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  4. A condição polissêmica da agroecologa: estudo de caso em uma turma de ensino superior

A condição polissêmica da agroecologa: estudo de caso em uma turma de ensino superior

Gobbi Guterra, Graciela Paprosqui Marchi da Silva, Juliane

Reflexión Académica en Diseño y Comunicación. Nº XL

Reflexión Académica en Diseño y Comunicación. Nº XL

ISSN: 1668-1673

Interfaces en Palermo VI. Congreso para Docentes, Directivos, Profesionales e Instituciones de nivel Medio y Superior

Año XX. Vol. 40, Noviembre 2019, Buenos Aires, Argentina | 266 páginas

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Resumen: La preocupación por las crisis ambientales globales desde la década de 1970 ha ganado cada vez más evidencia en la opinión pública. En este escenario, presenta la agroecología, que ha sido considerada como un paradigma científico emergente, donde un enfoque transdisciplinario de la sostenibilidad centrado en la agricultura está ganando relevancia. En este sentido, el objetivo de este trabajo fue analizar los significados atribuidos al concepto de Agroecología por parte de los estudiantes de un grupo que ingresan a la educación superior en el curso de educación de campo. Se pidió a los 96 estudiantes participantes que citaran al menos cinco palabras que les vinieron a la mente cuando se les animó a pensar en “Agroecología”. Los resultados de esta actividad se cuantificaron y se analizaron las principales frecuencias de las respuestas. Las estadísticas descriptivas se aplicaron en los resultados para evaluar la frecuencia de las palabras utilizadas. Finalmente, se considera que la condición polisémica tiende a ser inherente al uso de la palabra agroecología.

Palabras clave: Agroecología - polisemia - paradigma - educación superior - educación

[Resúmenes en inglés y portugués en la página 127]

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1. Introdução

A preocupação em torno de crises ambientais globais a partir da década de 1970 ganhou cada vez mais evidência na opinião pública. Foram diversos os encontros entre Nações para discutir o tema, os quais culminaram em uma diversidade de acordos e propostas de ações, podemos citar com maior relevância a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente Humano, conhecida como Conferência de Estocolmo, realizada em Estocolmo, na Suécia, foi a primeira Conferência global voltada para o meio ambiente, e como tal é considerada um marco histórico político internacional, decisivo para o surgimento de políticas de gerenciamento ambiental, direcionando a atenção das nações para as questões ambientais.

Em torno disso, o tema da sustentabilidade ganhou grande visibilidade e passou a fazer parte do cotidiano. Nesse cenário, se apresenta a Agroecologia, que tem sido considerada como um paradigma científico emergente, onde ganha relevância uma abordagem transdisciplinar da sustentabilidade voltada à agricultura. Porém, seu entendimento ainda é bastante diversificado, sendo que muitas vezes a compreensão de que se trata de uma abordagem científica é confundida com a de estilos de agricultura, modo de vida, corrente filosófica, entre outros.

Os autores clássicos que tratam do tema, como Altieri (1999), Guzmán et al. (2000) ou Gliessman (2000), conferem a agroecologia o status de disciplina científica com potencial para sustentar uma ação transformadora não só na produção agrícola mas, principalmente, no desenho de uma sociedade mais sustentável.

A Agroecologia não pode ser confundida com um conjunto de práticas ou tecnologias agrícolas, tampouco com uma política pública ou com um movimento social, (Caporal, 2009). Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi analisar os significados atribuídos ao conceito de Agroecologia por estudantes de uma turma ingressante no ensino superior no curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. A licenciatura em questão tem suas bases na agroecologia, então uma das primeiras disciplinas ministradas se intitulava “Princípios de Agroecologia”, nesta disciplina como primeira atividade foi solicitado aos acadêmicos que citassem pelo menos cinco palavras que vinham em mente quando eram estimulados a pensar em “Agroecologia”, como os dados levantados pela atividade pode-se chegar a algumas conclusões sobre a grande polissemia existente ainda quando se fala em agroecologia.

2. A agroecologia e a polissemia no Ensino Superior

A Agroecologia é praticada historicamente desde o nascimento da agricultura no período Neolítico. Sua concepção conceitual, no entanto pode ser temporalmente localizada no final do Século XIX e, principalmente, no início do Século XX. Nessa época, muitos pioneiros trabalhavam a essência da agroecologia, sem, no entanto, referirem-se ao termo em si.

Foi com Steve Gliessman, e com Miguel Altieri, que surgiu o conceito atual de Agroecologia.

