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  4. A Relação entre Empreendedorismo Social e Design

A Relação entre Empreendedorismo Social e Design

Bárbara de Oliveira e Cruz, Rita Maria de Souza Couto, Roberta Portas Gonçalves Rodrigues

Actas de Diseño - N° 36

Actas de Diseño - N° 36

ISSN Impresión 1850-2032
ISSN Online: 2591-3735
DOI: https://doi.org/

XVI Semana Internacional de Diseño en Palermo Foro de Escuelas de Diseño • Comunicaciones Académicas EDICIÓN ESPECIAL XI Congreso [Virtual] Latinoamericano de Enseñanza del Diseño 2020

Diciembre 2021 . Año 16 . Nº36 - Buenos Aires, Argentina | 414 páginas

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Resumo. O artigo tem como foco a relação entre o empreendedorismo social e o design e aponta novos caminhos para a resolução de problemas da sociedade contemporânea, localizando o papel do designer na resolução de problemas atinentes a esta relação. O empreendedorismo social representa um novo jeito de empreender, que visa acima de tudo os direitos da comunidade, a igualdade social, cultural, econômica e ambiental sob os princípios da sustentabilidade. As habilidades do designer podem favorecer a formação de grupos colaborativos que poderão resultar em empreendimentos de relevância social, inspirados nos modos de fazer e pensar das culturas pré-industriais como, por exemplo, o artesanato.

Palavras chave: empreendedorismo social - design - sustentabilidade - artesanato - terceiro setor


1. Introdução

A presente proposta de artigo tem como foco central a relação entre o empreendedorismo social e o design e discute a pertinência de se identificar possíveis caminhos para problemas da atualidade e investigar qual o papel do designer na resolução desses problemas.

Empreendedorismo social é um termo novo, mas sua essência já existe há muito tempo. Significa a busca incessante da humanidade por soluções para seus problemas, tais como a fome, a concentração de riqueza, a má distribuição de renda, a exclusão social e os índices altíssimos de mortalidade infantil nos países em desenvolvimento, além do esgotamento de recursos naturais. O empreendedorismo social difere do empreendedorismo tradicional por direcionar seu foco principal não ao mercado, mas aos segmentos populacionais em situação de risco social, como exclusão social e pobreza, tendo como fins a solidariedade, a sustentabilidade, a democracia e a igualdade social.

Um modelo de empreendedorismo social se baseia em um novo jeito de pensar a comunidade, visando à igualdade social, cultural, econômica e ambiental sob os princípios da sustentabilidade.

Melo Neto e Fróes (2002) definem o empreendedorismo social como um processo pelo qual comunidades e seus membros identificam ideias e oportunidades econômicas e sociais, desenvolvendo-as e transformando-as em empreendimentos autossustentáveis.

2. Breve contextualização histórica

Para entender melhor o surgimento do conceito de empreendedorismo social, é importante proceder a uma breve localização histórica. Iniciamos com uma contextualização do processo de Revolução Industrial que gerou mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais. Sem nos determos profundamente no assunto, faremos essa introdução necessária. Uma de suas consequências, com a mudança no sistema produtivo - substituição de uma produção artesanal para uma produção mecanizada -, foi o aumento das desigualdades sociais, principalmente nas áreas urbanas, além da massificação da cultura.

Ironicamente, foi nesse período que se fortaleceu a ideia de bem-estar amplamente difundida no Ocidente, diretamente ligada ao consumo insustentável dos recursos ambientais. Consumo de produtos a preços acessíveis que podem reduzir o esforço, aumentar o tempo livre, aumentar as oportunidades de escolha, fazendo o sujeito acreditar em uma libertação individual.

Sobre as esferas política e econômica é importante entendermos que na sociedade ocidental elas são regidas pelo mercado e pelo lucro, resultado do sistema capitalista e do modelo de desenvolvimento diretamente ligado ao sistema econômico.

A sociedade e o sujeito moderno vêm sofrendo grandes transformações desde a Revolução Industrial. Antes, a produção de objetos era executada por artesãos, que tinham em suas mãos o processo completo da manufatura. Com a mecanização, há uma fragmentação e uma divisão de tarefas.

O homem então começa a se desligar do processo total da produção.

Para embasar essa análise, também não é possível deixar de mencionar o processo de globalização e suas consequências. Segundo Thackara (2008), a internet, maior responsável pela aceleração do processo de globalização, possibilitou a formação de cadeias produtivas globais. Essa globalização e o capitalismo multinacional trouxeram uma hiperaceleração da alienação humana (Jameson, 1997). Hoje não existe apenas uma divisão do trabalho dentro de um espaço físico denominado fábrica. Agora essa divisão do trabalho é mundial. Cada fábrica em algum lugar do mundo é responsável por uma etapa da produção.

