternos ainda conseguem conservar suas atividades em Atibaia. O Terno Verde, que é o do Centro da cidade, o Terno Rosa, do Bairro do Alvinópolis, o Terno Azul, Morro Grande, o Terno Vermelho, do Bairro do Portão, e o Terno Branco, Alvinópolis II e Chácaras Brasil.

3.1. Cronograma do Evento

No dia 25 de dezembro, em frente à Igreja do Rosário, que mantém o mesmo nome desde a época em que foi construída por escravos, são erguidos os mastros, em homenagem a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário. É tradição da população da cidade que acompanha o festejo, fazer bilhetes com pedidos para o santo de que cada um é devoto, e jogá-los num buraco feito para colocar os mastros, antes que os mesmos sejam erguidos.

No dia 27 de dezembro, dia consagrado a Nossa Senhora do Rosário, em homenagem à santa, às seis horas da manhã se inicia uma alvorada, seguida de missas e procissões que ocorrem ao longo de todo o dia. No dia seguinte, 28 de dezembro, é data de prestigiar São Benedito, o santo de maior devoção entre todos os ternos da Congada. Essa homenagem, assim como a feita à Nossa Senhora do Rosário, tem inicio as seis da manhã com a alvorada, seguida de missas e procissões. Termina com uma queima de fogos, quando é comemorado o reinado de São Benedito.

A festa se encerra no dia 6 de janeiro, ou no domingo mais próximo desta data, quando é realizado o descimento dos mastros. No dia 24 de junho, os congos homenageiam o padroeiro da cidade de Atibaia, São João Batista, dançando e cantando em seu louvor. Participam também da alvorada, do desfile cívico e da procissão. Os grupos de Congadas têm cerca de 200 pessoas, e se apresentam também em outras ocasiões, como no Encontro Regional de Folclore, que ocorre no mês de agosto e no evento Revelando São Paulo - Entre Serras e Águas - que é um evento cuja proposta é a de difundir a diversidade da cultura tradicional do Estado. Já existe a 16 anos, estimulando paulistas do interior e da capital a conhecer sua própria história, contada por meio de suas tradições. Nesta grande festa popular, a pluralidade da culinária paulista, assim como o artesanato, a música, o folclore e as danças tradicionais de várias regiões reúnem-se num mesmo espaço, em uma grande celebração multicultural que envolve mais de 200 municípios.

Em Atibaia, no mês de janeiro, chega-se a reunir cerca de 40 grupos, entre congadas, moçambiques, folia de reis e caiapós.

4. O Canto nas Congadas

Cabe ressaltar que os cantos de Congadas são singulares e fundamentais nos eventos.

Segundo o descrito na obra Ternos de Congo: Atibaia, de Élsie da Costa Giardelli, diz a autora:

As músicas cantadas nas festividades das quais as Congadas fazem parte estão ligadas muitas vezes ao ritual, havendo algumas que aparecem apenas em determinados momentos. Basicamente o ritmo é um só (binário) para todas as músicas cantadas por qualquer um dos ternos, exceto nos momentos em que, estando parados, vão iniciar os cantos. As melodias variam, porém seguindo uma toada própria. São muito frequentes as tercinas. As letras tratam de temas alusivos aos acontecimentos de cada situação ou festa, havendo, por exemplo, letras que caracterizam o canto da alvorada, canto em louvor aos santos, cantos dos ternos, canto de despedida, canto de agradecimento, etc. Quanto à forma de cantar, é apresentada sempre distinguindo-se os violeiros e os congos, de maneira alternada. É por demais marcante a presença da voz de crianças (marujos), junto com os congos. Não há vozes de ‘baixo’ e nem de ‘barítono’. São todos tenores. Os marujos são ‘tenorinhos’. Há músicas em que há apenas uma estrofe. Cantam os violeiros e os congos a repetem. A mesma música é cantada várias vezes. Há casos, porém, em que os violeiros cantam uma parte da letra e os congos, outra parte. Sempre, no entanto, a música é repetida diversas vezes. O início e o fim da música são marcados pelo apito, que, além de ter esta finalidade, serve também para reunir os congos, quando parados. O responsável pelo apito é geralmente o 1° capitão (1981).

Esses cantos são chamados pelos congos de modas, e cada terno possui um repertório próprio.

