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Design como ativismo no brasil contemporâneo

José Carlos Magro Junior e Mônica Cristina de Moura

Actas de Diseño - N° 36

Actas de Diseño - N° 36

ISSN Impresión 1850-2032
ISSN Online: 2591-3735
DOI: https://doi.org/

XVI Semana Internacional de Diseño en Palermo Foro de Escuelas de Diseño • Comunicaciones Académicas EDICIÓN ESPECIAL XI Congreso [Virtual] Latinoamericano de Enseñanza del Diseño 2020

Diciembre 2021 . Año 16 . Nº36 - Buenos Aires, Argentina | 414 páginas

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Resumo: Este artigo tem por objetivo discutir e apontar relações que se estabelecem no design contemporâneo brasileiro com o ativismo. Através de análises que relacionam questões políticas e sociais são apontadas ações em conjunto, a fim de construir um pensamento que relaciona ações junto da comunidade. Como o design pode agir efetivamente frente às reais necessidades sociais e políticas? Nossa hipótese se funda na construção de um caminho para um mundo melhor e mais justo, onde só poderá ser feito através de atitudes comunitárias da sociedade e integração das áreas do saber.

Palavras chave: Design Político; Design Contemporâneo - Design Ativista - Design Sociopolítico - Design Brasileiro


Pesquisar design no contemporâneo exige uma série de novas capacidades – teóricas, críticas e analíticas – que instigam o pensamento e a produção de linguagem deste período. A linha de ação que se estabelece, constrói um pensamento que relaciona as questões políticas, sociais e sustentáveis no desenvolvimento de ações junto a comunidade em geral. Cabe a nós pesquisadores, professores, profissionais, pensar, produzir conhecimento e propostas de reflexão, assim como ocupar os espaços, público ou privado, real ou digital, nas universidades e nas ruas, afinal ocupar espaços é um ato político, estético e agora, mais do nunca, necessário e fundamental.

Acreditamos que através da integração entre as diversas áreas do saber, o conhecimento possa ser construído de forma mais consciente e aplicada às reais necessidades, como aponta Bomfim (1997) sobre as estruturas curriculares que constituem as áreas, torna-se necessário repensar a forma com que o conhecimento tem sido transmitido, uma vez que a necessidade da sociedade só se amplia, além de refletir uma necessidade frente ao ensino contemporâneo, ou seja, as novas competências desse indivíduo em formação que clamam por um leque maior de competências-chave, principalmente quando se trata do ensino do Design.

Desde os movimentos históricos do design, a ideia por um design politizado era colocada em pauta, síncrona com um período de constantes modificações – sociais, culturais, econômicas e políticas – presentes no início do século XX. As tentativas de tirar o design das amarras das artes decorativas permitia o desenvolvimento de um pensamento que, no início desse século, desabrochava sobre o ofício. Esbarrando em ideias de modernização e conceitualização da práxis, podemos destacar um evento importante para o começo da reflexão aqui proposta, no ano de 1907 um grupo de arquitetos, designers e empresários fundavam a Deutscher Werkbund – Associação Alemã dos Artesãos – em Munique, reunindo um discurso politizado que, marcava uma tentativa, mais tarde consolidada pela Bauhaus (1919 – 1933) como funcionalismo. Walter Gropius foi um dos mais importantes participantes dessa associação, detentor de um pensamento do design ligado às causas sociais e políticas, seguidor de John Ruskin, o grande escritor e crítico inglês, influente na era Vitoriana, Morris atuava pautado em ideias socialistas, direcionando e questionando a atuação de seus pares por um viés sociopolítico, onde a o design deveria ser a ferramenta para construção de uma sociedade mais democrática e igualitária. Gropius carregava em seu discurso a ideia de que a produção industrial seria uma chave de mudança social, onde as diferenças de classes seriam reduzidas a partir da produção de uma arte democrática, que pudesse estar na casa de todos (Denis, 2008; Bonsiepe, 2011).

