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Compreendendo os adolescentes: Uma visão psicanalítica da aprendizagem

Da Cunha, Jânio Cláudio; Gil, Aline Luz; Veloso, Daniela; De Oliveira Laterza Ribeiro, Betânia

Actas de Diseño Nº4

Actas de Diseño Nº4

ISSN: 1850-2032

II Encuentro Latinoamericano de Diseño "Diseño en Palermo" Comunicaciones Académicas. Julio y Agosto 2007, Buenos Aires, Argentina

Año II, Vol. 4, Marzo 2008, Buenos Aires, Argentina. | 257 páginas

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Introdução

O estudo desenvolvido visou analisar teoricamente como se dão as relações interpessoais professores-alunos desenvolvidas no contexto escolar em que se insere o adolescente. Considerando que a adolescência é uma etapa em que os discentes passam por importantes transformações bio-psico-sociais, os mesmos necessitam da compreensão do professor.

Elegeu-se a teoria psicanalítica, entre outras abordagens teóricas, para compreender como se estabelecem as relações de afeto entre professor e aluno em seu processo escolar. Segundo Bock et al (1995:191), nossa vida afetiva é composta de dois afetos básicos: o amor e o ódio.

Esses dois afetos estão sempre presentes em nossa vida psíquica e também estão juntos em nossas expressões, ações e pensamentos. Nessa perspectiva, Freud, quando postulou o complexo de Édipo, concebeu como um dos conflitos básicos a ambivalência de sentimentos, ou seja, amor e ódio ao mesmo tempo na relação com os pais. Assim, segundo Lepre (2004: 17): Somos ambivalentes com nossos pais, com nossos filhos, com nossos maridos, mulheres, namorados, namoradas, com nossos chefes, com nossos clientes, com nossos alunos, com nossos professores. Amamos e odiamos com tamanha intensidade que podemos afirmar num certo momento: “Eu o odeio, ele é desprezível!” e, no momento seguinte retificarmos dizendo: “O que ele tem de bom é o caráter, eu o admiro por isso!”. Parece contraditório: ao mesmo tempo que odeio e desprezo, também admiro; mas isso é apenas uma manifestação de nossa ambivalência.

Segundo Laplanche e Pontalis (1992) a ambivalência consiste na “presença simultânea, na relação com um mesmo objeto, de tendências, de atitudes e de sentimentos opostos, fundamentalmente o amor e o ódio”.

Compreendendo a ambivalência como um processo inerente ao ser humano, e presente em sua vida afetiva, torna-se possível entender as emoções como expressões da vida afetiva, sendo que elas acontecem no mundo interno de cada indivíduo e são acompanhadas de modificações orgânicas, como a aceleração ou retardo de batimentos cardíacos, quando se encontra diante de uma pessoa considerada significativa. Nessa perspectiva, Bock et al (1995:192) exemplifica por meio da seguinte estrofe: “Meu coração não sei por que bate feliz quando te vê!”. As emoções também podem se manifestar de outras formas, segundo Lepre (2004): como o choro, a gargalhada, a paixão. Já os sentimentos são mais duradouros que as emoções e não são acompanhados de reações orgânicas intensas, a amizade e a ternura são exemplos de sentimentos. Essas manifestações fazem parte de nossa vida psíquica e nos acompanham a todo momento e em todas as situações.

Entende-se por sentimento, a partir da contribuição de Bock (1995:195), os afetos básicos (amor e ódio), pois, além de manifestarem-se como emoções, podem expressar- se como sentimentos. Os sentimentos diferem das emoções por serem mais duradouros, menos “explosivos” e não serem acompanhados de reações orgânicas intensas.

Nesse sentido, a emoção estaria vinculada à paixão, que é passageira, podendo transformar-se num sentimento de amor ou de ódio. O importante para esse estudo é compreender que emoções e sentimentos compõem a vida do ser humano e manifestam-se em suas relações interpessoais, uma vez que o objetivo do estudo é analisar, à luz da teoria psicanalítica, a relação de afeto entre professor e aluno, no ambiente escolar, dando ênfase ao adolescente, no ensino fundamental e médio.

Ser adolescente é viver profundas transformações em todas as suas dimensões (tudo ao mesmo tempo, o agora).

Mudanças no seu corpo, suas relações, sua sexualidade, sua força, seus desejos, sua capacidade própria para compreender e explicar o mundo e as suas coisas, suas emoções e sentimentos. Buscar compreender a adolescência é também procurar entender a descoberta e o desafio da construção de um caminho já trilhado por vários autores, sendo um desafio para os educadores e para os alunos do Curso de Letras da UEMG-FEIT-ISEDI. Nesse sentido, tem-se a contribuição de Carvalho (2002: 37): A construção da identidade do adolescente é contraditoriamente uma identidade individual e uma identidade coletiva. O adolescente precisa do grupo, precisa do adulto, precisa de referência; mas ele precisa diferenciar- se, construir sua própria identidade. Tornar-se adolescente é viver cercado por profundos conflitos. Novos e diferentes ritmos, tempos, espaços, presença na sociedade e na cultura.

Além disso, a teoria psicanalítica traz o seguinte ensinamento sobre a percepção humana, nas palavras de Bock et al (1995:73): “são vários os mecanismos que o indivíduo pode usar para realizar esta deformação da realidade, chamados de mecanismos de defesa. São processos realizados pelo ego e são inconscientes.”.

Esses mecanismos são: recalque, formação reativa, regressão, sublimação, projeção, repressão, divisão, negação, racionalização, identificação, isolamento e deslocamento.