Apesenta-se um exemplo:

Com que se prepara coroa

Coroa de São Benedito

É o cravo, é a rosa

É a frô mais bonito.

A lua nasceu para a noite

O sol prá de dia

Dispoi que amanhece

A Coroa de Nossa Senhora

Que é tanto bonita

Que até resplandece.

A lua nasceu para a noite

O sol prá de dia

Dispoi que amanhece

É dia de São Benedito

Ele é nosso guia

Ele é nosso mestre.

(Canto da festa de São Benedito)

5. Algumas considerações entre Tradição e Contemporaneidade

É fato que hoje, a facilidade de comunicação através das redes sociais permite que todos expressem suas opiniões sobre uma infinidade de assuntos. Muitas vezes a partir de informações superficiais, e de alguma forma influenciando outras pessoas quanto a possibilidades de crença em verdades absolutas.

Isso também acontece com o relacionado com as Congadas. Sempre há pessoas que veem o evento pelo lado positivo, que gostam e acompanham, ou mesmo admiram de longe. Todavia, existe o outro lado. De alguns anos para cá, algumas pessoas na cidade de Atibaia que se sentem incomodadas seja pelo barulho dos rojões que fazem parte do cortejo, seja pelo barulho dos instrumentos musicais, ou simplesmente por qualquer outro motivo, pedem apoio a amigos e a governantes, para ajudar a extinguir uma tradição centenária, que move a vida de muitas pessoas.

Em momentos como esses, se percebe ausência de sensibilidade e o egoísmo do ser humano. Além do citado acima, os grupos enfrentam outras dificuldades. Há múltiplas ofertas de entretenimento e falta de incentivo para que a comunidade possa conhecer e participar das festas. Também verifica-se que a grande maioria dos congadeiros são pessoas de baixo poder aquisitivo que fazem um enorme esforço para manter a tradição. Isto é um aspecto que sensibiliza e incentiva quanto ao desenvolvimento da pesquisa.

A simplicidade que trazem de sua origem, talvez seja o que faz de tudo isso uma manifestação tão bonita. Através dos cantos, das rezas, das coreografias, essas pessoas conseguem transmitir uma energia muito forte a quem está ao seu redor, além de deixar transbordar o amor que tem por suas origens e tradições.

6. Conclusão

A projeto de pesquisa apresentado está em fase de desenvolvimento. Apresentou-se breves definições a respeito das Congadas, origem, personagens, hierarquia. Também, buscou-se demonstrar as relações com a religiosidade, sobretudo quanto à devoção por São Benedito e por Nossa Senhora do Rosário. Aponta-se as principais festividades, com o recorte geográfico na cidade de Atibaia. Dentre os objetivos para os desdobramentos da pesquisa está em pauta o princípio de aprofundar as questões propostas em torno do titulo proposto: Memórias em Festa: Uma cartografia das Congadas em Atibaia.

Encontra-se em andamento coleta de relatos de memória oral, a fim de compreender e relatar a historicidade da tradição. Este processo está sendo desenvolvido em conjunto com as pessoas que fazem parte das Congadas, a fim de seguir o proposto como metodologia por Rolnik e Latour. A Teoria do Ator Rede (TAR), em inglês Actor Network Theory (ANT) é uma forma de abordar relações entre os seres humanos e os acontecimentos com os quais interage. Incentiva um olhar para os detalhes. E, as redes, são resultados de interações e troca de experiências nas quais o ator é um alvo móvel de um enxame de entidades que se fundem sobre ele. Considera-se sobretudo os princípios do Design Social para o desenvolvimento dos registros. Conforme a designer e professora Heliana Pacheco (1996): “O Design Social, na verdade, tem uma relação de trabalho onde o designer trabalha com alguém e não para alguém”. O aspecto iconográfico está sendo pesquisado em registros de arquivos locais na cidade de Atibaia.

Por fim, levando-se em conta a importância da imagem verificada nas festas, e o fato de que as fantasias e a gestualidade são fundamentais e indispensáveis, encontra-se em andamento registro fotográfico.

A luz de Henri Cartier-Bresson, entende-se que a integração entre fotografia e Design possa ser uma das formas de sintetizar um momento ou descrever um sentimento sem a necessidade de explicar com palavras.