Essas discussões e questionamentos se projetam para hoje, na atual sociedade, onde inúmeras dificuldades se apresentam, e esse discurso centenário não parece ter sido superado, sendo ainda perceptível o mesmo embate quando se faz uma leitura deste tempo. Como o design pode agir efetivamente perante as reais necessidades sociais e políticas? Desde sua gênese, questões políticas e sociais estiveram relacionadas ao design, seja por uma organização dos profissionais por um amparo político, seja pelos ideais de construção de uma nova sociedade, mais justa e responsável, onde os objetos produzidos industrialmente pudessem trazer aos cidadãos, agora, em sua maioria, urbanos, melhor qualidade de vida. Bonsiepe (2006) aponta que o discurso do design se abstém do questionamento das atividades de design, e fica mais próxima de uma embalagem popular identificada pelo efêmero, modal, obsoleto, foi levado à ‘boutiquização’ (p. 28), deslocando da ideia de resolução inteligente de problemas.

O contemporâneo é o tempo presente, o filósofo italiano Agamben (2009) diz que para se entender esse período é necessário saber ler e interpretar a história, seus diferentes momentos e as propostas de construção para um futuro. Constituída por multiplicidades, concordâncias e divergências, o tempo presente reflete na manifestação de sensações, no design, nos projetos, nas criações e na consequente produção do conhecimento. Fazer uma leitura do contemporâneo necessita de muita sensibilidade, pois a ebulição dos movimentos, das lutas e das causas encontrou no tempo presente uma chance para o acerto das contas históricas, vemos nos dias de hoje uma maior mobilização social, um maior questionamento por parte dos sujeitos e dos grupos, uma retomada de valores que acabaram sendo ofuscados ao longo do tempo, sendo o contemporâneo um ótimo objeto de estudo para todas as áreas, especialmente para o design, em função da supervalorização às práticas de projeto que cercam as sociedades pós-industriais.

Com o rompimento das fronteiras, apontado por Moura (2014), o design contemporâneo se estabelece a partir dessa pluralidade que toma corpo com a compreensão das novas dinâmicas e dos novos diálogos complexos que fazem parte desse novo tempo. Preocupações políticas, sociais, econômicas, culturais e com a sustentabilidade, de certo modo, estiveram presentes nos discursos dos últimos cinquenta anos, mas a forma com que a discussão é tomada nos dias de hoje é o que causa uma certa diferença se comparada com outras gerações.

Victor Papanek, designer e educador, desde os anos 1960 já levantava questões sobre design social e preocupação ambiental, Papanek foi contemporâneo em seus escritos, e foi pioneiro, tendo uma capacidade de leitura de seu tempo, e de reflexão dentro da área do design, em um momento de superprodução e acúmulo que tomaria proporções gigantes algumas décadas depois. Papanek (1971) foi claro e pontual, o design deve ser responsável: responsável socialmente, responsável ecologicamente, e além disso, o design deve ser revolucionário e radical. Termos estes que estão ligados à atuação política, ativista, subversiva, que toma espaço nas discussões contemporâneas e que serão abordadas à frente. O design social, abordado pelo autor, era crítico e intercultural, ou seja, fazia uma análise crítica da sociedade de produção e das invenções dos designers que não funcionavam de forma adequada, gerando mais lixo e desperdício de materiais, voltado ao pensamento do design para o mundo real, e para o social, alertando o designer sobre a responsabilidade perante a sociedade, colocando o design no caminho das mudanças sociais reais.

Outros questionamentos trazidos por Papanek (1971) é sobre o consumo, sobre o tempo dos objetos, sobre reutilização, reciclagem, diversidade, que são alcançadas através de ideias combinadas de senso de responsabilidade. Se o design é uma área de inovação e criatividade, é possível pensar e explorar as possibilidades de transformação e de avanços na qualidade de vida, associando as novas abordagens com o design contemporâneo.

O design contemporâneo, muitas vezes disseminado a partir da valorização estética e simbólica, passou a ter um valor inflamado através das novas atribuições que fazem parte dessa nova etapa de produção de objetos de desejo nos tempos hipermodernos, essa nova fase da sociedade pode ser caracterizada por dois fatores: hiperconsumo e hipernarcisismo, refletido pelo anseio das novidades e do sentimento de bem-estar, como parte de uma ideologia hedonista de vida, o desejo é uma condição inseparável ao indivíduo, e na atual conjuntura social, a pressão, o bombardeamento de anúncios via redes sociais, a publicidade contemporânea, o cotidiano transestético, resulta no vazio existencial, incompleto das experiências, e que no consumo encontra uma saída (Lipovetsky; Charles, 2003) Heller e Viénne (2003), apontam várias questões necessárias e trazem diversos artigos referentes à atuação política e social dos designers frente às novas configurações sociais e fronteiras da área, Heller indica a necessidade de postura crítica na atitude dos designers, seja em sua atuação como profissional, seja como cidadãos, relembrando Milton Glaser, um designer americano que cunhou a expressão “o bom designer é um bom cidadão” (p. 10), e isso reflete uma dicotomia presente na área do design, onde na maioria dos casos o designer está preso ao mercado profissional, a determinadas marcas, clientes e ao estímulo direto ou indireto ao consumo, não exercitando sua cidadania, e essa é uma grande dificuldade da reflexão entre responsabilidade social e atuação que precisa ser amplamente discutida.