3. O engajamento da sociedade civil: o Terceiro Setor

Infelizmente o processo de transformação da sociedade, iniciado com a Revolução Industrial e acelerado com a globalização não trouxe a inclusão planetária, como prometeram alguns, mas sim a exclusão de uma grande maioria. Com isso, novos valores começam a ser inseridos no cenário mundial: direitos humanos, democracia e preservação ambiental, dentre outros.

Diante dessa realidade complexa e muitas vezes conflituosa, desenvolve-se um processo de amadurecimento e engajamento da sociedade civil ao redor do mundo, culminando numa maior consciência social, fruto do maior acesso à informação e da troca constante de experiências. A sociedade civil torna-se cada vez mais atuante, contribuindo para o surgimento de uma nova força social, emergindo entre o setor público e o privado, denominada Terceiro Setor, resultante da sociedade civil organizada. As organizações do Terceiro Setor prestam serviços públicos, produzem e comercializam bens e serviços, mas não são estatais e não visam apenas ao lucro. À frente desses empreendimentos do Terceiro Setor encontram- -se os empreendedores sociais, movidos pela paixão e busca de novos paradigmas, que têm na sociedade o seu principal foco, promovendo parcerias e alianças entre comunidade, governo e setor privado.

Não é possível deixar de citar Bill Drayton, fundador e presidente da Ashoka e responsável pela criação do termo Empreendedor Social. A Ashoka é uma organização mundial, sem fins lucrativos, pioneira no campo da inovação social. Trabalha e apoia os empreendedores sociais – pessoas com ideias criativas e inovadoras capazes de provocar transformações com amplo impacto social. Presente em mais de 60 países e criada na Índia em 1980, a Ashoka trabalha com diferentes públicos comprometidos com a mudança do mundo. Além de uma rede ampla de empreendedores sociais, a Ashoka promove protagonismo, transformação e empatia em diversas esferas na sociedade. Bill Drayton entende que a função do empreendedor social é reconhecer quando uma parte da sociedade está bloqueada e apresentar novos procedimentos para desbloqueá-la, resolvendo o problema com a mudança do sistema, difundindo a solução e convencendo sociedades inteiras a dar novos saltos.

Comprometidas prioritariamente com o bem-estar social, é mandatório e importante a presença de empreendimentos sociais, em nível local, pois elas convergem para um mesmo foco comum: a dissociação a sensação de bem- -estar da aquisição de novos produtos, conceito presente desde a Revolução Industrial, almejado por tantos, mas conquistado por muito poucos.

As práticas de empreendedorismo social promovem uma cultura de mediação nos contextos de intervenção social, transformando conflitos em momentos de aprendizagem e problemas sociais em oportunidades, contribuindo para o desenvolvimento de uma cultura de paz, construída a partir do respeito pela diversidade e no exercício de uma cidadania ativa. Conjetura-se uma atitude de mudança inovadora, voltada para o desenvolvimento sustentável das comunidades e para a construção de novas formas de organização (Melo Neto e Fróes, 2002).

4. Desenvolvimento social sustentável e as comunidades autossustentáveis

Queiroz (2014) demonstra que o termo desenvolvimento sustentável surgiu a partir do documento “World Conservation Strategy” desenvolvido pela Aliança Mundial para a Natureza (UICN) e World Wildlife Fund (hoje, World Wide Fund for Nature – WWF) por pedido do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em 1980. Este documento apresentava uma estratégia mundial para conservação da natureza. O desenvolvimento sustentável acontece quando há uma integração entre desenvolvimento econômico e social e preservação do meio ambiente, melhorando a qualidade de vida das pessoas e preservando a vida das futuras gerações. Segundo Chaves et al. (2018) apesar dessa definição ter sofrido críticas devido a questão da ambiguidade do termo desenvolvimento ela tem sido amplamente divulgada. “Desenvolvimento sustentável refere-se a condições sistêmicas onde, tanto no âmbito planetário como local, o desenvolvimento social e econômico ocorre” (Vezzoli et al., 2018, p. 15). Os autores demonstram que o termo desenvolvimento é ainda erroneamente associado a crescimento. O desenvolvimento sustentável gera a melhoria do bem estar da população sem orientar-se no sentido do consumo e do acúmulo material.