Para Caporal (2009: 16 – 17) a agroecologia:

É mais do que simplesmente tratar sobre o manejo ecologicamente responsável dos recursos naturais, constitui-se em um campo do conhecimento científico que, partindo de um enfoque holístico e de uma abordagem sistêmica, pretende contribuir para que as sociedades possam redirecionar o curso alterado da coevolução social e ecológica, nas suas mais diferentes inter-relações e mútua influência.

Para Moreira (2003), o termo agroecologia é utilizado amplamente associado à noção de agricultura sustentável ou referindo-se a determinadas práticas agrícolas relacionadas a modelos tecnológicos que se baseiam na diminuição de impactos ao meio ambiente, constatando-se uma polissemia em relação ao termo.

Sobre isso, Caporal (2003: 38) adverte que:

é cada vez mais comum ouvirmos frases equivocadas do tipo: “existe mercado para a Agroecologia”; “a Agroecologia produz tanto quanto a agricultura convencional”; “a Agroecologia é menos rentável que a agricultura convencional”; “a Agroecologia é um novo modelo tecnológico”. Em algumas situações, chega-se a ouvir que “agora, a Agroecologia é uma política pública”, “a Agroecologia é um movimento social” ou “vamos fazer uma feira de Agroecologia”. Como já escrevemos em outro lugar, “apesar da provável boa intenção do seu emprego, todas essas frases estão equivocadas, se entendermos a Agroecologia como um enfoque científico, como uma matriz disciplinar

De maneira que, esse tratamento, na visão do autor, não dá conta do potencial da agroecologia, enquanto matriz disciplinar, que em última análise, configura-se como uma vulgarização.

Em relação a isto, Caporal e Costabeber (2002: 71) alertavam para o risco de confusão no uso da noção de Agroecologia como modelo de agricultura ecológica supostamente contraposto à modernização agrícola, em lugar da Agroecologia como “ciência que estabelece as bases para a construção de estilos de agricultura sustentável e de estratégias de desenvolvimento rural sustentável”.

Para elucidar o que a agroecologia representa para alunos ingressantes no curso de Licenciatura em Educação do Campo ofertado na modalidade a distância da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) em parceria com a Universidade Aberta do Brasil (UAB), a disciplina de “Princípios de Agroecologia” propôs como atividade inicial que os discentes, por meio da metodologia tempestade de idéias ou brainstorming (Lima: 2011), que se caracteriza por gerar ideias inovadoras, a partir da palavra Agroecologia relacionassem outras que viessem em sua mente quando ouviam falar sobre, isso foi feito através de envio de arquivo único, ferramenta presente no Moodle, ambiente virtual utilizado para a oferta de cursos EAD da UFSM.

Participaram da pesquisa 96 (noventa e seis) discentes dos 05 (cinco) pólos de apoio presencial que o curso oferta, a saber: Agudo, Cerro Largo, Itaqui, São Sepé e Seberi, todas cidades situadas no interior do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil.

Aplicou-se a estatística descritiva como método de análise dos dados pois, fornece resumo simples sobre a amostra e sobre as observações que foram feitas. Assim sendo, a atividade gerou 381 (trezentas e oitenta e uma) palavras e classificadas de acordo com sua frequência.

Foi auferida a diversidade de 137 (cento e trinta e sete) palavras. As principais palavras utilizadas foram: sustentabilidade (20%), agricultura (20%), ecologia (12%), ambiente (12%) e biodiversidade (8%). Percebe-se que dentre os 72% das palavras mais frequentes, apenas sustentabilidade e biodiversidade detêm 30%, o que indica uma tendência em associar a Agroecologia com temas emergentes em torno da questão ambiental. Além disso, foi possível perceber que o conceito de Agroecologia recebe um pluralismo de significados e está associado a um amplo conjunto de conceitos para além da dimensão ambiental, os quais se apresentam em palavras como: produção, renda, cultura, política e saúde.

Os dados corroboram com o que Caporal e Costabeber já em 2003 sinalizavam, ou seja, a confusão em torno do entendimento do que venha ser agroecologia, e que muitas vezes é confundida com modo de vida, política pública, dentre outras. Percebeu-se com os dados levantados que estudos envolvendo esse conceito é de suma importância para romper com paradigmas pré-estabelecidos de forma errônea.