Victor Margolin é outro designer que chama os profissionais para exercerem uma análise crítica e cidadã, se a área do design tem o papel de desenvolver cenários para uma mudança social, os designers devem dar a devida atenção para suas respostas a duas questões: como desenvolver um conjunto de valores que guiem o julgamento sobre o modo de construir o mundo; e, como os designers podem aprender a ver o mundo através da verdadeira natureza dos equipamentos, sistemas e situações reais da vida de cada um (p. 145). Logo, Margolin coloca os designers em uma posição de assumir seus papéis sociais e de transformação, questionando as condições de trabalho e produção, o uso de materiais, os impactos deste uso e recursos, reciclagem, e os efeitos nos âmbitos público e privado (Margolin, 2006).

No cenário brasileiro, a abertura ao mercado externo, as importações que alavancaram o crescimento econômico, entre outros fatores, resultou que na década de 1990, a atenção dada ao design se tornou visível com o aumento dos escritórios de design, dos cursos de formação e das instituições de ensino, das associações e do início da área de pesquisa, como aponta Moura (2014), com o aumento de possibilidades dentro do design, a sociedade brasileira incorporou as práticas de projeto e as possibilidades de criação e aperfeiçoamento da linguagem projetual. Nessas décadas de desenvolvimento da maturidade de design no Brasil, analisamos um fenômeno que se concentra de forma on-line, nas redes sociais, e que chama atenção permitindo que façamos uma análise crítica sobre o fenômeno que se relaciona nessa contemporaneidade. Com uma força cada vez maior, facilmente compreendida nos tempos atuais através do interesse pela comunicação visual e linguagem pelas mídias, no Brasil, um fenômeno ativista tange a contemporaneidade do design, inflado através das redes sociais: “Design Ativista” é um coletivo de designers que comunica seus questionamentos através do Instagram (@designativista) e, se transformou em um movimento político, agitado através das linguagens do design gráfico, com ajuda de designers, ilustradores, artistas, ou pessoas criativas, a página conta mais de cento e setenta mil seguidores, e a hashtag #designativista com quase 30 mil publicações. Dentro os temas, o Design Ativista promove campanhas para criativos a respeito de causas da comunidade LGBTQIA+, comunidade negra, comunidade indígena, injustiças sociais com os mais pobres, e outros temas como violência urbana, repressão, fascismo, assassinato de jovens negros e pobres, entre tantos outros.

Walter Benjamin refletiu muito sobre a obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, o dictum melancólico de Benjamin sobre a perda da aura atrofiada na reprodutibilidade, sobre o papel dos objetos na constituição social, e na forma de percepção das coletividades humanas que se transforma ao mesmo tempo que seu modo de existência. Benjamin, em suas colocações é pontual sobre o papel desse objeto de arte, dessa obra, transfigurada para uma ideia de reprodução massiva, associada ao princípio do desenho industrial, seriado, reproduzido, massificado, facilmente relacionado quando se estuda o período histórico. Esse autor apresenta que a obra de arte, originalmente associada ao ritual, se emancipa com a reprodutibilidade técnica, e que a função social da arte se transforma, em vez de fundar-se no ritual, ela se funda em outra práxis: a política (1994, p. 172).

Quando se pensa a relação entre design e política podemos tomar base alguns autores que pesquisam tais relações. Thorpe (2011) cunha o termo Design Ativismo, define o ativismo como uma tomada de ação que reivindica mudança por um grupo negligenciado ou excluído e é motivado pela identificação ou por um problema que necessita de mudança. Para Thorpe, o design ativismo possui uma potência política que atua em três frentes: mudanças sociais, aumento da consciência sobre valores e crenças, e questionamento dos padrões de consumo e produção massiva que estão presentes no cotidiano, e indaga: não devemos só agir?