Para Melo Neto e Fróes (2002), sob uma visão política, o conceito de sustentabilidade está intimamente ligado à capacidade de sustentação. É impensável falar de empreendedorismo social sem levar esse conceito em consideração. Dessa forma, afirmam existir duas pré- -condições para o desenvolvimento da sustentabilidade: “a capacidade natural de suporte (recursos naturais existentes) e a capacidade de sustentação - atividades sociais, políticas e econômicas geradas pela própria sociedade em seu próprio benefício” (Melo Neto e Fróes, 2002, p.105). Os autores acreditam que o caminho para a autossustentabilidade será atingido por meio do empreendedorismo social, novas estratégias de inserção social e sustentabilidade. Mas, apesar dessas dificuldades, o empreendedorismo social pode preencher as lacunas que os mercados tradicionais e o governo falham, apontando ainda novas oportunidades mercadológicas, possibilitando assim a formação de um novo modelo de desenvolvimento: um desenvolvimento humano, social e sustentável.

Mas mudar o atual modelo de desenvolvimento e criar um novo paradigma não é fácil. Contextos sociais sustentáveis corroboram para novos hábitos e atitudes que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, preocupando-se com a pobreza e a degradação ambiental. O que temos de concreto é que a busca por princípios sustentáveis coloca em questão mudanças nos modos de produção e hábitos de consumo de nossa sociedade capitalista onde milhares de pessoas no mundo não têm suas necessidades básicas garantidas.

Resumindo o que foi dito até agora, considera-se que o desenvolvimento social sustentável só será possível a partir da formação de comunidades autossustentáveis, por meio de práticas de empreendedorismo social. Manzini (2008) afirma que essa tendência já está se verificando e cita grupos de pessoas que foram capazes de dar vida a soluções inovadoras. Considerando a capacidade de reorganizar elementos já existentes em novas e significativas combinações que ele denomina criatividade e define esses grupos como: comunidades criativas, que “estabelecem ligações, mais ou menos fortes e explícitas, com modos de fazer e pensar próprios das culturas pré-industriais” (Manzini, 2008, p.64). Para ele, é importante ainda que haja participação ativa que se traduza em novas formas de comunidade e serviços colaborativos. Apenas dessa forma haverá uma mudança no conceito de bem-estar social, dissociado do consumo de produtos e serviços materiais e mais próximo da cultura, do espírito e da relação com o ambiente em que vivemos.

5. Empreendedorismo Social e Design

Para relacionar o design ao empreendedorismo social assumimos os preceitos de Manzini (2008) que aponta de que forma o designer pode contribuir para esse processo, promovendo e favorecendo a formação dos processos de participação citados por Melo Neto e Fróes (2002). Quando Manzini (2008, p.64) se refere a modos de fazer e pensar das culturas pré-industriais inclui o artesanato, técnica que iremos explicar e relacionar ao design e ao empreendedorismo social. Vale lembrar que o conceito de sustentabilidade sempre esteve aliado ao processo artesanal: utilização de matérias primas locais em um modo de fazer tradicional, passado de geração a geração, respeitando o meio ambiente. Assim tudo aponta para a possibilidade da formação de cidadãos comprometidos com a ética e a responsabilidade social.

A importância do Artesanato

Segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), artesanato são produtos confeccionados por artesãos, seja totalmente a mão, seja com uso de ferramentas ou até mesmo por meios mecânicos, desde que a contribuição direta manual do artesão permaneça como o componente mais substancial do produto acabado. As peças, que resultam desse processo de produção, são criadas sem restrição em termos de quantidade e com uso de matérias-primas de recursos sustentáveis. A natureza especial dos produtos artesanais deriva de suas características distintas, que podem ser utilitárias, estéticas, artísticas, criativas, de caráter cultural e simbólicas e significativas do ponto de vista social (Diniz, 2013).

Dentre as várias características que o produto artesanal possui, vale ressaltar em primeiro lugar a priorização da mão de obra humana na manufatura de produtos: por que usar máquinas para executar certos trabalhos se hoje temos um problema grave de desemprego no mundo? É preciso pensar em um design mais engajado política e socialmente, desligando-se de um desenvolvimento contaminado pelo cotidiano. Esse novo design deve ir além do tecnicismo e do mercado de produção em massa, viabilizando novos princípios para a consolidação de outras formas de produção.

Com um novo conceito de inclusão social, o artesanato ressurge com uma importante função laboral e ocupacional, criando oportunidades para que excluídos do mercado de trabalho formal criem novas ocupações para a geração de renda, vendo na produção artesanal um vetor de desenvolvimento local.