Referências Bibliográficas:

Bitter, D. (2008). A Bandeira e a Máscara: Estudo sobre a circulação de objetos rituais nas folias de reis. 201 f. Tese (doutorado) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Curso de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia.

Costa, É. (2005). Balanceia meu batalhão: universo poético-musical dos congadeiros de Atibaia. Atibaia, San Paulo: Ed. do autor.

Giardelli, É. (1981). Ternos de Congos: Atibaia. Rio de Janeiro: MEC- -SEC-FUNARTE: Instituto Nacional do Folclore.

Gonçalves, E. (2011). Os Bonecões no Carnaval de Atibaia: uma experiência em arte-educação. 289 f. Tese (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Curso de Pós-Graduação em Artes Visuais. Infoescola. (s.d.) Folia de Reis. Disponível na internet em: www.infoescola.com/datas-comemorativas/folia-de-reis/

Latour, B. (2001). A esperança de Pandora. Bauru: EDUSC.

Melo, R. (2004). Sambas e congadas: O papel da música na construção de um espaço social para o negro no Brasil. Revista Australírica, 1 (1). Disponivel em: http://revistascientificas.ifrj.edu.br:8080/revista/index.php/australirica/article/view/441

Revelando São Paulo. (s.d.) Congada e Moçambiques: uma dança de fé e devoção. Disponível em: http://revelandosaopaulo.org.br/rv/congadas-e-mocambiques-uma-danca-de-fe-e-devocao-2/

Rolnik, S. (1989). Cartografia Sentimental: Transformações contemporâneas do desejo. São Paulo, SP: Ed. Estação Liberdade.

Schmidt Silva, C. (2000). Viva São Benedito!: Festa popular e turismo religioso em tempo de globalização. Aparecida, SP: Editora Santuário. Uol Educação. (s.d.) Congada: Festa folclórica une tradições africanas e ibéricas. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/cultura-brasileira/congada-festa-folclorica-une-tradicoes-africanase-ibericas.htm

Resumen: Esta investigación se inició a partir de la relectura de las imágenes de Pierre Fatumbi Verger. El objeto de estudio son las Congadas, una expresión cultural y religiosa que se da en algunas regiones del país. El recorte se produce durante las Congadas en la ciudad de Atibaia, San Pablo, Brasil. Se pretende mostrar cómo la tradición continúa en la ciudad. Abarca aspectos históricos e informes de la memoria oral de los integrantes de esta fiesta. Uno de los principios rectores es el Diseño Social, para diseñar junto con la gente y no para la gente.

Palabras clave: Religiosidad - diseño social - cultura - congadas - visibilidad.

Abstract: This research started from rereading images of Pierre Fatumbi Verger. The object of study are congadas, a cultural and religious expression that occurs in some regions of the country. The clipping occurs on the occurrence of congadas at Atibaia, São Paulo. It is intended to show how the tradition continues in the city, covering historical aspects and reports of oral memory of the members of the party. And, one of the guiding principles is the Social Design, to design along with people and not for them.

Keywords: Religiosity - social design - culture - congadas - visibilities.

(*) Mariana Targa Gonçalves. Designer gráfica. Universidade Estadual Paulista. FAAC/UNESP. Pesquisadora em iniciação científica de tema”. Memórias em Festa: As Congadas de Atibaia”. Participante do concurso “Impressão 3D” UNESP2013. Ana Beatriz Pereira de Andrade. Doctora en Psicología Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Máster en Comunicación y Cultura (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Licenciada en Comunicación Visual (Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro). Maestra en el Departamento de Diseño de la Faculdade de Arquitetura Artes e Comunicação de la Universidade Estadual Paulista (FAAC/UNESP). Miembro del Conselho Editorial de Estudos em Design (Brasil), Actas de Diseño (Argentina) y otros comités editoriales y revisión de revistas científicas y congresos de diseño. Miembro del Foro de Escuelas Observatorio de Marcas Red Latino Americana. Representa FAAC/UNESP en Universidad de Palermo. Miembro de Sociedade Brasileira de Design da Informação.


Memórias em Festa: uma cartografia das Congadas em Atibaia fue publicado de la página 200 a página203 en Actas de Diseño Nº 32

ver detalle e índice del libro