Fry (2011), por sua vez trata o design como política, colocando os problemas e os desafios para os designers, makers, criativos, ativistas para que considerem como pode ser essas respostas. O que pode ser feito para questionar o status quo, quando um planeta empobrecido, empurrado para além de sua capacidade de recuperação, se torna hostil à vida? Fry argumenta que os designers devem tentar responder a essas perguntas se transformando em agentes de mudança politizados, que vão enfrentar covardes formas de pensamento enraizadas em discursos políticos, econômicos e ideológicos que são estabelecidos e amplamente difundidos, sobre os quais repousam as atuais formas negativas do ser humano.

Rancière (2009), filósofo francês, entende e teoriza que a imagem do mundo, a estética é próxima da política, pois o regime do sensível não é algo dado, mas uma partilha em disputa, o que ele chama de dissenso, é um conflito sobre a constituição do mundo comum, sobre processos de visibilidade, da estética, que revelam recortes do mundo sensível. O que entendemos por política, Rancière chama de polícia, sendo um conjunto de processos que operam o consentimento das coletividades e a agregação, a organização e a distribuição dos espaços e das funções dos sistemas, e a polícia de Rancière não está só ligada às formas de governabilidade, mas também a todos os pontos que dão uma continuidade na ordem do sensível, ou seja, tudo aquilo que é tomado como realidade e tenta ser mantido. As ideias de Rancière são interessantes para serem analisadas ao design político, pois as formas de resistência e perturbação podem ser feitas através da sobreposição do sensível pelos sujeitos políticos, permitindo que esses sujeitos façam parte da partilha do sensível por meio de interferências e deslocamentos. Estes são alguns exemplos de como o design contemporâneo pode atuar perante a sociedade, não apenas refletindo, mas anunciando e denunciando questões sociopolíticas em uma ação que se configura como fenômeno dentro da sociedade brasileira, buscando alcançar efetividade por meio de suas ações. Por hora ainda não é possível medir os resultados dessas ações, porém, o mais importante neste momento, onde imperam pensamentos conservadores que tentam cercear a liberdade individual, grupos que se propõem a informar e comunicar as mazelas de uma sociedade, dando voz e marcando contradições que visam a continuidade e ampliação de um pensamento e ações democráticas, local onde o design é fundamental e marca sua posição politica.

É preciso estimular o pensamento crítico nos designers para que a partir de suas ações individuais e coletivas mudanças podem ser realizadas. É preciso tirar essa bandeira de isenção da área, principalmente frente ao mercado de consumo e às corporações, nenhuma área é isenta de suas responsabilidades, o questionamento tem que vir de dentro, esse é um dos objetivos quando propomos discutir neste artigo questões tão delicadas, mas que merecem atenção e reflexão.

Podemos concluir com Margolin (2006), embora o mundo seja dominado por uma enorme quantidade de corporações, com atuação nacional ou internacional, cujo poder político e econômico transcende o de muitos governos ou nações, também há nesse jogo um movimento de oposição em que os cidadãos tem se reunido presencialmente ou on-line para tais discussões. Se alguém pode construir um caminho para um mundo melhor e mais justo, este será um grupo unido da sociedade que trabalha em conjunto, seja por meio de ações digitais, de boicotes ou de petições eletrônicas, novas formas de protesto emergem diariamente, as quais, ao menos, permitem um espaço social para pessoas conscientes afirmarem suas convicções sobre como a vida poderia ser vivida. O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.

Referências

Agamben, Giorgio. (2009). O que é o contemporâneo? e outros ensaios. Chapecó: Argos.

Benjamin, Walter. (1994). Obras Escolhidas, Vol. 1 - Magia e Técnica, Arte e Política. São Paulo: Brasiliense.

Bomfim, Gustavo Amarante. (1997). Fundamentos de uma Teoria Transdisciplinar do Design: morfologia dos objetos de uso e sistemas de comunicaçao. In: Estudos em Design, Volume 5, n 2, dez.

Bonsiepe, G. (2006). Design and Democracy. Design Issues, 22(2), pp. 27-34.

Bonsiepe, G. (2001) Design, Cultura e Sociedade. São Paulo: Edgar Blücher Ltda.