3. Considerações finais

Como findar da atividade consideramos que o pluralismo encontrado referente a palavra agroecologia resulta em uma dificuldade em perceber e legitimá-la enquanto campo científico, a qual agrega uma abordagem interdisciplinar e se pauta no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Nesse sentido, a característica diferenciada da Agroecologia, enquanto paradigma científico emergente pode estar diretamente ligado com a profusão de significações a ela atribuída. Os autores que discorrem sobre o termo, consideram que este campo disciplinar está em construção e, nas últimas décadas, houve um aumento exponencial de trabalhos científicos sobre a Agroecologia.

Assim a agroecologia destaca-se como uma destas estratégias, pois Machado e Machado Filho (2014) salientam que a agroecologia é composta por diversas dimensões, entre elas, dimensão social, econômica, política, cultural e ambiental. Quanto a isso, também cabe mencionar que o estreitamento das relações entre ciência e sociedade civil pode facilitar os fluxos de categorias entre campos distintos.

Por fim, considera-se que a condição polissêmica tende a ser inerente ao uso da palavra Agroecologia, visto que não é usada apenas no campo acadêmico, mas também em outros espaços de sociabilidade, dentre os quais o campo político, são saberes passados de geração em geração, que inúmeras vezes são confundidos com inúmeras interpretações, principalmente quando ainda se tem assentado os ideias que constituem determinado campo do saber científico.

4. Referências

Altieri, M. A. (2002). Agroecologia: bases científicas para uma agricultura sustentável. Guaíba: Agropecuária; AS-PT.

Caporal, F. R.; Costabeber, J. A. (2007). Agroecologia: alguns conceitos e princípios. 2 ed. Brasília: MDA: SAF: DATER-IICA.

Caporal, F. R. (Org.); Paulus, G.; Costabeber, J. A. (2009) Agroecologia: uma ciência do campo da complexidade. Brasília.

Machado, Luiz Carlos Pinheiro; Machado Filho, Luiz Carlos Pinheiro. (2014) A Dialética da agroecologia: contribuição para um mundo com alimentos sem veneno. São Paulo. Expressão Popular.

Moreira. M. R. (2003) Transição agroecológica: conceitos, bases sociais e a localidade de Botucatu/SP – Brasil. Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual de Campinas - Faculdade de Engenharia Agrícola. São Paulo.

Lima, Heuber Gustavo Frazao. (2011) Brainstorming. Disponível em:

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Abstract: The concern for global environmental crises since the 1970s has increasingly gained public opinion. In this scenario, he presents agroecology, which has been considered as an emerging scientific paradigm, where a transdisciplinary approach to sustainability centered on agriculture is gaining relevance. In this sense, the objective of this work was to analyze the meanings attributed to the concept of Agroecology by the students of a group that enter higher education in the course of field education. The 96 participating students were asked to cite at least five words that came to mind when they were encouraged to think of “Agroecology.” The results of this activity were quantified and the main frequencies of the responses were analyzed. The descriptive statistics were applied in the results to evaluate the frequency of the words used. Finally, it is considered that the polysemic condition tends to be inherent in the use of the word agroecology.

Keywords: Agroecology - polysemy - paradigm - higher education - education

Resumo: A preocupação em torno de crises ambientais globais a partir da década de 1970 ganhou cada vez mais evidência na opinião pública. Nesse cenário, se apresenta a Agroecologia, que tem sido considerada como paradigma científico emergente, onde ganha relevância uma abordagem transdisciplinar de sustentabilidade voltada à agricultura. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi analisar os significados atribuídos ao conceito de Agroecologia por estudantes de uma turma ingressante no ensino superior no curso de licenciatura em Educação do Campo. Os 96 estudantes participantes foram convidados a citar pelo menos cinco palavras que vinham em mente quando eram estimulados a pensar em “Agroecologia”. Os resultados dessa atividade foram quantificados e analisaram-se as principais frequências referentes às respostas. Aplicou-se a estatística descritiva nos resultados para avaliar a frequência das palavras utilizadas. Por fim, considera-se que a condição polissêmica tende a ser inerente ao uso da palavra Agroecologia.

Palavras-chave: Agroecologia - polissemia - paradigma – ensino superior – educação

(*) Graciela Gobbi Guterra. Discente do curso de Licenciatura em Educação do Campo (EAD) da Universidade Federal de Santa Maria.

(**) Juliane Paprosqui Marchi da Silva. Mestre em Tecnologias Educacionais em Rede, Licenciada em Informática. Docente no Curso Licenciatura em Educação do Campo (EAD) da Universidade Federal d e Santa Maria. 


A condição polissêmica da agroecologa: estudo de caso em uma turma de ensino superior fue publicado de la página 125 a página128 en Reflexión Académica en Diseño y Comunicación. Nº XL

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