Thakara (2008) defende que uma dificuldade das políticas culturais hoje é como construir sociedades com projetos democráticos compartilhados por todos sem que igualem todos, em que a desagregação valorize a diversidade, e as desigualdades (entre classes, etnias ou grupos) reduzam as diferenças. “Quando pessoas na periferia, ideias e organizações periféricas são combinadas, isso costuma resultar em algo interessante e valioso” (Thakara, 2008, p. 267). Ele acredita ainda que o designer possa utilizar essa diferença cultural, de local e de tempo de forma positiva e não como obstáculo.

6. O Design Social e o processo de cooperação

O design, com suas características híbridas, têm cada vez se associado mais à resolução de problemas sociais. Desde o seu surgimento, o design é transformado e transforma o contexto social de cada época. As teorias e práticas do design têm mudado as orientações projetuais, ultrapassando as fronteiras tradicionais do projeto orientado ao produto, em busca de novos modelos de atuação com enfoque na melhoria dos fatores humanos, ambientais e econômicos. O designer é capaz de modificar o ambiente e transformar a relação dele com o indivíduo diante de suas necessidades concretas.

No tocante ao que aborda o presente artigo, tem-se por base a ideia de que o designer pode ser um agente facilitador de inclusão social, valorizando o papel do artesão na produção e na concepção de objetos com forte valor cultural. Segundo Couto (1991), o design é basicamente um processo de interação social e, como tal, não é socialmente neutro, sendo influenciado por interesses dos participantes do seu processo.

Melo Neto e Fróes (2002) defendem que as ideias, conceitos e metodologias do empreendedor social (aqui podemos considerar tanto o empreendedor social quanto o designer) não são objetos autorais, registro de propriedade material e intelectual, elas devem ser divulgadas, multiplicadas e reaplicadas.

Manzini (2008) considera a inovação social como um dos propulsores da pesquisa em design para a sustentabilidade e nos lembra ainda que a principal função do designer é melhorar a qualidade do mundo e não apenas a estética dos produtos. Manzini vê, através do design estratégico, o designer como um agente responsável pelas mudanças. Deve parar de desperdiçar sua criatividade e habilidade metodológica em projetos insustentáveis e individualistas e utilizá-las de forma benevolente e sustentável. Por essas características, o designer é o profissional mais indicado para transformar comunidades comuns em comunidades criativas e torná-las autossustentáveis.

Manzini (2008) acredita que as comunidades criativas podem, por sua criatividade, procurar um possível caminho para quebrar os modelos dominantes de pensar e fazer e, com isso, conscientemente ou não, gerar descontinuidades locais, promovendo a inovação social. Esta se configura na mudança de comportamento de uma comunidade, que normalmente surge por meio de processos organizacionais e colaborativos de baixo para cima, para resolver problemas e criar novas oportunidades.

7. Uma abordagem de baixo para cima para uma propagação do local para o global

Vimos que comunidades criativas podem evoluir ou não para empreendimentos sociais difusos e que representam, antes de tudo, casos socialmente interessantes. Eles poderão, ou não, representar soluções para a crise do trabalho tradicional e para a sociedade, fortalecendo ainda a cultura local, temas discutidos aqui. Mas o ponto mais importante é que são essas comunidades criativas que podem reorientar para um novo estilo de vida sustentável, um número cada vez maior de pessoas potencializando o caminho para essa mudança de paradigma sugerida, qual seja a substituição do modelo atual de desenvolvimento econômico para o modelo social.

Essas ações, se forem elaboradas de forma assertiva, podem representar grandes mudanças para essas comunidades específicas, e a propagação dessas ideias, mesmo que em passos lentos, pode estender as oportunidades de mudança a um número maior de cidadãos. Afetando indivíduos e organizações em nível local, afetará também todos os sistemas sociais de um país ou de uma sociedade específica.

Segundo Kisil (2005), no nível da comunidade, a solução de um processo específico em qualquer campo de interesse abre oportunidades para se mobilizar a sociedade local unindo, desse modo, os recursos que bem gerenciados podem ser a semente para novos empreendimentos. Desenvolver ações de uma maneira coletiva e colaborativa faz parte do papel estratégico do design para inovação e inclusão social e podem representar exemplos de empreendimentos sociais orientados por designers.

8. Referências

Chaves, L. I. et al. (2018). Design para a sustentabilidade: dimensão social. Curitiba: Insight Editora.