Denis, Rafael Cardoso. (2008) Uma Introdução à História do Design. São Paulo: Editora Blucher. Fry, Tony. (2011). Design as Politics. New York: Berg.

Heller, S. e VIENNE, V. (Org.). (2003). Citizen Designer: Perspectives on Design Responsibility. Nova York: Allworth Press.

Lipovetsky, G. e sebastien, C. (2004). Os Tempos Hipermodernos. São Paulo: Barcarolla.

Margolin, Victor (2006). O Designer Cidadão. Revista Design em Foco, III(2),145-150.[fecha de Consulta 4 de Junio de 2020]. ISSN: 1807-3778. Disponible en: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=661/66111515011

Moura, M. (2014). DESIGN BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO: REFLEXÕES. 1. ed. São Paulo: Estação das Letras e Cores.

Papanek, Victor. (1971). Design for the real world: Human ecology and social change (2nd ed.). New York: Pantheon Books.

Rancière, Jacques. (2009). A Partilha do sensível. Estética e Política. São Paulo: Editora 34.

Thorpe, Anne. (2011). Defining Design as Activism. Submitted to the Journal of Architectural Education. Disponible en: https://designactivism.net/wp-content/uploads/2011/05/Thorpe-definingdesignactivism.pdf


Abstract: This article aims to discuss and point out relationships that are established in contemporary Brazilian design with activism. Through analyzes that relate political and social issues, joint actions are pointed out in order to build a thought that relates actions to the community. How can design act effectively in the face of real social and political needs? Our hypothesis is based on building a path to a better and fairer world, where it can only be done through community attitudes of society and integration of the areas of knowledge.

Keywords: Political Design - Contemporary Design - Design Activist; Sociopolitical Design - Brazilian Design

Resumen: Este artículo tiene como objetivo discutir y señalar las relaciones que establecen em el diseño brasileño contemporáneo con el activismo. A través de análisis que relacionan cuestiones políticas y sociales, se señalan acciones conjuntas para construir un pensamiento que relacione las acciones con la comunidad. ¿Cómo puede el diseño actuar eficazmente frente a los requisitos sociales y políticos reales? Nuestra hipótesis es la creación de un camino hacia un mundo mejor y más justo, donde solo se puede hacer mediante las actitudes sociales de la sociedad y la integración de áreas de conocimiento.

Palabras clave: Diseño político - Diseño contemporáneo - Diseño activista - Diseño sociopolítico - Diseño brasileño


José Carlos Magro Junior é mestrando no Programa de Pósgraduação em Design pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FAAC/UNESP). Especialista em Design de Superfície e graduado em Design pela Universidade do Sagrado Coração (USC). Pesquisador no Grupo de Pesquisa em Design Contemporâneo: sistemas, objetos, cultura (CNPq/UNESP). Vinculado ao Laboratório de Pesquisa, Extensão e Ensino Design Contemporâneo (LabDesign). Contato: j.magro@unesp.br Orcid: https://orcid.org/0000-0002-2568-2277. Mônica Moura é Doutora e Mestre em Comunicação e Semiótica, desenvolveu estudos pós-doutorais sobre Design Contemporâneo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2012) e realizou estágio pós-doutoral na Universidade do Minho, Guimarães, Portugal (2016). Atua como designer, professora e pesquisadora. É Professora do Departamento de Design e orientadora de mestrado e doutorado no Programa de Pós-graduação em Design, FAAC/UNESP, Campus de Bauru e Coordenadora do Laboratório de Pesquisa, Extensão e Ensino em Design Contemporâneo (LabDesign). É líder do Grupo de Pesquisa em Design Contemporâneo: sistemas, objetos e cultura (CNPq/UNESP), onde realiza pesquisas nos seguintes temas: Design Contemporâneo; Memória, História e Autoria na Contemporaneidade; Transdisciplinaridade e Interdisciplinaridade; Teoria e Crítica do Design; Ações Políticas e Sociais no Design (Política, Ativismo, Feminismo, Inclusão, Inovação Social, Sustentabilidade). Contato: monica. moura@unesp.br Orcid: https://orcid.org/0000-0002-9994-6669


Design como ativismo no brasil contemporâneo fue publicado de la página 247 a página250 en Actas de Diseño - N° 36

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