O professor, conhecendo e compreendendo como esses mecanismos funcionam, pode entender melhor o aluno e a si próprio, e ajudá-lo a desenvolver seu aprendizado, em um clima favorável ao respeito, à amizade, à confiança. Conhecendo também os conflitos que ocorrem na adolescência e entendendo que eles fazem parte do desenvolvimento emocional do adolescente, o educador pode canalisá-los em atividades em sala de aula que vão de encontro ao interesse do aluno, tornando o ambiente escolar um espaço produtivo e agradável.

Como exemplos dessas atividades, apresentam-se: o trabalho com músicas, poesia, teatro, dinâmicas, filmes e jogos, como forma lúdica de trabalhar o conhecimento, forma essa bem diferente do paradigma tradicional.

Desse modo, deve-se verificar a decisão de pensar os adolescentes do ponto de vista de sujeitos, e pensá-los a partir de sua capacidade de construir e participar coletivamente da produção da sociedade e da cultura.

Material e métodos A perspectiva metodológica foi construída utilizando-se da pesquisa bibliográfica. Inicialmente, a escolha pela pesquisa bibliográfica ocorreu pelo fato de a mesma anunciar o aprofundamento teórico capaz de explicar os fenômenos sócio-educacionais de uma forma ampla, possibilitando a discussão de conceitos e a compreensão não só da realidade educacional na qual se insere o adolescente, mas principalmente da relevância em conseguir, a partir da teoria, realizar abstrações sobre o adolescente.

Em nenhuma hipótese desconsidera-se a parte empírica de uma pesquisa. No entanto, para esta etapa do estudo, priorizou-se a pesquisa bibliográfica. Nesse sentido, foram estabelecidos critérios metodológicos para a estruturação da mesma, que se dividiu, então, em fases:

Fase 1 Durante o processo introdutório da disciplina, várias discussões foram elencadas, as quais norteavam a preocupação do discente com relação ao comportamento do aluno em seu desenvolvimento psicológico. O aluno ora abordado muitas vezes configurou-se como o próprio discente do Curso de Letras em seu processo de escolarização, trazendo à tona questões ligadas à aprendizagem, relação interpessoal e atitudes do professor e do aluno.

Houve também momentos em que este aluno muitas vezes colocou suas dificuldades em relação à docência, pois em alguns casos, são profissionais que já atuam no sistema de ensino e dessa forma, oportunizou discussões sobre problemas de aprendizagem e comportamento de seus alunos. Essa fase foi importante para definição dos projetos de iniciação científica que viessem de encontro ao projeto de vida do discente, com base na teoria do desenvolvimento humano, proposta pela disciplina.

Fase 2 Diante de anseios apresentados pelos discentes para reflexão teórica, foram selecionados vídeos e livros referentes ao arcabouço teórico já citado. Nessa perspectiva elegemos a teoria psicanalítica e o filme Freud além da alma, Confissões de adolescente e Diário de um adolescente por considerá-los clássicos na área da Psicologia do Desenvolvimento e próximos da realidade enfrentada pelos alunos do Curso de Letras. Tal escolha foi realizada pelos autores desta pesquisa.

Fase 3 A terceira fase refere-se ao processo hermenêutico. A partir da descrição de conceitos e reflexões oportunizaram- se interpretações a respeito da compreensão do adolescente em seu processo de aprendizagem, e por meio do debate acadêmico pôde-se escolher o objeto ora investigado cientificamente.

Resultados e discussão Este trabalho, desenvolvido por meio da iniciação científica, no curso de Letras da UEMG-FEIT-ISEDI, por meio da disciplina Psicologia da Educação, possibilitou a descoberta da relevância do estudo da adolescência para a prática pedagógica do professor. Revelou também a compreensão de processos psíquicos presentes no inconsciente que permeiam a sala de aula na relação professor-aluno, considerando que ambos os sujeitos vivem momentos emocionais diferenciados. Descobriu-se ainda que o professor ao compreender as etapas do desenvolvimento do adolescente, possibilita uma aprendizagem significativa para o mesmo.

Conclusões Concluiu-se que o professor, ao compreender os pressupostos psicanalíticos e a teoria da adolescência, passa a entender o processo transferencial que se desenvolve entre esses dois personagens no ensino-aprendizagem.

Dessa forma, compreende o lugar que ele ocupa no inconsciente do aluno, e pode estabelecer uma relação interpessoal que favoreça o aprendizado do mesmo.

Fonte de fomento Fundação Educacional de Ituiutaba - FEIT.

Referências bibliográficas

- Bock, Ana M. B. et al. Psicologias. Uma introdução ao estudo de Psicologia. 8. ed. São Paulo: Saraiva, 1995. 319p.

- Carvalho, Alysson et al. Adolescência. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002. 122p.

- Lepre, Rita Melissa. Relações de afeto entre professor e aluno no ensino superior. Disponível em < http://www.psicopedagogia.com.br/opiniao/opiniao>.Acesso em 07 ago. 2004.

Jânio Cláudio da Cunha, Aline Luz Gil y Daniela Veloso. Estudantes do Curso de Letras da UEMG - Campus de Ituiutaba (UEMG-FEITISEDI).

Betânia de Oliveira Laterza Ribeiro. Professora Doutora, Coordenadora do Projeto de Pesquisa (UEMG-FEIT-ISEPI-ISEDI)


Compreendendo os adolescentes: Uma visão psicanalítica da aprendizagem fue publicado de la página 164 a página166 en Actas de Diseño Nº4

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