Couto, R. M. S. (1991). “O ensino da disciplina Projeto Básico sob o enfoque do design social”. Dissertação de Mestrado - PUC-Rio, Rio de Janeiro.

Diniz, L. (2013). “Design e artesanato: uma relação social”. A Casa – museu do objeto brasileiro, 2013. Disponível em: . Acesso em: 20 jun. 2015.

Jameson, F. (1997). Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Editora Ática.

Kisil, M. (2005). Organização social e desenvolvimento sustentável: projetos de base comunitária. Em: Ioschpe, E. B. (Org.). Terceiro Setor – desenvolvimento social sustentado. São Paulo: Paz e Terra.

Manzini, E. (2008). Design para a inovação social e sustentabilidade: comunidades criativas, organizações colaborativas, novas redes projetuais. Rio de Janeiro: e-papers.

Melo Neto, F. P. e Fróes, C. (2002). Empreendedorismo social: a transição para a sociedade sustentável. Rio de Janeiro: Qualitymark.

Queiroz, L. L. (2014). Utopia da sustentabilidade e transgressões no design. Rio de Janeiro: Viveiro de Castro Editora.

Thakara, J. (2008). Plano B: o design e as alternativas viáveis em um mundo complexo. São Paulo: Saraiva.

Toro, J. B. (2005). O papel do terceiro setor em sociedades de baixa participação. Em: Ioschpei, E. B. (Org.). Terceiro Setor – desenvolvimento social sustentado. São Paulo: Paz e Terra, 2005.

Vezzoli, C. et al. (2018). Sistema Produto + Serviço Sustentável: Fundamentos. Curitiba: Insight Editora.


O presente trabalho foi realizado com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.


Abstract. The article focuses on the relationship between social entrepreneurship and design and points out new ways to solve problems in contemporary society, localizing the role of the designer in solving problems related to this relationship. Social entrepreneurship represents a new way of undertaking, which aims above all the rights of the community, social, cultural, economic and environmental equality under the principles of sustainability. The designer’s skills can favor the formation of collaborative groups that can result in socially relevant enterprises, inspired by the ways of doing and thinking of pre-industrial cultures, such as, for example, handicraft.

Keywords: social entrepreneurship - design - sustainability - handicraft - third sector.

Resumen. El artículo se centra en la relación entre el emprendimiento social y el diseño y señala nuevas formas de resolver los problemas de la sociedad contemporánea, localizando el papel del diseñador en la resolución de los problemas relacionados con esta relación. El empresariado social representa una nueva forma de empresariado, que apunta sobre todo a los derechos de la comunidad y a la igualdad social, cultural, económica y ambiental bajo los principios de la sostenibilidad. Las habilidades del diseñador pueden favorecer la formación de grupos de colaboración que pueden dar lugar a empresas socialmente relevantes, inspiradas en las formas de hacer y pensar de las culturas preindustriales, como la artesanía.

Palabras clave: empresariado social - diseño - sostenibilidad - artesanía - tercer sector.


Bárbara de Oliveira e Cruz: Mestre em Design pela PUCRio. Graduou-se em Design pela PUC-Rio em 1996. É técnica em estilismo pela Cândido Mêndes desde 1994. Especializou-se em Varejo pela Universidade em 2003. Com 20 anos de atuação profissional em moda, tem experiência como designer de moda, figurinista, visual merchandising. Atua como docente na Escola Parque. barbaradeoliveiraecruz@gmail.com - Rita Maria de Souza Couto: Professor Associado II do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio. Ministra aulas na Graduação, na Pós-graduação em Design e orienta mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos e alunos de Iniciação Científica. Coordena o Laboratório Interdisciplinar de Design Educação, LIDE/DAD/PUC-Rio. É consultora ad hoc do CNPq, da CAPES, da FAPESP e da FAPERJ. É Coordenadora do Comitê Assessor de Desenho Industrial do CNPq e Editora Chefe da revista Estudos em Design. ricouto@puc-rio.br - Roberta Portas: Doutorado (2013) e Mestrado (2009) em Design pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Atua como Coordenadora Adjunta da Graduação no curso de Design da PUC-Rio na área AcadêmicoPedagógica. Participa como pesquisadora no LIDE – Laboratório Interdisciplinar de Design Educação/PUC-Rio nas linhas de pesquisa Pedagogia do Design e Design em Situações de Ensino-Aprendizagem. robertaportas@puc-rio.br


A Relação entre Empreendedorismo Social e Design fue publicado de la página 317 a página321 en Actas de Diseño - N° 36

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